Neste Dia

Emilie de Villeneuve

Emilie de Villeneuve (9 de março de 1811 – 2 de outubro de 1854) foi uma freira católica francesa. Ela fundou a Congrega

Anúncio

Emilie de Villeneuve (9 de março de 1811 – 2 de outubro de 1854) foi uma freira católica francesa. Ela fundou a Congregação de Nossa Senhora da Imaculada Conceição de Castres em 1836. Atualmente esta congregação conta com quinhentas religiosas e está implantada em 18 países, onde exerce atividades missionárias nas áreas pastoral, social, educacional e de saúde, que incluem colégios, centros socioeducativos e casas de formação. Também presta serviço em hospitais e a famílias desfavorecidas. Em Roma, possui uma Casa de Hospedagem para acolhida de peregrinos.

Emilie de Villeneuve era a terceira dos quatro filhos do Marquês de Villeneuve e de Rosalie d’Avessens. Ela vivia na região do Tarn, no Château d'Hauterive, onde sua mãe se refugiou para tratamento de uma doença e supervisionou sua educação. Porém, sua mãe faleceu quando Émilie tinha apenas 14 anos. Quatro anos depois, sua irmã Octavie também morreu.

Vocação e fundação da Congregação

Após a morte da mãe, ela viveu por um tempo em Toulouse, onde sua avó custeou sua educação e a de suas irmãs. Aos 19 anos, Jeanne Emilie de Villeneuve retornou para Hauterive, assumindo a vida doméstica familiar, aliviando assim, deste encargo, seu pai, prefeito de Castres (1826-1830).

Pouco depois, declara a seu pai sua vontade de entrar com as Filhas da Caridade. Este não aceita seu pedido e lhe propõe um prazo de reflexão que durará quatro anos. No final desse prazo, e com a aprovação do bispo, Emilie de Villeneuve decide fundar, com duas companheiras, a Congregação das Irmãs de Nossa Senhora da Imaculada Conceição de Castres (8 de dezembro de 1836), denominadas popularmente irmãs azuis por causa da cor do hábito.

A partir de um humilde local na região de Castres, ajuda as jovens da classe social menos favorecida, operários, presos e doentes. O número de irmãs da Congregação aumenta, e seu horizonte se amplia, da França ao Senegal, Gambia e Gabão, para onde vão as primeiras Irmãs Missionárias, ainda durante a vida de Emilie de Villeneuve. Em 1853, ela renuncia ao cargo de superiora da congregação, sendo substituída pela Irmã Hélène Delmas. Escreve, por isso, às suas Irmãs Missionárias: "Após as eleições, tenho o consolo de poder dedicar-me mais ao aspecto espiritual da Congregação".

Em meados de 1854, uma epidemia de cólera e de febre assola o sul da França e seus efeitos atingem a cidade de Castres. Jeanne Emilie de Villeneuve morre no dia 2 de outubro de 1854 como consequência desta epidemia, rodeada por suas irmãs.

Em 1836, Jeanne Emilie de Villeneuve fundou em Castres (França) a Congregação de Nossa Senhora da Imaculada Conceição de Castres. Sua forte vocação missionária se manifesta somente doze anos após a fundação da Congregação, no Senegal (1848).

Atualmente, esta Congregação conta com escolas, hospitais e obras paroquiais e sociais, nos seguintes países (ordenados conforme o ano de implantação): França (1836), Senegal (1848), Gambia (1848), Gabão (1849), Espanha (1903), Itália (1904), Brasil (1904), Argentina (1905), Paraguai (1939), Uruguai (1957), México (1982), Benin (1988), República Democrática do Congo (1990), Bolívia (1992), Venezuela (1996) e Filipinas (1997), Guiné-Bissau (2010) e Burkina Faso (2011).

Outros países onde em algum momento a Congregação esteve presente foram Portugal (1886-1910), Guiné Equatorial (1897-1918) e Camarões (1915-1916).

Os primeiros trâmites processuais que levaram à beatificação de Jeanne Emilie de Villeneuve se iniciaram em 1945. Após a promulgação oficial do decreto papal sobre a heroicidade das virtudes de Jeanne Emilie de Villeneuve (outubro de 1991), ela foi considerada venerável e se deu continuidade ao processo de beatificação. Para a beatificação, foi aberto, na Congregação para a Causa dos Santos, o processo referente à cura de Binta Diaby.

A jovem Binta Diaby, guineense que vivia há algum tempo em Serra Leoa e muçulmana, tentou o suicídio, ingerindo soda cáustica, que provocou danos irreversíveis em diversos órgãos e um coma de doze dias. Acompanhada pelas irmãs da Congregação de Nossa Senhora da Imaculada Conceição de Castres, as quais colocaram uma relíquia da Venerável Jeanne Emilie de Villeneuve e iniciaram uma novena pedindo sua cura, Binta foi totalmente curada.

Entre 16 de maio e 29 de outubro de 2003 foi realizado o processo diocesano pelo Arcebispado de Barcelona sobre a cura de Binta Diaby, presumidamente milagrosa. No dia 4 de fevereiro de 2005, foi reconhecido pela Congregação para a Causa dos Santos o processo apresentado pelo Tribunal de Barcelona.

No dia 16 de fevereiro de 2006, a Consulta Médica do Dicastério reconheceu que a cura dos males provocados pela ingestão de soda cáustica, com as consequências pós-operatórias, foi rápida, completa e permanente, e inexplicável à luz dos conhecimentos atuais da medicina.

Nas sessões de 13 de junho de 2006 e de 26 de janeiro de 2007, o Congresso Particular de Consultores Teológicos realizou uma pesquisa mais profunda sobre o processo de cura de Binta Diaby. No dia 6 de novembro de 2007, foi declarada positiva a cura milagrosa na Sessão Ordinária dos Cardeais e Bispos, sendo Ponente da Causa o Exmo. Senhor Lino Fumagali, Bispo de Sabina-Poggio Mirteto. No dia 17 de dezembro de 2007, o Papa Bento XVI autorizou a emissão do decreto sobre o milagre atribuído a Jeanne Emilie de Villeneuve.

Este processo culminou no dia 5 de julho de 2009, quando Jeanne Emilie de Villeneuve foi beatificada em Castres (França), cuja cerimônia foi oficiada pelo Prefeito da Congregação para as Causas dos Santos, o Reverendíssimo Sr. Arcebispo D. Angelo Amato, S.D.B. (Molfetta, 8 de junho de 1938).

O milagre investigado para a causa da canonização envolveu Emily Maria de Souza, uma bebê brasileira de 9 meses, a qual, em 2008, brincava com o fio de um ventilador e sofreu uma grave descarga elétrica. O médico tentou reanimar a criança por uma hora antes que seu coração voltasse a bater; ainda assim, foi informado de que ela jamais voltaria a ver, ouvir, falar ou andar. Após a alta de Emily, por iniciativa de uma Irmã Azul, iniciou-se uma novena em homenagem a Beata Emilie de Villeneuve. No dia seguinte ao término da novena, o quadro clínico da menina começou a mudar completamente e ela começou a se desenvolver como uma criança normal. Os médicos constataram a ausência de quaisquer sequelas neurológicas.

Santa Joana Emília de Villeneuve foi canonizada pelo Papa Francisco, na Praça de São Pedro, em 17 de maio de 2015, junto a Santa Maria Alfonsina, Santa Maria de Jesus Crucificado e Santa Maria Cristina da Imaculada Conceição.

Anúncio

Em breve no aplicativo World in Stories

Áudio, download offline, sem anúncios e muito mais.

Conhecer Premium
Emilie de Villeneuve | World in Stories