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Eduardo Paes

Político brasileiro

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Eduardo da Costa Paes GOMA (Rio de Janeiro, 14 de novembro de 1969) é um bacharel em direito e político brasileiro, filiado ao Partido Social Democrático (PSD). Foi prefeito do Rio de Janeiro por 4 mandatos, exercendo o cargo entre 2009 a 2017 e entre 2021 a 2026. Ele renunciou em março de 2026 para disputar o Governo do Estado.

Filho de pai advogado e mãe professora, Eduardo Paes se formou na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), com especialização em Políticas Públicas e Governo pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Durante a juventude, fez figuração em novelas da TV Globo. Iniciou sua carreira política no início dos anos 90 como integrante da Juventude Cesar Maia, e logo depois foi nomeado subprefeito da Barra e Jacarepaguá, bairros da Zona Oeste do Rio de Janeiro, pelo então prefeito Cesar Maia, seu padrinho político à época. Foi filiado ao Partido Verde (PV) de 1994 a 1995.

Nas eleições municipais de 1996 foi eleito vereador pelo Partido da Frente Liberal com a maior votação obtida por um candidato ao cargo no Brasil, 82 418 votos. Em 1998, elege-se deputado federal com 117 164 votos. Troca de partido em 1999, filiando-se ao Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), onde continua até 2001, quando retorna ao PFL. Em 2001, foi nomeado Secretário do Meio Ambiente da cidade do Rio de Janeiro durante a gestão Cesar Maia, com quem rompeu politicamente um ano depois. Após ser reeleito deputado federal em 2002 com 186 221 votos, filia-se ao Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) em novembro de 2003.

Concorreu ao governo do Estado em 2006, conquistando pouco mais de 5% dos votos. Declarou apoio ao peemedebista Sérgio Cabral Filho no segundo turno, que venceu a eleição e o indicou para a Secretaria de Turismo, Esporte e Lazer. Em outubro de 2007, a convite do governador, deixa o PSDB e filia-se ao PMDB para ser candidato a prefeito do Rio de Janeiro em 2008. Com resistências internas, iniciadas ainda em sua filiação, foi oficializado candidato a prefeito após vencer Marcelo Itagiba na Convenção Municipal do PMDB. Em uma disputa acirrada, acaba sendo eleito no segundo turno com 50,8% dos votos válidos, derrotando Fernando Gabeira (PV).

Em 2012, reelegeu-se no primeiro turno com 64% dos votos e se confirmou como o prefeito da cidade para a realização dos Jogos Olímpicos Rio-2016 e Jogos Paralímpicos Rio-2016. Neste período, a cidade passou por profundas transformações, como a criação de vias e corredores expressos para o BRT e a implosão do Elevado da Perimetral, para criação da região do Porto Maravilha.

Durante seu segundo mandato como prefeito do Rio, Eduardo Paes foi eleito presidente do Grupo de Grandes Cidades para Liderança do Clima (C40), o Cities Climate Leadership Group. Em dezembro de 2016, encerrou o segundo mandato e foi sucedido no governo da cidade por Marcelo Crivella. Nas eleições de 2018, Paes foi candidato ao governo do estado do Rio de Janeiro, mas foi derrotado por Wilson Witzel, que sofreu impeachment em 30 de abril de 2021, por improbidade administrativa.

Três anos após o fim do seu segundo mandato, Paes decide concorrer novamente à Prefeitura do Rio de Janeiro na eleição de 2020, então pelo DEM. No segundo turno, Paes venceu o então prefeito Marcelo Crivella com 64,07% dos votos (1 629 319 votos), conquistando assim um terceiro mandato no comando da capital fluminense. Paes tomou posse em 1º de janeiro de 2021, sucedendo Jorge Miguel Felipe, que assumiu a Prefeitura interinamente após a justiça decretar a prisão e o afastamento do titular Marcelo Crivella em 22 de dezembro de 2020.

Em 2024, Eduardo Paes concorreu à reeleição à Prefeitura do Rio e venceu no primeiro turno, com 60,47% dos votos válidos, derrotando o candidato e afilhado político de Jair Bolsonaro, Alexandre Ramagem. Paes foi o sétimo prefeito com maior percentual de votos no Brasil (60,47%), e se tornou o único a vencer por quatro vezes no Rio de Janeiro. No dia 2 de janeiro de 2025, ele ultrapassou César Maia como o prefeito mais longevo da história da cidade, completando 4 384 dias no cargo.

É casado com Cristine Assed Paes, com quem tem dois filhos, Isabela e Bernardo.

Eduardo da Costa Paes nasceu e foi criado no Jardim Botânico, na Zona Sul do Rio de Janeiro. Na juventude, mudou-se com os pais para o bairro de São Conrado, também na zona sul da cidade. Formou-se em Direito pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) mas a entrada desde cedo na política não lhe permitiu exercer a advocacia de forma efetiva. É bacharel em direito, sem registro na OAB.

Início da carreira política (1993-2008)

Após formar-se, Paes começou sua carreira política, aos 23 anos, como Subprefeito da Zona Oeste I (Barra da Tijuca, Recreio dos Bandeirantes, Jacarepaguá, e bairros próximos) permanecendo no cargo entre 1993 e 1996 durante o primeiro mandato do então prefeito Cesar Maia, o qual conheceu durante movimentos para a criação do RiOrla (programa que reformaria as calçadas da orla carioca e criaria as primeiras ciclovias da cidade) em 1990, durante o mandato de Marcello Alencar. Na época, trabalhou em prol da disciplina na ocupação do solo urbano, sua missão era impor ordem à expansão daquela região, que estava a pleno vapor. O sucesso como executivo na administração municipal fez de Paes o vereador mais votado do país de 1996 através do Partido da Frente Liberal (PFL), com 82 418 eleitores. Paes foi presidente da Comissão de Orçamento na Câmara, na qual criou o orçamento cidadão, que possibilitava à população participar das decisões a respeito da utilização dos recursos da prefeitura.

Sem terminar o mandato de vereador, em 1998 foi eleito deputado federal com 117 164 votos. Mudando-se para Brasília. Com a segunda eleição de Maia em 2000, foi nomeado Secretário Municipal do Meio-Ambiente da administração carioca e iniciou seu mandato em 1º de janeiro de 2001. Como secretário, deu continuidade ao programa Mutirão Reflorestamento, que plantou mais de 1 milhão de mudas de árvores em áreas degradadas da cidade. Em 2001 retorna ao PFL. Em abril de 2002 deixa o cargo de Secretário.

Reeleito deputado federal em 2002 com 186 221 votos, ingressa no PSDB no ano seguinte. Em sua atuação parlamentar em Brasília, Paes teve uma postura contundente quanto às denúncias de corrupção no governo Lula durante o assim chamado Mensalão.

Durante seu segundo mandato, o então deputado acrescentou à Lei 11 128 uma emenda que visava estender o direito de requerer o benefício do Programa Universidade para Todos (ProUni) a estudantes que cursaram o ensino médio em instituições privadas com bolsa parcial. Apesar de ter sido aprovado no plenário da Câmara, o artigo foi vetado pelo então presidente, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que julgou o acréscimo feito por Paes como um "desvirtuamento" do ProUni. Durante o mesmo mandato, foi autor do Projeto de Lei Complementar 125/2004, que instituía a criação do Supersimples, que dispunha sobre o regime tributário das microempresas e das empresas de pequeno porte.

Na sua primeira candidatura majoritária, para o governo do Rio de Janeiro em 2006, obteve 5,5% dos votos válidos. No segundo turno das eleições cariocas, Paes apoiou Sérgio Cabral Filho, apesar de este estar ao lado de Lula para presidente, enquanto a outra candidata, Denise Frossard, apoiada por César Maia, optou pelo tucano Geraldo Alckmin. Com a vitória de Cabral, Paes acabou assumindo a Secretaria de Esportes e Turismo do novo governo.

Como secretário, fez parte da força-tarefa criada pelo Governador do Estado do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, para otimizar os esforços do governo e terminar as obras do complexo do Maracanã, antes da realização dos Jogos Pan-Americanos do Rio. Participou ativamente da organização do Pan-2007 na cidade do Rio de Janeiro.

Candidatura à prefeitura carioca

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