Encerrada a Segunda Guerra Mundial aumentou a pressão pelo retorno ao estado democrático de direito e nesse ínterim o Estado Novo ruiu quando as Forças Armadas puseram fim ao mandato do presidente Getúlio Vargas em 29 de outubro de 1945. O poder foi entregue ao ministro José Linhares, presidente do Supremo Tribunal Federal, a quem coube presidir as eleições gerais de 2 de dezembro de 1945 na qual foram eleitos o presidente da República e os membros do Congresso Nacional. Em 19 de janeiro de 1947 foram eleitos os governadores de estado, o terço restante do Senado Federal e preenchidas dezenove cadeiras na Câmara dos Deputados.
Conforme o decreto-lei 7 586 de 28 de abril de 1945 e uma resolução do Tribunal Superior Eleitoral editada em 8 de setembro, as eleições para presidente da República, senador e deputado federal ocorreriam simultaneamente.
Com relação aos eleitos em 1945 há que se destacar a alteração na bancada da Paraíba onde Adalberto Ribeiro renunciou para assumir o cargo de procurador do então Distrito Federal em abril de 1951 e como seu suplente faleceu meses depois, foi eleito Veloso Borges como novo representante do estado. No ano seguinte Vergniaud Wanderley e seu suplente renunciaram e houve a convocação de novas eleições onde Assis Chateaubriand conquistou a vaga.
Na safra de senadores eleitos em 1945 é curioso observar que além do próprio Getúlio Vargas nada menos que dez antigos interventores nomeados por ele durante o Estado Novo também foram vitoriosos na disputa por um assento na Câmara Alta do Parlamento. Em 1947 foram eleitos, além do terço restante no Senado Federal, os suplentes dos senadores de 1945 e os ocupantes das cadeiras que vagaram.
Não estão inclusas as cadeiras disputas na eleição suplementar de 1947 e quanto ao PCB, o Tribunal Superior Eleitoral cassou o registro do partido em 7 de maio daquele ano e a mesa diretora do Congresso Nacional declarou extintos os mandatos comunistas em 10 de janeiro de 1948.