Elivélton Alves Rufino (Serrania, 31 de julho de 1971) é um ex-futebolista brasileiro que atuava como atacante. Atuou por vários times, como São Paulo, onde foi campeão da Libertadores de 1992, Cruzeiro, vencendo a Libertadores de 1997 e sendo o responsável pelo gol do título, Corinthians, entre outros.
Elivélton cresceu com seus sete irmão em Serrania, no interior de Minas Gerais. Antes do futebol, trabalhou com serviços braçais como cortador de cana-de-açúcar, gari e ajudante de pedreiro.
Iniciou sua carreira no futebol depois de um teste no Esportivo de Passos, onde era ficou conhecido como Aritana, por conta de sua semelhança com o cacique do Alto Xingu.
O futebolista Jair Bala foi quem descobriu o jogador. Logo, pediu para um olheiro acompanhar o jogador. Ainda em 1989, o jogador já estava a caminho do São Paulo.
Elivélton começou a atuar profissionalmente em 1990, aos dezenove anos, pelo São Paulo. Atuou na decisão do Brasileirão daquele ano, mas o tricolor saiu de campo derrotado pelo Corinthians.
Permaneceu no São Paulo até 1993, tendo feito parte do elenco que venceu o Campeonato Mundial de 1992, contra o Barcelona.
Acabou sendo contratado pelo Nagoya Grampus, do Japão, onde jogou de 1993 a 1994, mas não brilhou tanto na Terra do Sol Nascente.[carece de fontes?]
Regressou ao Brasil em 1995 para assinar com o Corinthians, e foi dele o gol do título do Campeonato Paulista deste ano contra o Palmeiras, que, ironicamente, foi o próximo clube defendido pelo atleta. Ele fez parte do famoso "time dos 100 gols", mas destes, Elivélton marcou apenas dois.
Elivélton assinou com o Cruzeiro em 1997, e mais uma vez comprovou a fama de ser pé-quente: marcou o gol do título da Libertadores contra os peruanos do Sporting Cristal. No Mundial de clubes, porém, após uma série de mudanças repentinas no elenco cruzeirense, Elivélton foi escalado por Nelsinho Baptista para jogar na lateral esquerda, e ficou marcado por não ter tido um bom jogo fora de sua posição. Curiosamente, a partir deste jogo, o jogador passou a atuar mais frequentemente na lateral esquerda no decorrer de sua carreira, como por exemplo em sua boa passagem pela Ponte Preta, onde foi contratado já com a intenção de jogar com a "camisa seis".
Depois da conquista, ele começou sua trajetória, com passagens por diversos clubes como Vitória (1998), Internacional (1999-2000), Ponte Preta (2001-2003), São Caetano (2003-2004), Bahia (2004-2005), Uberlândia (2006), Vitória-ES (2006) e Francana (2008-2009). Elivélton chegou a anunciar seu abandono dos gramados, após o fim de seu contrato com o União de Rondonópolis.
Enquanto mantinha a forma treinando no Alfenense, Elivélton mantinha a sua academia de futebol, ainda situada em Alfenas. Mas, persuadido por Wantuil Rodrigues, Elivélton topou o desafio de regressar à carreira de jogador, agora pela modesta equipe da Francana. Teve também uma passagem meteórica pelo Mixto até retornar de vez à Veterana.
Durante a carreira, Elivélton carregava a fama de ser extremamente sortudo nas decisões: além de ter marcado os gols do título do Paulistão de 1995 e da Libertadores de 1997, marcou, de pênalti, o último gol da vitória da Ponte Preta no Derby Campineiro de 28 de outubro de 2002. Nesse jogo, parte da arquibancada onde estava a torcida da Ponte cedeu, e dezenas de torcedores ficaram feridos.
A primeira convocação de Elivélton para a Seleção Brasileira aconteceu em 1991, numa partida contra os EUA. Jogou a Copa América de 1993, e foi neste ano que disputou sua última partida pela Seleção Canarinho, contra a ex-Iugoslávia.
Pela Seleção, Elivélton disputou treze jogos, e marcou um gol, contra a Tchecoslováquia, em 1991.
Campeonato Paulista: 1991, 1992
Copa Libertadores da América: 1992, 1993
Copa Libertadores da América: 1997
Campeonato Mineiro: 1997, 1998