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Ed Gein

Assassino estadunidense (1906–1984)

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Edward Theodore Gein, mais conhecido como Ed Gein o ‘O Açougueiro de Plainfield’ (Plainfield, Wisconsin, 27 de agosto de 1906 – Madison, Wisconsin, 26 de julho de 1984), foi um assassino e ladrão de cadáveres humanos americano, posteriormente condenado pelo homicídio de duas pessoas; sendo ainda um forte suspeito de ter matado outras sete pessoas, totalizando nove supostas vítimas. Cresceu em um ambiente opressivo de rigidez moral e isolamento social.

Os crimes de Ed Gein, cometidos em torno da sua cidade natal de Plainfield, ganharam notoriedade após autoridades descobrirem que ele exumou corpos de suas lápides e fabricou troféus, roupas e itens de decoração com ossos e pele, também encontraram partes de corpos em sua casa em 1957. Gein confessou ter matado oficialmente duas mulheres: a proprietária de uma taverna, Mary Hogan em 1954, e a proprietária de uma loja de ferragens, Bernice Worden em 1957.

Edward foi inicialmente considerado inapto para ser julgado e, em 1968 foi considerado culpado e legalmente insano devido à esquizofrenia, sendo assim confinado em uma instituição psiquiátrica até falecer em 1984. O filme Ed Gein: The Butcher of Plainfield (2007) e a série A História de Ed Gein (2025) dramatizam a história de sua vida.

Edward Gein nasceu em Las Crosse County, Wisconsin, em 27 de agosto de 1906, foi o segundo filho de George Phillip Gein (1873-1940) e Augusta Wihelmine Gein, nascida em Lehrke (1878-1945). Edward tinha um irmão mais velho, Henry George Gein (1901-1944). Augusta desprezava o marido, que era um alcóolatra incapaz de manter um emprego; em várias épocas ele trabalhou como carpinteiro, curtidor e vendedor de seguros. George foi dono de uma mercearia por alguns anos, mas vendeu o negócio e deixou a cidade e a família para viver em isolamento em uma fazenda na cidade de Plainfield, em Waushara County, Winsconsin, que se tornou a residência permanente da família Gein.

Augusta se aproveitou do isolamento da família se afastando de estranhos que poderiam influenciar seus filhos. Edward deixava a fazenda apenas para ir à escola, e fora de lá, passava a maior parte do tempo fazendo tarefas na fazenda. Augusta era fervorosamente religiosa e nominalmente luterana. Ela pregava para os filhos sobre a imoralidade natural do mundo, o mal de beber e ela acreditava que todas as mulheres (exceto ela) eram naturalmente prostitutas e instrumentos do diabo, reservava tempo em todas as tardes para ler a Bíblia para os meninos, normalmente selecionando versos do Velho Testamento sobre morte, assassinato e retribuição divina.

Edward era tímido e seus colegas de classe e professores lembravam dele como tendo comportamento estranho, como rir aleatoriamente, aparentemente rindo de suas próprias piadas. Para piorar a situação, sua mãe o punia sempre que ele tentava fazer amigos. Apesar do seu desenvolvimento social pobre, ele ia razoavelmente bem na escola, particularmente na leitura.

Em 1 de abril de 1940, o pai de Edward morreu aos 66 anos por falha cardíaca causada por seu alcoolismo. Henry e Edward começaram a fazer bicos na cidade para ajudar a cobrir os custos de vida. Os irmãos eram geralmente considerados confiáveis e honestos pelos residentes da comunidade. Enquanto ambos trabalhavam como faz-tudo, Ed também aceitava ofertas de babá para seus vizinhos. Ele gostava de cuidar das crianças, parecendo se relacionar mais facilmente com elas do que com os adultos. Henry começou a namorar uma mãe divorciada de dois filhos e planejou se mudar para viver com ela; Henry se preocupava com a ligação do irmão com a mãe e frequentemente falava mal dela para Ed, que respondia com choque e dor.

Em 16 de maio de 1944, Henry e Ed estavam queimando a vegetação pantanosa na propriedade, quando o fogo saiu de controle e chamou a atenção dos bombeiros locais. No fim do dia, o fogo tinha sido extinto e os bombeiros foram embora, Ed relatou o desaparecimento do seu irmão. Com lanternas, uma equipe de buscas procurou por Henry, cujo corpo foi encontrado deitado de bruços. Aparentemente, estava morto há algum tempo e a causa da morte aparentava ser falha cardíaca, já que ele não foi queimado ou lesionado. Foi relatado posteriormente, em uma biografia de Gein, que Henry tinha contusões em sua cabeça; a polícia desmentiu a possibilidade de crime e o legista do condado oficialmente listou asfixia como causa da morte. As autoridades aceitaram a teoria do acidente, mas nenhuma investigação oficial foi conduzida e a autópsia não foi realizada. Alguns suspeitavam que Ed Gein tinha matado o irmão, questionando Ed sobre a morte de Bernice Worden em 1957, o investigador estatal Joe Wilimovsky fez perguntas sobre a morte de Henry; George W. Arndt, que estudou o caso, escreveu que, em retrospectiva, era "possível e provável" que a morte de Henry fosse o aspecto de "Caim e Abel" deste caso.

Gein e sua mãe agora estavam sozinhos; Augusta teve um acidente vascular cerebral paralisante logo após a morte de Henry e Ed se devotou a cuidar dela. Gein relatou posteriormente que, em algum momento de 1945, ele e a mãe visitaram um homem chamado Smith, que vivia próximo, para comprar palha. De acordo com Gein, Augusta testemunhou Smith batendo em um cachorro. Uma mulher saiu da casa de Smith e gritou para ele parar, mas Smith bateu no cachorro até o animal morrer. Augusta ficou extremamente chateada pela cena; no entanto, o que a incomodou não parecia ser a brutalidade com o cão, mas a presença da mulher. Augusta disse a Ed que a mulher não era casada com Smith, portanto não tinha nenhum motivo para estar lá. "Prostituta do Smith", Augusta gritou furiosamente sobre ela. Ela teve um segundo acidente vascular cerebral logo depois e a sua saúde se deteriorou rapidamente. Quando ela morreu em 29 de dezembro de 1945, aos 67 anos, Ed ficou devastado com a sua morte; nas palavras do autor Harold Schechter, ele "perdeu a sua única amiga e verdadeiro amor. E ele estava absolutamente sozinho no mundo".

Gein trabalhou na fazenda e ganhava dinheiro com alguns bicos. Deixou de usar os espaços da casa usados pela sua mãe, incluindo o andar superior, as escadas e a sala de estar, deixando-os intocados; enquanto o resto da casa ficava cada vez mais sujo, esses cômodos permaneciam em sua condição original, preservados. Gein viveu em um quarto próximo da cozinha. Nesse tempo, ele se interessou em ler revistas populares histórias de aventura, particularmente aquelas envolvendo canibais ou atrocidades nazistas, especificamente sobre Ilse Koch, "A Cadela de Buchenwald", que havia sido acusada de selecionar prisioneiros tatuados de campos de concentrações para a morte a fim de moldar abajures e outros itens usando a pele. Começou a interessar-se por livros de aventuras e revistas de cultos à morte e a fazer visitas noturnas ao cemitério local.

Gein manteve a fazenda e ganhou dinheiro com pequenos serviços. Gein recebeu um subsídio agrícola do governo federal a partir de 1951. Ele ocasionalmente trabalhava para uma equipe local de manutenção de estradas municipais e em equipes de debulha de safras na área de Plainfield. Em algum momento entre 1946 e 1956, ele também vendeu uma parcela de terra de 80 acres (32 ha) que Henry possuía.

Ed Gein foi suspeito de vários crimes, que no entanto nunca foram efetivamente comprovados, sendo acusado formalmente por apenas dois. Mas ganhou notoriedade por outros atos infames, como o roubo de cadáveres e a criação de mobiliários com parte de pessoas.

No dia 16 de novembro de 1957, Bernice Worden, a dona da loja de ferragens de Plainfield,desapareceu. Um residente de Plainfield relatou que o caminhão da loja havia sido retirado da parte traseira do edifício por volta das 9h30 da manhã, a loja ficou fechada durante o dia todo; alguns residentes locais acreditavam que era devido temporada de caça de cervos. O filho de Bernice, o delegado xerife Frank Worden, entrou na loja em torno de 17h e encontrou a caixa registradora aberta e manchas de sangue no chão, o delegado disse aos investigadores que Ed Gein esteve na loja na noite anterior ao desaparecimento da sua mãe e que ele retornaria na manhã seguinte para um galão de anticongelante. Um recibo de vendas para um galão de anticongelante foi o último recibo escrito por Worden na manhã em que ela desapareceu. Na noite do mesmo dia, Gein foi preso e, o Departamento de Xerife de Waushara County fez buscas na sua fazenda. Um delegado descobriu o corpo decapitado de Worden em um galpão (celeiro) na propriedade de Gein, estripada e pendurada de cabeça para baixo pelas pernas com uma barra em seus tornozelos e cordas nos pulsos. O tronco estava "vestido como um cervo", ela foi baleada com um rifle calibre 22 e mutilações foram feitas após a sua morte.

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