Elizabeth Savala Casquel (São Paulo, 23 de novembro de 1954) é uma atriz brasileira. Conhecida por interpretar papéis ecléticos de uma grande variedade de gêneros televisivos, ela é reconhecida como uma das atrizes mais prolíficas das décadas de 1980 e 1990 no Brasil. Ao longo de sua carreira de mais de cinco décadas, Savala recebeu vários prêmios, incluindo dois Prêmios APCA, um Troféu Imprensa, e um Prêmio Extra, além ter recebido indicações para quatro Prêmios Qualidade Brasil.
Nascida e criada em São Paulo, Savala estudou na renomada Escola de Arte Dramática da USP, onde decidiu seguir atuando. Iniciou sua carreira profissional atuando em peças de teatro populares, onde ela pensava em se estabelecer sem atuar frente às telas. Mas, enquanto ainda estudava, foi convidada a realizar testes para a televisão e chamou atenção por seu talento. Estreou em 1974 no teleatro A Casa Fechada (1974), na TV Cultura. No ano seguinte despontou como a jovem rebelde Malvina em Gabriela, na TV Globo. Desde então passou a protagonizar diversas outras produções, alcançando o sucesso como a taxista Lili em O Astro (1977), pela qual ganhou uma enorme popularidade.
Ao longo de sua extensa carreira na televisão, interpretou vários tipos de personagens, de mocinhas românticas e contemporâneas, a vilãs elegantes e sedutoras. Elizabeth também é presença constante nas tramas do novelista Walcyr Carrasco, de quem é amiga. Em suas novelas sempre está interpretando personagens de destaque, com o teor cômico. Elizabeth também é empresária. É sócia e diretora na empresa que herdou de seu pai, a Gráfica e Editora Brogotá, que atua na fabricação de bulas e cartuchos para as indústrias farmacêuticas. Durante anos foi vencedora do Prêmio Sindusfarma de Qualidade na categoria de bulas.
De origens espanholas, nascida e criada em uma família de classe média da Capital Paulista, é filha de Francisco Casquel Rufino e Isabel Savala Casquel, ambos nascidos em Jaú, no interior de São Paulo, que foram viver na capital em busca de uma vida melhor. Os avós maternos e paternos de Elizabeth eram espanhóis, seu avô paterno era irmão de sua avó materna, ou seja seu pai era primo legítimo de sua mãe, era comum o casamento entre primos no meio das famílias espanholas no Brasil, como uma maneira de preservar a origem familiar. Na verdade, seu sobrenome materno é originalmente grafado Zabala, e o sobrenome paterno, Casquet, sendo comum quando imigrantes entram no Brasil terem seus sobrenomes modificados e aportuguesados.
Elizabeth Savala estava terminando seu curso colegial, no Liceu Eduardo Prado, quando sua amiga, a atriz Lourdes de Moraes, a indicou para a Escola de Arte Dramática de São Paulo. Seu antigo desejo de infância em tornar-se atriz começou a falar mais alto, embora seu pai quisesse outra profissão para a filha, Elizabeth ingressou em seu curso de teatro, e após formar-se, começou a atuar em peças populares de teatro, realizando cursos de especialização em cinema, artes cênicas, interpretação e dramaturgia.[carece de fontes?]
Casou-se em 1975 com seu noivo, e também primeiro namorado, com quem estava junto desde 1970, o ator Marcelo Picchi. Deste casamento, que durou onze anos, a atriz teve seus quatro filhos: Thiago Picchi, Diogo, e os gêmeos idênticos Cyro e Tadeu, todos nascidos de parto normal, em São Paulo. Seus dois filhos mais velhos também são atores. Após divorciar-se em 1986, por constantes divergências conjugais, manteve outros relacionamentos casuais, e em 1986 conheceu o arquiteto e produtor teatral Camilo Átila, filho do pintor e gravador húngaro, radicado em Portugal, Attila Mendly de Vétyemy, com quem iniciou um relacionamento sério. Foram viver juntos em 1986, e em 2011 oficializaram a união conjugal em uma cerimônia civil, e a cerimônia religiosa foi realizada na Igreja Messiânica. O casal está junto até hoje, formando um dos casamentos mais sólidos do meio artístico.
Desde 1974 é adepta da Igreja Messiânica Mundial, revelando em entrevistas que toda sua vida mudou para melhor após começar a praticar o johrei nas pessoas. Também contou que seu primeiro contato com a religião se deu aos doze anos de idade, quando havia adoecido com toxoplasmose, curando-se ao receber o johrei, um passe mediúnico de imposição de mãos, praticado pelos seguidores da Igreja Messiânica.
Sua primeira aparição na televisão aconteceu em 1974 com "A casa fechada", de Roberto Gomes, um teleteatro da TV Cultura, dirigido por Antunes Filho. O ator e diretor Antônio Abujamra a indicou para o Cassiano Gabus Mendes, que queria um rosto novo para protagonizar outro programa da emissora. Em 1975, antes de completar 21 anos, é chamada para fazer aquele que é considerado o seu mais importante papel: Malvina, da novela Gabriela, de Walter George Durst, baseada no romance Gabriela, Cravo e Canela, de Jorge Amado, com direção de Walter Avancini. Este papel lhe rendeu o prêmio de melhor revelação da televisão brasileira de 1975 da APCA, além do Troféu Imprensa de personalidade feminina. Durante divulgação da novela em Portugal foi recepcionada no aeroporto pelo primeiro-ministro português na época, Mário Soares.
Logo após Gabriela, participou de O Grito, novela de Jorge Andrade. Fez outras personagens marcantes, como a doce irmã Angélica de Estúpido Cupido, novela de Mário Prata, a desbocada Lili de O Astro e a sofrida Carina Limeira Brandão de Pai Herói, ambas escritas por Janete Clair. O sucesso de O Astro tumultuou a vida da atriz, que conta: "A mãe do Marcelo (Picchi, ex-marido) faleceu quando eu fazia O Astro. No enterro, os fãs destruíram o cemitério. Tive que sair correndo."
Interpreta também, a farsante Marcela de Plumas e Paetês, de Cassiano Gabus Mendes, a doce Sônia de O Homem Proibido, trama de Teixeira Filho inspirada em obra homônima de Nelson Rodrigues, a sedutora Bruna, sua primeira vilã, protagonista de Pão Pão, Beijo Beijo, de Walter Negrão, e viveu outra "mocinha" sofredora com a Isadora de Partido Alto, novela de estreia da dupla Aguinaldo Silva e Glória Perez. Logo após participou em De Quina Pra Lua, de Alcides Nogueira, como a manicure Mariazinha e interpretou Renata em Hipertensão, de Ivani Ribeiro.
Após alguns anos afastada da televisão, volta como protagonista da minissérie Meu Marido em 1991 e participa em Sex Appeal no papel de Margarida. Em 1993 participou em um episódio do programa Você Decide. Retorna às novelas, transitando entre o cômico e o dramático, com a vingativa Auxiliadora de Quatro por Quatro, de Carlos Lombardi, entre 1994 e 1995. Logo após, em 1996, interpreta Maria Luísa em Quem É Você?, novela de Ivani Ribeiro.
Após mais um longo período afastada das telenovelas, interpretou em 2001 a fogosa e glutona beata Imaculada de Avelar, de A Padroeira, seu primeiro trabalho com o autor Walcyr Carrasco. Com essa hilária performance ela desperta o interesse do público infantil, chega até a ser homenageada, no dia das mães, pelo programa Gente Inocente, apresentado por Márcio Garcia. Em 2003, interpretou a vilã cômica Jezebel, em Chocolate com Pimenta. Em 2005, participou de Alma Gêmea, onde interpretou a cética Agnes. Em 2007, interpretou a vaidosa Rebeca de Sete Pecados. Em 2009, interpretou a divertida cozinheira Socorro de Caras & Bocas. Seu quinto trabalho consecutivo com o autor Walcyr Carrasco.
Em 2011, interpretou a vilã cômica Minerva de Morde & Assopra. Seu sexto trabalho consecutivo com o autor Walcyr Carrasco. Em 2013, após quase 40 anos de carreira na TV, retorna ao horário nobre com mais uma personagem cômica, a vendedora de cachorros-quentes e ex-chacrete Márcia em Amor à Vida, seu sétimo trabalho consecutivo com Walcyr Carrasco e também o autor que tem mais trabalhado juntos nos últimos 10 anos. Em 2014, fez uma participação especial no Zorra Total interpretando ela mesma. Depois de mais de 10 anos interpretando papéis de destaque nas novelas do Walcyr Carrasco, em Alto Astral, de autoria de Daniel Ortiz, interpretou a divertida Tina.
Voltou as novelas em Janeiro de 2016 em Êta Mundo Bom, interpretando uma vilã cômica: a interesseira caipira Cunegundes, mais uma vez repetindo a parceria com o autor Walcyr Carrasco e o diretor Jorge Fernando. Após 11 anos, a atriz retorna ao horário das 18h, cuja última novela foi Alma Gêmea, em 2005.