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Eric Harris e Dylan Klebold

Autores do Massacre de Columbine

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Eric David Harris (Wichita, Kansas, 9 de abril de 1981 – Columbine, Colorado, 20 de abril de 1999) e Dylan Bennet Klebold (Lakewood, Colorado, 11 de setembro de 1981 – Columbine, Colorado, 20 de abril de 1999) foram os dois estadunidenses seniores do ensino médio que cometeram o massacre de Columbine. A dupla matou 13 pessoas e feriu outras 24 pessoas. Então, os dois se suicidaram na biblioteca, onde mataram 10 de suas vítimas.

Eric David Harris nasceu no dia 9 de abril de 1981, em Wichita, Kansas, nos Estados Unidos. A família de Eric se mudava frequentemente, pois o pai de Eric, Wayne Harris, era um piloto de transporte da Força Aérea dos Estados Unidos. Sua mãe, Katherine Ann Poole, era dona de casa. A família se mudou de Plattsburgh, Nova York, para Littleton, Colorado, em julho de 1993, quando Wayne Harris se aposentou do serviço militar.

A família de Eric morou em casas alugadas nos três primeiros anos em que moraram na área de Littleton. Durante este tempo, Eric conheceu Dylan Klebold. Em 1996, a família de Eric comprou uma casa ao sul da Columbine High School. O irmão mais velho de Eric, Kevin, frequentou a faculdade na University of Colorado Boulder.

Dylan Bennet Klebold nasceu no dia 11 de setembro de 1981, em Lakewood, Colorado, nos Estados Unidos. Era filho de Thomas Klebold e Susan Klebold. Seus pais eram pacifistas e frequentavam uma igreja Luterana com seus filhos. Dylan e seu irmão mais velho, Byron, frequentavam aulas de crisma da tradição Luterana. Assim como seu irmão mais velho, o nome de Dylan foi inspirado no nome de um famoso poeta—no caso de Dylan, o dramaturgo Dylan Thomas.

Em casa, a família de Dylan também observava alguns rituais em consonância com a herança Judaica do avô materno de Dylan. Dylan estudou na Normandy Elementary, em Lakewood, Colorado, nos dois primeiros anos do ensino fundamental, antes de ir para a Governor's Ranch Elementary e se tornar parte do programa CHIPS ("Challenging High Intellectual Potential Students"). Quando se mudou para a Ken Caryl Middle School, ele teve dificuldades para se adaptar.

Na Columbine High School, Eric e Dylan costumavam participar de produções de teatro da escola, operaram produções de vídeo e se tornaram assistentes de computador, preservando o servidor de computadores da escola.

De acordo com relatos anteriores ao massacre, Eric e Dylan eram alunos muito impopulares e alvos de bullying. Mesmo que as fontes desses relatos afirmem que a dupla sofria bullying, os relatos sobre eles serem solitários e rejeitados foram documentados como falsos.

Eric e Dylan foram inicialmente relatados como membros de um grupo que se chamava "The Trenchcoat Mafia", embora, de fato, não tivessem nenhuma conexão particular com o grupo, e não apareceram em nenhuma foto de grupo da The Trenchcoat Mafia no anuário da Columbine High School em 1998. O pai de Eric declarou que seu filho era "membro do que chamam de Trenchcoat Mafia" em uma ligação para o 911 que ele fez em 20 de abril de 1999. Três dias antes do massacre, Dylan foi ao baile de formatura do ensino médio com uma colega chamada Robyn Anderson.

Eric e Dylan jogavam muitos jogos de computador na Internet. Eric criou um conjunto de mapas para o jogo Doom, os quais, mais tarde, ficaram conhecidos como "Harris levels". Eric tinha presença na internet sob o nome de usuário "REB" (abreviação de Rebel, que lembra o apelido dos times esportivos de Columbine) e outros nomes de usuário cibernéticos, incluindo "Rebldomakr", "Rebdoomer" e "Rebdomine", enquanto Dylan se passava pelos nomes "VoDKa" e "VoDkA". Eric tinha vários sites que hospedavam arquivos dos jogos Doom e Quake, assim como informações de equipe para as pessoas com quem ele jogava online. Os sites relatavam abertamente o ódio que ele tinha das pessoas de seu bairro e do mundo em geral. Quando a dupla começou a fazer testes com bombas caseiras, eles publicaram os resultados das explosões no site. O site foi excluído pela America Online após o massacre e foi preservado pelo FBI.

Eric e Dylan entraram em problemas com a lei por arrombarem uma van estacionada e roubarem computadores. Em janeiro de 1998, eles foram acusados de trapaça, arrombamento, invasão e roubo. Os dois deixaram boas impressões nos policiais juvenis, que se ofereceram para apagar seus registros criminais se concordassem em participar de um programa de reeducação para começarem um serviço comunitário, receberem tratamento psiquiátrico, e obedecerem à lei. Eric foi obrigado a frequentar aulas de controle da raiva, onde, novamente, deixou uma impressão favorável. Eles se comportaram tão bem, que o policial de liberdade condicional deles os liberou do programa alguns meses antes da data de vencimento do mesmo. A respeito de Eric, foi observado que ele era "um indivíduo muito brilhante que é provável ter sucesso na vida", enquanto Dylan foi citado como inteligente, mas "precisa entender que o trabalho duro é parte de realizar um sonho". Em 30 de abril de 1998, Eric entregou a primeira versão de uma carta de desculpas que ele escreveu ao dono da van, a qual ele finalizou no mês seguinte. Na carta, Eric lamentou suas ações; entretanto, em um dos textos de seu diário, escrito em 12 de abril de 1998, ele escreveu: "Os Estados Unidos não era para ser a terra da liberdade? mas por quê, Se eu sou livre, não posso privar algum maldito de merda de suas posses Se ele as deixa no banco da frente da porra da furgoneta em plena vista no meio de uma fodida noite de sexta-feira? Seleção natural. Filhos da puta devem levar tiro. [sic]".

Em dezembro de 1998, Eric e Dylan gravaram Hitmen for Hire, um vídeo para um projeto da escola, onde eles xingam e gritam para a câmera, fazendo declarações violentas e atuando como Assassinos de Aluguel. Os dois exibiram temas de violência em seus projetos de criação literária para a escola; sobre uma história baseada em Doom, escrita por Eric em 17 de janeiro de 1999, o professor de Eric disse: "O seu é uma abordagem única e sua escrita funciona de uma maneira arrepiante — bons detalhes e configuração de humor".

Em 20 de abril de 1999, antes de entrarem na escola Eric e Dylan viram a jovem, Rachel Scott almoçando com um amigo, então começaram a atirar em Rachel e seu amigo, Eric se aproximou de Rachel e disse:"E aí Rachel? Aonde esta o seu Deus agora?"E então Dylan caçoou: "O que Jesus faria?!" E Eric completou: "Você ainda acredita em Deus?" E Rachel respondeu com orgulho: "Você sabe que eu creio!" Eric apenas pegou uma arma e deu um tiro na testa da mesma, e então terminaram de matar seu amigo. Enquanto fumava um cigarro no início do intervalo do lanche, Brooks Brown viu Eric Harris chegar na escola. Brooks tinha tido um desentendimento com Eric um ano antes, porque Eric tinha jogado um pedaço de gelo no pára-brisa de seu carro; Brooks fez as pazes com Eric antes do massacre. Ao ver Eric chegar na escola, Brooks perguntou a ele porque ele não estava na aula de manhã, pois Eric sempre levava a sério os trabalhos escolares e sempre era pontual. Eric disse: "Não importa mais", e também disse: "Brooks, eu gosto de você agora. Saia daqui. Vá para casa". Brooks rapidamente se afastou e saiu dos terrenos da escola. Às 11h19 da manhã, ele ouviu os primeiros disparos depois de se afastar por uma certa distância da escola, e ligou para a polícia através do celular de um vizinho.

Naquele momento, Dylan Klebold já havia chegado na escola em um carro, separado de Eric. Os dois tinham deixado duas mochilas dentro da lanchonete da escola, cada uma contendo uma bomba de propano de 20 libras. Quando estas bombas não explodiram, Eric e Dylan começaram um tiroteio contra os alunos da escola. Este foi o mais sangrento ataque já realizado em uma escola americana até o Massacre na Stoneman Douglas High School, em 14 de fevereiro de 2018. Eric foi responsável por oito das treze mortes confirmadas (Rachel Scott, Daniel Rohrbough, um professor identificado como Dave Sanders, Steve Curnow, Cassie Bernall, Isaiah Shoels, Kelly Fleming e Daniel Mauser), enquanto Dylan foi responsável pelas outras cinco (Kyle Velasquez, Matthew Kechter, Lauren Townsend, John Tomlin e Corey DePooter). Haviam 24 feridos, a maioria em estado grave.

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Eric Harris e Dylan Klebold | World in Stories