Edgar António de Mesquita Cardoso OC • GOSE • GCSE (Bonfim, Porto, 11 de maio de 1913 – Lisboa, 5 de julho de 2000) foi um engenheiro de pontes português do século XX.
Era filho do engenheiro civil Francisco Victor Cardoso, natural de Coimbra (freguesia da Sé Nova), e de Amélia Teixeira de Mesquita Cardoso, doméstica, natural do Porto (freguesia de Cedofeita).
Formou-se em engenharia civil na Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP) em 1937. Foi professor universitário e autor de algumas das mais belas pontes portuguesas, tendo sido agraciado com um doutoramento Honoris Causa indicado pela Congregação da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal do Rio de Janeiro em 1969.
De 1938 a 1951 exerceu como Engenheiro Civil na JAE - Junta Autónoma das Estradas.
A 7 de junho de 1941, casou civilmente em Lisboa com Margarida Congeol (Pena, Lisboa, c. 1907 – 6 de julho de 1996), doméstica, já divorciada de Edgar Augusto Cardoso desde 1935, filha de Leopoldo Congeol, natural de Paris (Saint-Germain-des-Prés), e de Maria das Dores Abreu, doméstica, natural do Funchal (freguesia de São Pedro).
Em 1944 estabeleceu o seu gabinete de projetos.
A 5 de agosto de 1944 foi feito Oficial da Ordem Militar de Cristo e a 12 de junho de 1963 Grande-Oficial da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada, tendo sido elevado a Grã-Cruz da mesma Ordem a título póstumo a 4 de outubro de 2004.
De 1951 a 1983 foi professor de Pontes no Instituto Superior Técnico (IST), Lisboa.
A Câmara Municipal de Lisboa prestou-lhe homenagem atribuindo o seu nome a uma alameda na freguesia de S. Sebastião da Pedreira, actual freguesia das Avenidas Novas, junto à Estufa Fria, cuja cobertura foi por si projectada.
Em Outubro de 2021 a empresa do engenheiro Edgar Cardoso, Edgar Cardoso, Engenharia e Laboratório de Estruturas, foi escolhida como uma das três finalistas do concurso público internacional para a construção da nova ponte que ligará as duas margens do Rio Douro.
Referência a algumas das obras que projetou:
1949 – Ponte de Abragão ou Ponte do Canal, sobre o Rio Tâmega, com um arco de alvenaria com uma relação flecha/vão de 9 m/60 m = 1/7, encontra-se atualmente submersa devido a construção da Barragem do Torrão.
1951 – Ponte do Vale da Ursa sobre o rio Zêzere
1952 – Ponte na Foz do Sousa, com um arco de betão armado de 115 m de vão
1954 – Ponte de Santa Clara sobre o Rio Mondego, em Coimbra, com um tabuleiro em laje contínua de altura variável
1954 – Pontes do Cávado e do Caldo, com tabuleiro em betão armado apoiado em pilares ocos de cantaria com altura máxima de 60 m
1954 – Reabilitação da Ponte Luíz I sobre o Rio Douro no Porto, uma ponte em arco executada em 1881 segundo projeto de T. Seyrig
1956 – Alargamento do tabuleiro e aplicação de pré-esforço exterior na Ponte D. Luiz, uma ponte com tabuleiro em estrutura metálica com vãos de 60 m, construída em 1881 sobre o Rio Tejo, em Santarém