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Elián González

Elián González (Cárdenas, 6 de dezembro de 1993) é um cidadão cubano que, aos sete anos de idade, esteve no centro dos f

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Elián González (Cárdenas, 6 de dezembro de 1993) é um cidadão cubano que, aos sete anos de idade, esteve no centro dos fatos que resultaram numa das maiores crises nas difíceis relações entre Cuba e Estados Unidos.

Em 21 de novembro de 1999, a mãe de Elián, seu parceiro e Elián fugiram de Cuba de barco como parte de um grupo de refugiados tentando chegar aos Estados Unidos. O barco afundou durante a viagem, e a mãe de Elián, junto com a maioria dos passageiros, se afogou. Elián foi encontrado flutuando em uma câmara de ar e resgatado por dois pescadores, que o entregaram à Guarda Costeira dos EUA. Elián foi levado para um hospital e tratado para desidratação e pequenos cortes. Além de Elián, um casal jovem sobreviveu e chegou à costa separadamente.

O Serviço de Imigração e Naturalização (INS) concedeu a Elián permissão temporária para ficar nos Estados Unidos e o colocou sob os cuidados de seu tio-avô, Lázaro González, em Miami. Seu tio-avô queria que Elián permanecesse no país, enquanto seu pai, Juan Miguel González, buscava seu retorno a Cuba. Isso levou a uma batalha de custódia de grande repercussão envolvendo seu pai, seus parentes em Miami e autoridades dos EUA e de Cuba. Elián foi devolvido à custódia de seu pai após uma ação do INS na casa de seus parentes em Miami em 22 de abril de 2000. Eles retornaram a Cuba quando a disputa legal terminou em 28 de junho de 2000.

Elián González cresceu em Cuba, formou-se em engenharia e trabalhou como engenheiro industrial. Em 2023, foi eleito para a Assembleia Nacional do Poder Popular, representando Cárdenas, Cuba.

Após sofrer sete abortos, Elizabeth Brotons deu à luz um menino em 6 de dezembro de 1993. Os pais deram-lhe o nome de Elián, uma combinação do nome dos pais Elizabeth e Juan Miguel. Os pais separaram-se em 1997 e dividiram a custódia do filho.

Em 22 de novembro de 1999, Elián e sua mãe, sem o conhecimento de Juan Miguel, tomaram uma embarcação, de aproximadamente 5 metros de comprimento, um barco ou uma canoa, não se sabe ao certo. Eles e mais doze pessoas partiram para uma arriscada viagem de 145 milhas até os Estados Unidos. Como equipamento salva-vidas, três câmaras de pneus para serem divididas por quatorze pessoas.

A viagem levaria normalmente de 48 a 72 horas. Contudo, a embarcação emborcou e todos foram jogados na água. Sobreviveram a jovem Arianne Horta, Nivaldo Fernández, Elizabeth e Elián. Elián e Elizabeth se separaram do casal, horas depois Elizabeth morre deixando seu filho de cinco anos sozinho em alto mar por dois dias. No amanhecer de quinta-feira, 25 de novembro, foi visto, boiando numa câmara de pneu, por dois rapazes que passeavam de lancha, no litoral de Fort Lauderdale. Foi resgatado pela Guarda Costeira dos Estados Unidos. Estava consciente e sem queimaduras solares.

Após receber tratamento médico, Elián foi entregue aos cuidados de Lázaro González, seu tio avô paterno residente em Miami, no subúrbio de Little Havana, reduto dos exilados cubanos. Com apoio da comunidade cubana na Flórida, majoritariamente contrária ao regime castrista, se opôs a que o menino retornasse à Cuba, como era o desejo de seu pai, que solicitara oficialmente sua repatriação às autoridades norte-americanas.

A partir daí, até a solução final da controvérsia, sucederam-se atos e passeatas a favor e contra a repatriação, com grande afluência de manifestantes e ampla cobertura da mídia mundial.

Em 5 de janeiro de 2000 o Serviço de Imigração e Naturalização dos Estados Unidos, reconheceu o direito do pai à custódia do filho. A decisão, respaldada pela ministra da Justiça Janet Reno e pelo presidente Bill Clinton, determinava o retorno de Elián a Cuba até 14 de janeiro. Lázaro González recorreu dessa decisão junto a uma corte federal da Flórida.

No dia 21 de janeiro, as avós paterna e materna de Elián, Raquel e Mariela, viajaram aos Estados Unidos para tentar uma solução amigável. Contudo, cinco dias depois, após muitas gestões, puderam ver o neto apenas por algumas horas e regressaram sozinhas para Cuba.

A 6 de abril, Juan Miguel Gonzalez viaja para os Estados Unidos mas não lhe é permitido visitar o filho.

A corte da Flórida negou o pedido de Lázaro, mas este se recusou a entregar o filho ao pai. Em 22 de abril, na execução da decisão, efetuou-se uma aparatosa operação policial de resgate, com cobertura da mídia. Fortemente armados, chegaram a apontar o fuzil para Lázaro que levava Elián no colo. O menino chorava copiosamente. Este momento foi flagrado numa foto que assombrou o mundo (detalhes adiante, em A foto que ficou famosa).

Um recurso de Lázaro e outros parentes junto ao Tribunal Federal de Atlanta impediu o imediato retorno de Elián para Cuba. Teve que permanecer nos Estados Unidos, em companhia do pai, hospedado em uma casa cedida pelo governo na Base Aérea de Andrews, nos arredores de Washington.

As manifestações nos dois sentidos continuavam. Juan Miguel foi pressionado pela comunidade cubana a pedir asilo político aos Estados Unidos. Foram-lhe feitas inclusive propostas milionárias em dinheiro, sem sucesso.

O tribunal de Atlanta, em duas decisões, negou o direito de asilo para Elián e cassou o despacho que impedia sua repatriação. No dia 26 de junho, a questão chegou à Suprema Corte que, em apenas dois dias, recusou-se a rever a decisão recorrida.

No dia 29 de junho, sete meses depois de salvo no mar, Elián retornou à Cuba. Ele e o pai foram recebidos no aeroporto por Fidel Castro. Foi decretado feriado e o Governo organizou uma grande manifestação popular.

Todo esse episódio conferiu uma aura de legitimidade ao regime castrista, que vinha em baixa no cenário político, e serviu para fortalecer o sentimento anti-Estados Unidos entre os cubanos.

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