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Emily FitzGerald, Duquesa de Leinster

Aristocrata inglesa

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Emily FitzGerald (nascida Emilia Mary Lennox; Hanover Square, 6 de outubro de 1731 – Grovesnor Square, 27 de março de 1814) foi uma nobre inglesa. A segunda das irmãs Lennox, e bisneta paterna do rei Carlos II de Inglaterra pela linhagem ilegítima, ela foi casada com James FitzGerald, 1.º Duque de Leinster, um membro do Parlamento. Após ficar viúva, casou-se com Wiliam Ogilvie, um acadêmico escocês e tutor de seus filhos, de quem tinha sido amante anteriormente. Ao todo, teve 22 filhos.

Emilia Mary foi a segunda filha e terceira criança nascida de Charles Lennox, 2.° Duque de Richmond e Lennox e de Sarah Cadogan. Emilia Mary foi batizada na Igreja St George's, em Hanover Square, e o seu padrinho era o rei Jorge II da Grã-Bretanha.

Os seus avós paternos eram Charles Lennox, 1.º Duque de Richmond, filho ilegítimo do rei Carlos II de Inglaterra com sua amante Louise de Kéroualle, Duquesa de Portsmouth, e Anne Brudenell. Os seus avós maternos eram William Cadogan, 1.° Conde Cadogan e Margaretta Cecilia Munter, que era originalmente dos Países Baixos.

Ela teve onze irmãos, entre eles: Georgiana Caroline, esposa de Henry Fox, 1.º Barão de Holland; Charles Lennox, 3.º Duque de Richmond, marido de Mary Bruce, que apoiou os colonizadores durante a Guerra de Independência dos Estados Unidos contra o domínio britânico; Louisa Augusta, esposa do proprietário de terras Thomas Conolly; Sarah, cujo primeiro marido foi Sir Charles Banbury, 6.º Baronete Banbury, e, após o seu divórcio, se casou com George Napier, um soldado britânico, etc.

A infância de Emily foi passada nas residências do pai no Palácio de Whitehall, em Londres, e em Goodwood House, em Sussex. Quando criança ela era precoce, animada e sociável.

Emily era considerada a mais atraente dentre suas irmãs.

Ela foi apresentada na corte aos 13 anos, e se tornou noiva de James FitzGerald, então o 20.º Conde de Kildare. Aparentemente, no início, os seus pais ficaram decepcionados com a união, devido à origem irlandesa do noivo. Mesmo assim, aos 15 anos de idade, Emily se casou com conde de Kildare, de 24 anos, que também era o 6.º barão Ofally e 1.º visconde Leinster de Taplow, na data de 7 de fevereiro de 1747, na casa dos pais em Richmond House, em Londres. Ele era filho de Robert FitzGerald, 19.º Conde de Kildare e de Mary O'Brien. Após o casamento, o novo casal se mudou para a Irlanda, terra nativa de James, onde passaram a residir em Carton House, no condado de Kildare, além de terem morado em Frescati House no subúrbio de Blackrock, em Dublin, e depois em Leinster House.

A nova condessa de Kildare se acomodou rapidamente na sua nova vida na Irlanda, se cercando de amigos e sócios em Carton House. Ela era extravagante, e, ao longo dos anos, acumulou grandes dívidas. Os seus gostos incluíam não somente tecidos de seda e os melhores móveis de decoração, mas também uma imensa quantidade de livros, peças de teatros, poesia, e panfletos políticos. Ela teve um papel importante em remodelar o interior da casa e as terras, que eram o melhor exemplo de arquitetura de paisagismo do século XIV, e um dos maiores na Irlanda. Visitantes, tais como o escritor Arthur Young, em 1776, podiam admirar o vasto gramado sobre as colinas suaves. Numa pintura da família produzida por Arthur Devis em 1755, é Emily quem aparece estudando os planos dos territórios. Ela também criou uma tendência ao decorar o seu quarto de impressão (print room) chinês com papel de parede pintado à mão importado. Além disso, para ajudar a se recuperar da perda do primogênito, George, ela também remodelou um chalé (shell cottage), o qual atraía muitos visitantes curiosos.

O conde de Kildare havia sido nomeado Conselheiro Privado da Irlanda a partir de março de 1744 ou 1745, e mais tarde foi Vice-Regente da Irlanda, de 1756 a 1757.

A união parece ter sido feliz, apesar da infidelidade do conde, e eles tiveram dezenove filhos juntos. Apenas o último – que foi reconhecido como filho de James – George Simon, era filho ilegítimo de Emily com o tutor das crianças, William Ogilvie, que mais tarde se casaria com a duquesa viúva.

Após a morte dos pais em 1750 e 1751, Emily criou as suas duas irmãs mais novas, Louisa, futura esposa de Thomas Conolly, e Cecily, futura esposa de Robert XI Arthur Geoffrey Nicholls, Conde de Cherbourg, em Kildare.

Emily era uma leitora ávida, tão interessada em política quanto em literatura, e tinha simpatias radicais no campo político. Como uma francófila entusiasta, ela admirava, especialmente, a obra Emílio, ou Da Educação de Jean-Jacques Rousseau, a qual influenciou, profundamente, as teorias da nobre sobre educação. Isso a levou a comprar, em 1766, uma modesta vila de pescadores de Blackrock, ao sul de Dublin, que foi renomeada Frescati após sua ampliação. Após já ter perdido quatro de seus filhos, ela garantiu que os seus outros filhos participassem de atividades ao ar livre, e de banho de mar.

Após tentar, sem sucesso, recrutar Rousseau, que na época morava na Inglaterra, ela contratou como tutor dos filhos, o escocês William Ogilvie, de origens obscuras mas de boa instrução. Ele se adaptou, entusiasmadamente, à rotina inovadora de Emily, que incluía jardinagem, pescaria e viagens frequentes ao teatro.

Em 1761, James sucedeu como 1.º conde de Ofally. Naquele mesmo ano, lhe foi criado o título de marquês de Kildare, e, em 1766, o de duque de Leinster. O duque também se tornou tenente geral em 1770. Esses títulos e cargos lhe foram dados em reconhecimento às suas contribuições na vida política irlandesa, as quais muitos atribuíram ao network político habilidoso de Emily. Foi, parcialmente devido à influência do duque de Leinster, que a duquesa e sua irmã mais velha, Caroline, a baronesa Holland, tiveram uma rixa.

Pouco tempo após a morte do marido em 19 de novembro de 1773, houve o rumor de que a duquesa já havia se casado secretamente com Ogilvie – eles tinham dado início a um caso amoroso alguns anos antes, em Frescati House – antes da morte do duque. Essa fofoca quase pôs em risco o casamento da filha, Emily, com o conde de Bellomont, o que levou-a a tomar uma decisão. Em setembro de 1774, ela entregou Carton House ao filho, William FitzGerald, 2.º Duque de Leinster, e se mudou com Ogilvie para a França, junto de nove de seus filhos mais novos. Embora a duquesa ainda estivesse, oficialmente, de luto, eles se casaram em Tolosa no dia 26 de outubro de 1774, numa cerimônia realizada pelo reverendo John Ellison. No entanto, apesar do casamento, ela continuou a ser chamada de duquesa viúva de Leinster. Ogilvie era nove anos mais novo do que a esposa. Após passar 18 meses em Marselha, eles passaram a morar no Castelo de Aubigny, pertencente a família Richmond. Os dois tiveram mais três filhas juntos, sendo que apenas duas, Cecilia e Mimi (apelido de Emily Charlotte), que nasceram na França, chegaram à idade adulta.

Após o retorno da família à Irlanda em 1781, eles viveram por um tempo no Castelo Ardglass, no condado de Down, hoje parte da Irlanda do Norte, onde William trabalhou para desenvolver Ardglass como um porto e resort à beira-mar da moda. O segundo duque de Leinster também arranjou uma vaga no Parlamento para o padrasto. O marido da duquesa dividia o seu tempo entre a Irlanda e Londres, onde Emily residia para arrumar maridos para as filhas mais novas. Ela se tornou uma grande apoiadora do sobrinho, Charles James Fox, e entretinha muitos dos membros do círculo dele na sua casa.

A duquesa foi bem tratada no primeiro testamento do marido falecido. Ele deixou-lhe um dote anual de £4.000 (um aumento dos £3.000 prometido no acordo nupcial), e o direito de usufruir durante sua vida de Leinster House e Carton House (a qual ela trocou por Frescati House e uma quantia de £40.000), incluso todos os móveis e objetos. Emily trouxe consigo o dote de uma filha de um duque que era de praxe (£10.000), por isso, a junção e outros pagamentos causaram problemas financeiros para o seu filho, William FitzGerald.

O primeiro duque tinha deixado provisões muito generosas para os filhos mais novos e para todas as suas filhas. A sua viúva também ganhava uma renda anual de £400 para cada um dos filhos menores de idade que viviam com ela, o que continuou a ser válido mesmo após ela ter se casado novamente.

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