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Embraer E-Jets

Série de aviões ''narrow-body'' bimotores, a jato, de médio alcance, produzidos pela brasileira Embraer. A família é composta pelos aviões de ''part name'' Embraer 170, Embraer 175, Embraer 190 e Embraer 195.

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A família Embraer E-Jets é uma série de aeronaves turbofan bimotoras, narrow-body, de médio alcance, para 80-124 passageiros, desenvolvida pela Embraer, fabricante brasileira de aeronaves comerciais, militares e executivas.

É constituída pelos modelos Embraer 170, Embraer 175, Embraer 190 e Embraer 195, que têm sistemas idênticos, diferindo apenas no comprimento da fuselagem e capacidade de passageiros. Foi anunciada no Salão Aeronáutico de Paris em 1999 e teve a produção iniciada em 2002, transformando-se rapidamente num sucesso de vendas.

Durante a década de 1990, após o sucesso alcançado pela família de jatos regionais Embraer ERJ, Como a demanda pela série ERJ se mostrou forte desde o início, a empresa decidiu que não poderia depender apenas de uma família de aeronaves e examinou suas opções para produzir um jato regional complementar, incluindo projetos que seriam maiores e mais avançados do que suas aeronaves anteriores. A Embraer apostou no desenvolvimento de uma nova família de aeronaves, com capacidade entre 70 e 90 passageiros, ampliado depois para 122 passageiros com o Embraer 195. Optou-se por começar o desenvolvimento do zero, o que transformou os E-Jets, como são conhecidos, na primeira família desenvolvida após os EMB-120 Brasília, já que os ERJ eram baseados na fuselagem deste.

O primeiro modelo lançado foi o Embraer 170, seguido do Embraer 190 e depois do Embraer 195. Em novembro de 2015, a Azul recebeu o 1 200° E-jet construído, matriculado PR-AUP, e em dezembro de 2017, a unidade 1 400 da família, um modelo E-175, foi entregue para a American Airlines.

Em março de 1997, a Embraer fez sua primeira divulgação pública de que estava estudando uma nova aeronave de 70 assentos, que foi inicialmente chamada de EMB 170; esta revelação foi emitida simultaneamente com o anúncio do desenvolvimento do ERJ 135. Concebido originalmente, o EMB 170 apresentaria uma nova asa e fuselagem de maior diâmetro acoplada ao nariz e à cabine do ERJ 145. O derivado proposto teria custado US$ 450 milhões para ser desenvolvido. Enquanto a Alenia, a Aerospatiale e a British Aerospace, por meio da AI(R), estudavam o Airjet 70 baseado na fuselagem do ATR 42/72 para um alcance de 2 200 km (1 200 nmi; 1 400 mi), a AI(R) e a Embraer estudavam um desenvolvimento conjunto de um jato de 70 assentos, uma vez que seus projetos separados ainda não haviam sido lançados.

Em fevereiro de 1999, a Embraer anunciou que havia abandonado a abordagem derivada em favor de um design totalmente novo. Em 14 de junho de 1999, a família E-Jet foi lançada formalmente no Paris Air Show, inicialmente usando as designações gêmeas ERJ-170 e ERJ-190; estas foram posteriormente alteradas para Embraer 170 e Embraer 190, respectivamente. Os clientes de lançamento do avião foram a companhia aérea francesa Régional, que fez dez pedidos e cinco opções para o E-170, e a companhia aérea suíça Crossair, que havia encomendado 30 E-170s e 30 E-190s.

Durante julho de 2000, a produção de componentes para a construção do protótipo e das fuselagens de teste começou. Dificuldades com a aviônica avançada selecionada para a aeronave, fornecida pela empresa americana Honeywell, levaram a atrasos no cronograma de desenvolvimento; originalmente, o primeiro voo estava programado para ocorrer em 2000. Em 29 de outubro de 2001, o primeiro protótipo PP-XJE foi lançado em São José dos Campos, Brasil.

É um birreator com fuselagem "double-bubble", quatro assentos por fileira, de dois a dois, concebido para maximizar o conforto dos passageiros.

O Embraer 195 é concorrente direto do Bombardier CRJ-900 e CS 100/300, Airbus A319-100, Sukhoi Superjet 100 e Mitsubishi Regional Jet MRJ, este último cancelado em 2020.

A família de aviões Embraer 170/190 tem como alvo o segmento de mercado voltado às companhias aéreas que necessitam aviões de 70 a 124 passageiros.

O E-170, inicialmente chamado de ERJ-170, foi lançado em junho de 1999 como a menor aeronave da família E-Jets e a primeira a ser desenvolvida. O protótipo ficou pronto em 2001, e o voo inaugural ocorreu em 17 de fevereiro de 2002. Seu primeiro voo comercial em março de 2004, foi feito pela LOT Polish Airlines, entre Varsóvia e Viena. Em 2017, a produção do E-170 foi encerrada, totalizando 191 aeronaves fabricadas. O E-170 normalmente acomoda cerca de 72 passageiros em uma configuração típica de classe única, 66 em uma configuração de classe dupla e até 78 em uma configuração de alta densidade. O E-170 competiu diretamente com o Bombardier CRJ700 e vagamente com o turboélice Bombardier Q400.

O E-175, inicialmente era conhecido como ERJ-170-200, foi lançado em 2001 como uma versão ligeiramente alongada do E-170. O voo inaugural ocorreu em dezembro de 2002. Seu primeiro voo comercial ocorreu na Air Canada em julho de 2005. A aeronave normalmente acomoda cerca de 78 passageiros em uma configuração típica de classe única, 76 em uma configuração de classe dupla e até 88 em uma configuração de alta densidade. Como o E-170, ele é equipado com motores General Electric CF34-8E de 14.200 libras-força (62,28 kN) de empuxo cada. Ele competiu com o Bombardier CRJ900 no segmento de mercado anteriormente ocupado pelos anteriores BAe 146 e Fokker 70.

O E-175 foi inicialmente equipado com o mesmo estilo de winglets que o resto da família E-Jets. A partir de 2014, os winglets foram feitos mais largos e mais angulados. Esses winglets e outras mudanças na aeronave ao longo do tempo melhoraram a eficiência. A Embraer disse que as aeronaves produzidas após 2017 consomem 6,4% menos combustível do que as aeronaves E-175 originais. Os winglets angulados aumentam a envergadura de 26 m (85 pés) para 28,65 m (93 pés). Essa mudança de winglet foi disponibilizada apenas para o E-175 e nenhum outro modelo da família.

Em 2025, o E-175 continua em produção, com forte demanda de companhias aéreas regionais nos Estados Unidos, que não podem encomendar o mais novo, mas mais pesado E175-E2 devido às restrições da cláusula de escopo sobre o peso máximo de decolagem.

O E-190, foi lançado em junho de 1999. O voo inaugural ocorreu em março de 2004. Seu primeiro voo comercial ocorreu na companhia aérea de baixo custo JetBlue, em outubro de 2005. Os modelos E190/195 são extensões maiores dos modelos E170/175 equipados com uma asa nova e maior, um estabilizador horizontal maior, adicionando duas saídas de emergência sobre as asas e um novo motor. O Embraer 190 é equipado com dois motores turbofan General Electric CF34-10E montados sob as asas, com potência nominal de 82,29 kN (18 500 lbf). Os motores são equipados com controle digital de motor de autoridade total (FADEC). O sistema de gerenciamento computadorizado e totalmente redundante otimiza continuamente o desempenho do motor, resultando em consumo de combustível e requisitos de manutenção reduzidos. A aeronave transporta 13 000 kg (29 000 lb) de combustível e é equipada com um sistema de combustível Parker Hannifin.

A Embraer ofereceu três variantes do E190: o STD (Standard), LR (Long Range) e AR (Advanced Range). O STD serviu como modelo base, enquanto o LR apresentou um peso máximo de decolagem (MTOW) que foi aumentado em 2 510 kg (5 530 lb), enquanto o AR apresentou um MTOW que foi aumentado em 1 500 kg (3 300 lb) em comparação com o LR, permitindo o transporte de mais combustível. Este aprimoramento estendeu o alcance em 50 nmi (93 km; 58 mi).

A aeronave é equipada com uma unidade de energia auxiliar Hamilton Sundstrand e sistema elétrico. O GE CF34-10E, os clientes podem escolher entre 5 variantes diferentes (-10E5, -10E5A1, -10E6, -10E6A1, -10E7), cada uma com desempenho e capacidades diferentes. É o único motor oferecido para a aeronave. Essa aeronave compete com o Bombardier CRJ-1000. Ele pode transportar até 100 passageiros em uma configuração de duas classes ou até 124 na configuração de alta densidade de classe única.

O E-195, inicialmente era conhecido como ERJ-190-200, foi lançado em . O voo inaugural ocorreu em dezembro de 2004. Seu primeiro voo comercial ocorreu na extinta companhia britânica de baixo custo Flybe, em setembro de 2006. É a versão mais alongada do Embraer 190 e é equipado com dois motores turbofan General Electric CF34-10E montados sob as asas. Os motores são equipados com controle digital de motor de autoridade total (FADEC). O sistema de gerenciamento computadorizado e totalmente redundante otimiza continuamente o desempenho do motor, resultando em menor consumo de combustível e menor necessidade de manutenção. A aeronave transporta 13 000 kg (29 000 lb) de combustível e é equipada com um sistema de combustível Parker Hannifin.

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