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Enrique Guaita

Futebolista argentino

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Enrique Guaita, também conhecido pelo nome italianizado Enrico Guaita (Lucas González, 15 de julho de 1910 - San Nicolás, 18 de maio de 1959), foi um futebolista ítalo-argentino.[carece de fontes?] Jogou pelas seleções de Argentina e Itália,[carece de fontes?] pela qual foi um dos quatro argentinos (e três titulares) campeões da Copa do Mundo FIFA de 1934, realizada no país e a primeira ganha pela Azzurra. Marcou o gol da classificação à final e nela ofereceu a assistência para o gol do título.

A nível de clubes, Guaita destacou-se especialmente em uma das mais recordadas equipes do Estudiantes de La Plata, apelidada de Los Profesores, bem como na Roma, onde foi o primeiro estrangeiro a ser artilheiro do campeonato italiano no formato de pontos corridos, na temporada 1934-35. Com garra e esforçado, tinha como principal característica um chute potente e era apelidado de El Indio e de El Corsario Negro.

Guaita iniciou a carreira no início da década de 1930, no Estudiantes de La Plata. Ainda em 1930, chegou a marcar um gol em goleada de 4-1 no Clásico Platense sobre o rival Gimnasia y Esgrima La Plata, pela 16ª rodada do campeonato argentino. O Estudiantes terminou aquele torneio como vice-campeão do Boca Juniors. Guaita marcou duas vezes na campanha.[carece de fontes?]

O ano seguinte foi marcado pela adoção de um campeonato argentino abertamente profissional, ainda que isso significasse o rompimento dos clubes participantes com a associação argentina reconhecida pela FIFA, que pleiteava a manutenção na elite profissional de todos os clubes participantes do torneio de 1930. Guaita passou a integrar o ataque titular pincharrata em um ano marcante para o clube. O campeão, como em 1930, foi o Boca Juniors, que, porém, fez aproximadamente vinte gols a menos que o vice Estudiantes.

O time de La Plata marcou 103 gols e teve o artilheiro e o vice-artilheiro do torneio, respectivamente Alberto Zozaya e Alejandro Scopelli. Guaita formava com eles e também com Manuel Ferreira (capitão da seleção argentina na Copa do Mundo FIFA de 1930) e Miguel Ángel Lauri (que defenderia a Argentina e também a seleção francesa) o quinteto ofensivo apelidado de Los Profesores. Os alvirrubros de 1931 obtiveram algumas marcas pioneiras no profissionalismo, como o primeiro time a marcar sete gols em um jogo (sobre o Chacarita Juniors), a marcar oito (sobre o Lanús, que terminou forçando W.O.) e o primeiro a marcar nove (sobre o Ferro Carril Oeste).

O time conseguiu outras goleadas, como um 4-1 sobre o próprio campeão Boca na antepenúltima rodada, mas pecava pela irregularidade, a ponto de chegar a ser derrotado em casa pelo antepenúltimo Tigre, de perder as chances de título ainda na penúltima rodada e de terminar o campeonato em terceiro, superado também pelo San Lorenzo. Na campanha, Guaita chegou a marcar o gol do Estudiantes no primeiro clássico profissional contra o Gimnasia, encerrado em 1-1, abrindo o placar aos 8 minutos do primeiro tempo no estádio rival.[carece de fontes?]

Em 1932, a equipe terminou na sexta colocação, chegando a vencer o rival Gimnasia por 6-1, com dois gols de Guaita. Esse resultado foi a maior goleada do clássico no século XX, superado só em 2006 por um 7-0 dos alvirrubros,[carece de fontes?] e na época foi vista como revanche à derrota por 3-2 sofrida no returno de 1931 e decisiva para o Estudiantes adiante perder aquele campeonato.

Em janeiro de 1933, Guaita estreou pela seleção argentina. Ainda em 1933, Guaita, que era o jogador visto como menos habilidoso daqueles cinco atacantes de Los Profesores, e Scopelli foram adquiridos pela Roma. Sem eles e também Ferreira, vendido ao River Plate, o Pincha terminou na décima colocação.

Além dele e de Scopelli, a Roma adquiriu conjuntamente outro argentino, o zagueiro Andrés Stagnaro, ex-River Plate. Na temporada 1933-34 do campeonato italiano, Guaita marcou pela primeira vez na terceira rodada, ao converter dois gols em triunfo de 3-1 fora de casa sobre a Fiorentina. Ele terminou a temporada com quatorze gols, incluindo um sobre a campeã Juventus (em derrota por 3-2), um em 3-3 no Derby della Capitale contra a Lazio, os três em vitória por 3-0 sobre o Genoa e quatro (três deles, entre os minutos 70 e 75) de 6-3 fora de casa sobre o Torino. A Roma terminou na quinta colocação.[carece de fontes?]

Em 1934, ele estreou pela seleção italiana,[carece de fontes?] a tempo de integrar o time titular campeão da Copa do Mundo FIFA daquele ano. Ele e Attilio Ferraris IV eram os únicos romanistas em um elenco dominado pela Juventus, clube pentacampeão seguido entre 1930-31 e 1934-35.[carece de fontes?] Na temporada seguinte ao título, Guaita elevou seu desempenho na Serie A, marcando 27 vezes em 28 jogos na temporada 1934-35. Dentre os gols, marcou os três dos giallorossi em vitória por 3-2 fora de casa sobre o Torino; um no empate em 1-1 sobre a rival Lazio; o único em vitória fora de casa sobre a Internazionale (Ambrosiana); o de empate a quatro minutos do fim em um 4-4 fora de casa com o Milan; três em 4-0 sobre o Napoli; e, no minuto final, o de vitória por 2-1 sobre o Torino, derrotado de virada construída a partir dos oito últimos minutos. Seu clube terminou em quarto.[carece de fontes?]

O argentino terminou aquela temporada como artilheiro da Serie A, seis gols à frente do vice-artilheiro, Silvio Piola.[carece de fontes?] Tornou-se o primeiro estrangeiro artilheiro da fase moderna do campeonato italiano, em pontos corridos. Porém, temeroso de uma convocação ao Exército Italiano, que naquele mesmo ano invadiu a Abissínia e deflagrou a Segunda Guerra Ítalo-Etíope, resolveu fugir da Itália. Alejandro Scopelli, colega seu na Roma, Estudiantes de La Plata e seleção italiana, fez o mesmo, assim como outros ítalo-argentinos que jogavam no país, como Raimundo Orsi (outro vencedor da Copa do Mundo FIFA de 1934,Raimundo Orsi, Renato Cesarini, e Carlos Volante. Guaita chegou a ser detido na fronteira, mas conseguiu regressar à Argentina.

Guaita e Scopelli seguiram ao mesmo clube, o Racing, acertando em 1936 com o time de Avellaneda. Atuou pelo clube até 1937, chegando a defender a seleção argentina como racinguista. A equipe terminou em oitavo no primeiro dos dois campeonatos argentinos realizados naquele ano ("Copa Honor") e em terceiro no outro ("Copa Campeonato"), terminando em quarto em 1937.[carece de fontes?] Foram 28 gols em 57 jogos pela Academia, chegando a marcar no Clásico de Avellaneda, mas em derrota de 4-1 para o rival Independiente em 1937.[carece de fontes?]

Na época, o desempenho de Guaita pelo Racing foi visto como aquém das expectativas: o compatriota Carlos Volante, que o enfrentara no futebol italiano, chegou a opinar que "há dos nossos os que se engrandecem fora e se diminuem na própria casa e outros, o contrário. Por exemplo: vi Carlos Santamaría e Alfredo González darem verdadeiros espetáculos no Brasil. Não se trata de jogar bem: eu disse espetáculos. Santamaría voltou ao River e González ao Boca para ter que voltar ambos ao Rio. Me lembro que o half me dizia: ‘piso numa cancha argentina e já perco a confiança em mim mesmo’. Atilio Demaría foi um magnífico insider na Itália, mas aqui não correspondeu quando quis retornar. Enrique Guaita impressionava. Nunca pude entender o que lhe aconteceu no Racing. Já na Europa, um jogador rende e, em especial, os ingleses. No nosso ambiente se produzem uns alto-e-baixos impressionantes. Certo é que há intemperança de parte dos torcedores, mas mais que nada existe um fator psicológico, algo que induz a duvidar das próprias condições e aí se explica os desníveis tão marcados”.

Guaita permaneceu no Racing até 1937, regressando ao Estudiantes de La Plata, onde parou de jogar em 1940. Até ali o clube não foi além do sexto lugar.[carece de fontes?]

Considera-se que Guaita estreou pela Argentina em amistoso realizado 21 de janeiro de 1933, em derrota por 2-1 em Montevidéu para o Uruguai, na qual ele marcou o gol argentino. Em 5 de fevereiro, os dois times realizaram novo amistoso, em Avellaneda, com triunfo local por 4-1. A ida de Guaita naquele mesmo ano ao futebol italiano terminou por impedir mais partidas pela Albiceleste.

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Enrique Guaita | World in Stories