Dom Emilio Pignoli (Cappella de' Picenardi, 14 de dezembro de 1932) é um bispo católico romano ítalo-brasileiro. É bispo emérito da Diocese de Campo Limpo. É irmão de Dom Angelo Pignoli, bispo emérito de Quixada, Ceará.
Foi bispo da Diocese de Mogi das Cruzes de 1976 a 1989 e da Diocese de Campo Limpo de 1989 a 2008, quando pediu a renuncia ao santo padre pelo limite de idade. Grande promotor das vocações sacerdotais, e mentor da expansão das estruturas paroquiais em ambas dioceses, criando aproximadamente sessenta novas paróquias no sudoeste da grande São Paulo. Construiu ou reformou quatro seminários, construiu a Catedral da Sagrada Família, em arrojado estilo arquitetônico, entre os anos de 1991 e 1997.
Dom Emílio Pignoli: Pastor que edificou a Igreja com o povo
Falar de Dom Emílio Pignoli não é apenas recordar uma história, mas é contemplar um testemunho vivo de doação, de fidelidade e de amor à Igreja. Sua presença marcou profundamente a vida e a caminhada de tantos fiéis, deixando um legado que ultrapassa estruturas e permanece no coração do povo de Deus.
Dom Emílio não foi simplesmente um administrador de uma realidade já pronta. Ao contrário, foi um verdadeiro pastor que compreendeu que a Igreja se constrói com o povo, na proximidade, na escuta e na entrega cotidiana. Sua missão foi marcada por este espírito: formar comunidades vivas, despertar corresponsabilidade e alimentar a fé com gestos concretos de cuidado pastoral.
Desde os primeiros passos de seu ministério, já se percebia nele um zelo especial pela vida da Igreja. Não se limitava ao essencial, mas buscava sempre o melhor para o povo que lhe era confiado. Sua presença não era distante, mas próxima; não era autoritária, mas paterna; não era apenas organizadora, mas profundamente evangelizadora.
Ao longo de sua caminhada, enfrentou desafios próprios de cada tempo. Desafios pastorais, estruturais e também humanos. Contudo, nunca se deixou vencer pelas dificuldades. Com coragem e confiança em Deus, soube conduzir a comunidade, fortalecendo os laços de unidade e incentivando a participação de todos.
Uma de suas marcas mais profundas foi a capacidade de envolver o povo na missão da Igreja. Não desejava uma comunidade passiva, mas uma Igreja viva, onde cada fiel se reconhecesse como parte essencial da caminhada. Assim, formou lideranças, despertou vocações e ajudou muitos a redescobrirem o amor pela Igreja.
Seu testemunho revela que a Igreja não se sustenta apenas por estruturas, mas sobretudo pela fé vivida, pela comunhão e pela entrega generosa. Dom Emílio soube cultivar isso com sabedoria, paciência e perseverança.
Recordar sua vida é também assumir um compromisso. O compromisso de continuar aquilo que foi iniciado, de não deixar cair no esquecimento o que foi construído com tanto amor e dedicação. Seu legado não pertence ao passado, mas continua desafiando o presente.
Dom Emílio permanece como referência de pastor que não buscou a si mesmo, mas que se doou inteiramente à missão. Um homem de Deus que compreendeu que a verdadeira grandeza está no serviço e que a Igreja se constrói com fé, com unidade e com amor.
Dom Rosalvo Cordeiro de Lima (2011).
Dom Otacílio Ferreira de Lacerda (2017).
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