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Enzo Francescoli

Futebolista uruguaio

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Enzo Francescoli Uriarte (Montevidéu, 12 de novembro de 1961) é um ex-futebolista uruguaio que atuava como meia ofensivo. Destacou-se como um dos maiores jogadores do Uruguai, sendo talvez o maior deles que jamais jogou pelos dois maiores clubes de seu país: o Nacional e o Peñarol. Era conhecido, por seu estilo clássico e elegante, como El Príncipe, em referência a Aníbal Ciocca, antigo craque uruguaio dos anos 1930 e 40. Foi o único uruguaio incluído por Pelé no FIFA 100, e foi escolhido pela Federação Internacional de História e Estatísticas do Futebol o sexto maior jogador de seu país e o 24º da América do Sul no Século XX.[carece de fontes?]

É considerado um craque solitário em uma época decadente da Celeste. Esteve em duas Copas do Mundo, 1986 e 1990, em que o Uruguai pouco brilhou: em ambas, sua seleção caiu nas oitavas-de-final (contra a rival e futura campeã Argentina e a anfitriã Itália, respectivamente), para a qual só havia chegado, nos dois casos, como uma das melhores terceiras colocadas na primeira fase. Com ele já veterano, os uruguaios não se classificaram para os mundiais de 1994 e 1998. Ao todo, disputou oito partidas de Copa do Mundo, vencendo somente uma - contra a então pouquíssimo expressiva Coreia do Sul, e por apenas 1–0.[carece de fontes?]

Seus maiores triunfos com a camisa celeste ficaram guardados para as Copa América. Francescoli disputou cinco edições, chegando às finais das quatro em que atuou em campo e vencendo três dessas, perdendo apenas a de 1989, contra o Brasil, que jogava em casa. Foi nas edições do torneio, por sinal, que ele marcou o seu primeiro e o seu último gol pela seleção.[carece de fontes?]

Francescoli foi ídolo até na rival Argentina, onde sente-se mais querido até do que na própria terra natal, onde nem seus três títulos na Copa América o livram para muitos compatriotas de uma imagem de quem não ganhou nada por lá. No país vizinho, onde vive atualmente, brilhou em duas passagens pelo River Plate, sendo um dos maiores ídolos deste clube, do qual é o estrangeiro que mais marcou gols e condutor da segunda conquista do clube na Taça Libertadores da América, tendo faturado ainda cinco títulos argentinos nos somados seis anos em que atuou pela equipe. Também fez sucesso nas duas equipes em que jogou na França, apesar dos maus resultados de uma (Racing Paris) e de sua passagem efêmera pela outra (Olympique de Marseille).

Torcedor do Peñarol, Francescoli poderia ter começado a carreira na equipe aurinegra, onde chegou a ser bem cotado após um teste. Todavia, desencantou-se com a condução das peneiras carboneras, onde passava mais tempo observando os outros do que jogando, e desistiu do clube. Ele, futuramente uma das maiores figuras do River Plate, poderia curiosamente também ter começado no River Plate uruguaio, onde foi aprovado, mas optou por seguir na equipe de futebol do Colégio Salesiano em que estudava, pela qual fora campeão por cinco anos seguidos em competições colegiais.

No último ano do colegial, então, recebeu oferta do Montevideo Wanderers (curiosamente, rival do River Plate que ele recusara), após ser observado por olheiros deste clube em partida de bairro onde atuou ao lado de colega que já estava nas categorias de base da equipe. Angariou respeito logo, a ponto da equipe juvenil iniciar jogando com dez em campo quando ele, por conta de compromissos escolares, se atrasava alguns minutos. Em 1980, ele estreou na equipe principal e os bohemios conseguiram seu melhor resultado desde seu quarto e último título nacional, em 1931 (ainda na fase amadora do futebol local): o vice-campeonato, atrás apenas do grande time do Nacional, campeão também da Libertadores e da Copa Intercontinental daquele ano.[carece de fontes?] Além da elegância, que o faria ser conhecido como El Príncipe (alcunha herdada de Aníbal Ciocca, ex-jogador do Wanderers), outro hábito que já demonstrava ali era o de mascar chicletes durante os jogos; o exercício lhe estimulava a salivar, o que evitava ressecamentos na boca. Afirmou que tornou-se tão dependente do hábito que não se sentia bem quando não dispunha de algum chiclete antes das partidas.

O vice-campeonato, que rendeu ao jovem comparações também com Juan Alberto Schiaffino admitidas por este próprio, porém, não levou os alvinegros para a Taça Libertadores da América de 1981: a segunda vaga uruguaia foi definida pelo vencedor da liguilla pre-Libertadores, torneio disputado pelos times que ficavam entre o segundo e o sétimo lugares no campeonato. Na de 1980, o clube ficou em terceiro e de fora da competição continental.[carece de fontes?] Na Primera División Uruguaya de 1981, a equipe de Francescoli fez nova boa campanha, terminando atrás apenas da dupla Nacional e Peñarol, mas novamente sucumbiu no minitorneio. Mesmo assim, meses depois, em fevereiro de 1982, fazia seu debute pela Seleção Uruguaia. A classificação para a Libertadores pela liguilla finalmente veio neste ano, ironicamente depois da pior campanha do Wanderers com Francescoli no campeonato nacional - um quinto lugar.[carece de fontes?]

Disputando a edição de 1983 da Libertadores, Enzo e sua equipe - na qual também eram figuras Jorge Barrios, Luis Alberto Acosta, Raúl Esnal (que iriam com ele à Copa América de 1983; Barrios também iria à Copa do Mundo de 1986, onde seria o mais jovem capitão do mundial) e Ariel Krasouski (que integrou com Barrios o elenco celeste vencedor do Mundialito de 1980[carece de fontes?]) - fizeram campanha respeitável: terminaram seu grupo na liderança, empatados com o tradicional Nacional, e só foram eliminados ali porque apenas uma das quatro equipes de cada chave avançava para as semifinais - os tricolores venceram o play-off que decidiu com quem ficaria com a vaga única.[carece de fontes?]

Primeira passagem pelo River Plate

Em 1983, o River Plate, após vê-lo brilhar na Copa América daquele ano, o contratou por 310 mil dólares, no que seria um de seus melhores negócios. Seu início ali, porém, seria irregular. A equipe terminou o Campeonato Metropolitano (o campeonato argentino era desde 1969 dividido em dois torneios, Nacional e Metropolitano, que, apesar do nome, era mais valorizado) em penúltimo[carece de fontes?] e só não terminou rebaixada por manobra política criada dois anos antes por conta da comoção gerada pelo rebaixamento de outro dos cinco grandes times argentinos, o San Lorenzo, mas que só se tornaria válida justamente naquele campeonato: a partir dele, as equipes a sofrerem o descenso seriam as que ficassem nas duas últimas colocações em uma tabela de pontuação das médias de cada clube no campeonato disputado juntamente com os dois anteriores. Por este método, aplicado até os dias atuais, o time de Francescoli ficou duas posições acima dos rebaixados; ironicamente, a medida, criada para proteger os grandes times, fez com que outro deles (o Racing) caísse no lugar do River.

No ano seguinte, Francescoli já passou a demonstrar seu potencial com mais constância, após ter alternado longos momentos de apatia, sem participar de uma jogada sequer, com lances geniais. No primeiro semestre, quando disputava-se o Campeonato Nacional (em que o sistema era de mata-matas), a equipe chegou à final, mas foi derrotada pelo Ferro Carril Oeste, chegando a perder por 0–3 na partida de ida, em pleno Monumental de Núñez. No Metropolitano (disputado em pontos corridos), o uruguaio terminou artilheiro com 24 gols, mas os millonarios ficaram apenas em quarto e onze pontos atrás do campeão Argentinos Juniors.[carece de fontes?]

Ainda assim, Francescoli, parte de certa legião uruguaia daquele River (ali jogou com Nelson Gutiérrez, Antonio Alzamendi, Jorge Villazán e Carlos Berrueta, dentre outros), foi eleito o melhor futebolista sul-americano de 1984.[carece de fontes?] Recebeu oferta do América de Cali, que, bancado pelo Cartel de Cali (que usava o clube para lavar dinheiro), montaria bons times na época - seria trivice-campeão seguido da Taça Libertadores da América entre 1985 e 1987[carece de fontes?] -, mas, desejoso em triunfar no River, Francescoli optou por ficar em Núñez.

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