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Eduardo Domínguez

Futebolista argentino

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Eduardo Rodrigo Domínguez (Lanús, 1 de setembro de 1978) é um treinador e ex-futebolista argentino que atuava como zagueiro e lateral-esquerdo. Comanda o Atlético Mineiro.

É irmão de Federico Domínguez, dois anos mais velho e também ex-futebolista profissional.

Na juventude, Eduardo torcia pelo River Plate, assim como o irmão. Apesar disso, ambos se formaram nos juvenis do Vélez Sarsfield. Eduardo inclusive viria a desenvolver relação amorosa com uma das filhas de Carlos Bianchi, Brenda, com quem eventualmente casou-se.

Em 2022, Federico revelou publicamente que os irmãos estavam distanciados desde quando ainda jogavam, reaproximando-se apenas temporariamente em 2019 no contexto de tratamento de Federico contra um câncer e tornando a se afastar após este ter se curado.

Eduardo foi profissionalizado pelo Vélez Sarsfield na rodada final do Apertura 1996, no Clássico do Oeste. Na ocasião, foi um dos reservas empregados contra o Ferro Carril Oeste em folga dada pelo treinador Osvaldo Piazza aos titulares recém-campeões da Supercopa Libertadores daquele ano. Ele não chegou a entrar em campo na campanha daquela Supercopa, apenas o irmão Federico Domínguez, ele próprio ainda reserva, embora houvesse vencido o Mundial Sub-20 de 1995 com a seleção argentina da categoria.

Na época, Eduardo ainda era zagueiro. Apesar de integrar o elenco velezano vencedor da Recopa Sul-Americana de 1997, também não jogou a partida. Também integrou o elenco da conquista do Clausura 1998, já sob o comando técnico de Marcelo Bielsa, mas igualmente sem entrar em campo, somente seu irmão. Ainda assim, valorizou o convívio com Bielsa: declararia em 2011 que "todos os técnicos deixam coisas boas e ruins. Tive Bielsa quando acabava de começar e aprendi muito. É um treinador exigente, que leva o jogador ao limite. Trabalhava de forma intensa".

Foi somente em 2000, sob Julio César Falcioni, que começou a ser utilizado com frequência. No primeiro semestre de 2002, a transferência do irmão Federico ao Independiente não agradou a torcida, que redirecionou a Eduardo as vaias que desejava aplicar em Fede. Falcioni, o técnico que começara a lhe firmar no Vélez, estava no Olimpo e providenciou a aquisição de Eduardo para esta equipe de Bahía Blanca, sob empréstimo.

No Olimpo, Domínguez fez um campeonato chamativo, sobretudo, pelo seu novo clube ter vencido o Vélez dentro em pleno estádio José Amalfitani e, com isso, prejudicado-o nas pretensões de título que possuía no Clausura 2003. Por isso e pelo Olimpo não ter oferecido a mesma resistência ao concorrente velezano, o River, o defensor teve sua rejeição majorada perante a torcida do clube em que se formou. Para o Apertura 2003, o empréstimo foi então direcionado ao Racing. Após apenas dez partidas, contudo, Eduardo sofreu em outubro daquele ano uma lesão seríssima que lhe afastou por dois anos de jogos competitivos.

Ele não participou da campanha do Vélez campeã do Clausura 2005, encerrada ainda em junho; apenas em agosto de 2005 voltou a jogar, novamente sob empréstimo - dessa vez, ao Independiente, onde seu irmão havia se destacado na conquista do Apertura 2002. O Rojo era o novo clube de Falcioni, que o havia apadrinhado no Vélez e no Olimpo.

No Independiente, Domínguez participou de recordado Clássico de Avellaneda vencido por 4-0 em setembro. Mas foi a partir sua passagem por outro Independiente, o de Medellín que Eduardo sentiu-se efetivamente reconhecido. Ao Clarín, comentou que até então ele "não era Eduardo, era Eduardito, o 'irmão de Federico'. E me custou muito assumir minha personalidade. Em minha casa, também acontecia. Há uma sombra inconsciente gerada sem querer. E só saí desse lugar quando fui jogar na Colômbia. Ali eu era o estrangeiro, era Domínguez, não era mais Eduardito nem o 'irmão de Federico'. E aí se deu o clique. Não havia nenhuma sombra. E fiz isso adulto. Às vezes exigimos isso dos jovens e não se sabe quando se pode ocorrer".

Em seu clube argentino seguinte, o Huracán, pôde ser protagonista. Após Domínguez voltar de uma breve passagem pelo Los Angeles Galaxy de David Beckham, o lateral foi um dos líderes do elenco huracanense treinado por Ángel Cappa. Com a equipe aguardando desde 1973 para voltar a vencer a primeira divisão argentina, Domínguez participou da temporada em que o fim do jejum mais esteve perto, no Clausura 2009. A definição do torneio foi precisamente em duelo direto contra o Vélez na rodada final e foi das mais emocionantes e polêmicas; Eduardo teve um gol legítimo mal anulado e, ao fim da partida, o ex-clube marcou de modo irregular um gol validado pela arbitragem.

Em 2010, Domínguez reforçou o All Boys, que voltava à primeira divisão após trinta anos. Após duas temporadas, regressou ao Huracán, que amargara rebaixamento em 2011. Permaneceu até 2015, integrando no período a conquista da Copa Argentina de 2014, do regresso à primeira divisão no mês seguinte e da Supercopa Argentina de 2015.

No segundo semestre de 2015, converteu-se no Huracán em jogador para treinador literalmente do dia para a noite: a respeito, comentou ao Clarín que "o primeiro dia foi estranhíssimo. Estava indo ao mesmo lugar, mas a outro vestiário. E eu tinha que explicar os trabalhos... meio entre gargalhadas, dizia: 'rapazes, vai ser estranho hoje, vai ser estranho amanhã, mas vai depender das duas partes. Somos isso agora'. E por sorte as coisas saíram bem"). Na nova função, comandou o elenco vice-campeão da Copa Sul-Americana de 2015, saindo em 2016 por diferenças com o presidente do clube.

Chegou em 2019 a treinar o tradicional Nacional, mas durou somente dois meses no cargo, após somente três vitórias em doze partidas comandando a equipe uruguaia. A experiência teve a valia de reapoxima-lo provisoriamente do irmão Federico Domínguez, que tratava-se de um câncer e foi acolhido na comissão técnica de Eduardo, de quem vinha distanciado.

Eduardo tornou a angariar prestígio a partir do título da Copa da Liga de 2021 com o modesto Colón, que até então nunca havia obtido títulos nacionais fora das divisões de acesso.

Após passar pelo Independiente em 2022, teve já no Estudiantes seu trabalho mais reconhecido como treinador, encerrando diferentes jejuns que perduravam desde 2010: a Copa Argentina de 2023 foi o primeiro título do time de La Plata desde o Apertura 2010. Domínguez também obteve a Copa da Liga de 2024 e o Trofeo de Campeones.

O título argentino de 2025, marcado por eliminar nas semifinais o rival Gimnasia e por superar retaliações da AFA pelo questionamento institucional ao troféu concedido de modo extracampo ao Rosario Central, foi por sua vez também o primeiro desde 2010 no torneio. Domínguez obteve em 2025 também novo Trofeo de Campeones, alcançando Osvaldo Zubeldía como treinador mais vitorioso dos alvirrubros.

Em fevereiro de 2026, acertou com o Atlético Mineiro, despedindo-se do Estudiantes sob homenagens e ovações e com a equipe na liderança do campeonato argentino. Foi anunciado em 24 de fevereiro, com contrato até o final de 2027. Domínguez manteve o acerto mesmo sendo procurado de última hora pelo River Plate, time pelo qual torcia na infância, o qual nos mesmos dias acertava a saída de Marcelo Gallardo.

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