Neste Dia

Emerson Sheik

Futebolista brasileiro

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Marcio Passos de Albuquerque (Nova Iguaçu, 6 de setembro de 1978), mais conhecido como Emerson Sheik, é um comentarista esportivo, ex-dirigente esportivo e ex-futebolista brasileiro naturalizado catari que atuava como ponta-esquerda.

Em 2008, quando atuava no Catar, após convite naturalizou-se catariano e jogou as Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2010 pela Seleção Qatariana. A equipe mundial de editores e especialistas do site Goal.com elegeu os 50 melhores jogadores em 2012, levando em consideração suas conquistas e suas atuações ao longo da temporada. Em 32º lugar, o atacante Emerson Sheik, então no Corinthians, superou Neymar (36º) e foi o atleta mais bem colocado do ano dentre os que atuam no futebol brasileiro.

Sheik é o único da história a conquistar três títulos consecutivos do Campeonato Brasileiro por três times diferentes. Integrou o elenco do Flamengo (trocou de clube no 20° jogo) no Brasileirão 2009. Foi peça importante na conquista do título do Brasileirão 2010 pela equipe do Fluminense, e no ano seguinte, um dos protagonistas na conquista do Brasileirão 2011 pelo Corinthians. Fez também os dois gols da final da Libertadores 2012, título inédito e desejado por anos pela torcida do Timão, tornando-se um dos maiores ídolos da história do clube.

Em 1996, aos 18 anos, Emerson já não acreditava que pudesse vingar no futebol por conta da idade. Foi então que sua mãe, Carmem Lúcia, adulterou sua certidão de nascimento. Marcio Passos de Albuquerque, nascido em 6 de setembro de 1978, virou Marcio Emerson Passos, nascido em 6 de dezembro de 1981. Na época, a família de Emerson morava num bairro pobre de Nova Iguaçu, Rio de Janeiro, e ele trabalhava como ajudante de pedreiro.

Com três anos a menos na certidão de nascimento, o garoto viu a carreira decolar. Levado ao São Paulo pelo ex-lateral-direito Cláudio Guadagno, foi rapidamente aceito pelo clube após passar pela avaliação de Milton Cruz, ex-técnico da equipe sub-20.

Em clara vantagem física e técnica sobre os outros meninos, virou uma estrela das categorias de base do Tricolor. O ótimo futebol chamou a atenção da diretoria do clube, que passou a enxergá-lo como uma joia pela cúpula do clube, alguém que traria milhões de dólares aos cofres em pouco tempo. A expectativa era tanta que o colocavam acima até mesmo de Kaká na projeção feita pela direção sobre quem vingaria no futebol.

No dia 26 de setembro de 1998, aos 20 anos, ele estreou pelo time profissional do São Paulo ao entrar no lugar do centroavante Dodô no empate por 0 a 0 contra o Flamengo, no Morumbi, pelo Campeonato Brasileiro. No ano seguinte, já com Paulo César Carpegiani no comando da equipe, o treinador decidiu promovê-lo de vez ao grupo principal, mas para atuar como lateral-direito, função na qual nunca conseguiu se adaptar.

Como atacante, marcou dois gols pelo Tricolor: um na goleada por 5 a 1 sobre o Atlético-MG, no Morumbi, em 25 de julho de 1999, e outro na derrota por 3 a 2 para o Santos, na Vila Belmiro, três dias depois. Por conta do Caso Sandro Hiroshi (o clube perdeu pontos de jogos contra o Botafogo e o Internacional depois que ficou comprovada a falsificação nos documentos do atacante Sandro Hiroshi), e com o temor de receber outra punição, já que havia a desconfiança da adulteração de documentos do atleta, a diretoria Tricolor decidiu negociar Emerson com o Consadole Sapporo, do Japão, mesmo sem ter a certeza da falsificação nos documentos.

Assim, em 2000, Emerson deixou o Brasil rumo ao futebol japonês. Ele se despediu do São Paulo com 19 jogos e dois gols marcados (sete vitórias, três empates e nove derrotas).

Emerson chegou ao Oriente como desconhecido, mas rapidamente virou um dos destaques do futebol no país. Permaneceu durante cinco anos no Japão, e atuou por Consadole Sapporo, Kawasaki Frontale e Urawa Red Diamonds, respectivamente. Pelo Consadole Sapporo, da 2a divisão japonesa, Emerson fez 33 gols em 30 jogos, e foi campeão, artilheiro e melhor jogador da segunda divisão japonesa em 2000. No ano seguinte, jogou no Kawasaki Frontale, ainda na segunda divisão. Foram 19 gols em 18 jogos.

Em 2002, foi contratado pelo Urawa Red Diamonds, da 1a divisão japonesa, clube pelo qual logo virou ídolo. Ele ficou quatro anos no time e diz que, para sair de casa sem ser reconhecido, tinha que usar uma peruca. Com a camisa do Urawa Red Diamonds, ele foi artilheiro do Campeonato Japonês de 2004, eleito por 3 vezes o Melhor segundo-atacante do Campeonato Japonês (2002, 2003, 2004), e Futebolista do Ano no Japão (2003).

Sua passagem pelo futebol nipônico terminou em 2005, após o xeque Jassim bin Hamad bin Khalifa Al Thani, um dos 24 filhos do rei, ver um jogo de Emerson na televisão. Ele comprou os direitos econômicos do brasileiro e o colocou para jogar no Al-Sadd.

Em 2005 deixou o Japão e foi para o Catar, onde passou a defender a equipe do Al-Sadd. Além de um contrato milionário, o atacante ganhava carros e relógios Rolex a cada boa partida.

Em 2007, foi emprestado ao Rennes, da França. A negociação girou em torno de 4 e 5 milhões de euros. O acordo de Emerson com o xeque era que ele poderia voltar ao Catar quando quisesse. A expectativa sobre a ida de Emerson para o Rennes era gigante. Apesar de se tratar de um atleta de um campeonato asiático, os diretores do clube ressaltavam os ótimos números que ele teve no Catar e no Japão. Na época, a imprensa francesa noticiava, inclusive, que times como Lyon, Lille e Saint-Étienne estavam de olho nele.

Emerson estreou pelo Rennes em outubro de 2007, contra o Lokomotiv Sofia, na Copa da UEFA. Foram pouco mais de 12 minutos em campo e nada de muito relevante, a não ser a vitória do time da França por 3×1. No Campeonato Francês, o debute foi diante do Paris Saint-Germain, no Parque dos Príncipes, na 10ª rodada. Ele entrou em campo aos 43 minutos do segundo tempo na vaga de Sylvain Wiltord. Com pouco mais de quatro minutos para atuar (contando os acréscimos), o brasileiro pouco fez.

Emerson somou ainda mais quatro apresentações, duas no Campeonato Francês e duas na Copa da UEFA. Ao todo, Sheik acumulou 101 minutos em campo pelo clube bretão, deixando a França - e o futebol Europeu - sem ter marcado nenhum gol, e tendo recebido 2 cartões amarelos. Por não ter conseguido se firmar na Europa, Emerson retornou ao Oriente Médio. Apesar do retorno baixo em campo, o clube francês conseguiu vendê-lo por um valor maior do que comprou: 7 milhões de euros foi o que o Al-Sadd gastou para trazê-lo de volta.

Emerson retornou ainda em 2007 ao Al-Sadd, e permaneceu por lá por pouco mais de um ano. Forçou sua saída do clube após discutir com o presidente do Al-Sadd, que o afastou do time.

Considerado no Oriente Médio como um dos melhores atacantes que já passaram por lá, Emerson fez fama e fortuna enquanto esteve no Catar. Porém, após passar nove anos fora, Emerson decidiu rescindir contrato com seu clube e retornar ao Brasil.

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