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Eclipse solar

Fenômeno caracterizado pelo bloqueio da luz do Sol pela Lua

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Um eclipse solar é um fenômeno que ocorre quando a Lua se interpõe entre a Terra e o Sol, ocultando total ou parcialmente a sua luz numa estreita faixa na superfície terrestre, cuja largura não ultrapassa 270 quilômetros.

Um eclipse duplo (solar e lunar) aconteceu 23 anos após a ascensão do Rei Sulgi, da Babilônia. Isso aconteceu em 9 de maio (eclipse solar) e 24 de maio (eclipse lunar) de 2 138 a.C.. Porém, tal identificação é menos aceita do que o eclipse de 730 a.C.. Em 4 de junho de 780 a.C., um eclipse solar foi registrado na China.

Heródoto escreveu que Tales de Mileto previu um eclipse que aconteceu após uma guerra entre o Império Medo e o Reino da Lídia. Soldados de ambos os lados abaixaram suas armas e declaram paz, após o eclipse. Exatamente que eclipse estava envolvido continua incerto, apesar do tema ter sido muito estudado por antigos e modernos estudiosos. Um provável candidato aconteceu em 28 de maio de 585 a.C., provavelmente perto do rio Hális, na moderna Turquia.

Em Odisseia, XIV, 151, Homero afirma que Ulisses vai voltar para casa para vingar-se dos pretendentes de Penélope, no ir da lua velha e chegar da nova. Mais tarde (XX, 356-357 e 390) Homero escreve que o sol desapareceu do céu e que uma aura maligna cobriu todas as coisas à hora da refeição do meio dia, durante a celebração da lua nova.

Um eclipse total do Sol foi visível da ilha grega de Ítaca no dia 16 de abril de 1 178 a.C.. Isso aconteceria seis anos após o fim da Guerra de Troia (tradicionalmente datado de 1 184 a.C.). Entretanto, de acordo com a Odisseia, isso ocorreu, supostamente, dez anos antes da guerra. Quando na antiguidade não sabiam o que era um eclipse, eles achavam que os deuses estavam furiosos.

Um eclipse solar ocorrido em 16 de junho de 763 a.C. mencionado num texto assírio é importante para a cronologia do Oriente antigo. A ocorrência de um eclipse anular do Sol ocorrido em Sárdis em 17 de fevereiro de 478 a.C., enquanto Xerxes partia para sua expedição contra a Grécia, como registrado por Heródoto (VII, 370) [Hind and Chambers, 1889: 323]), ainda que se considere que a data se refira a um século antes. Heródoto (livro IX, 10; livro VIII, 131; e livro IX, 1) relata que outro eclipse solar foi observado em Esparta no ano seguinte, em 1 de agosto de 477 a.C.. O céu repentinamente se escureceu, bem após as batalhas de Termópilas e Salamis, após a partida de Mardônio para a Tessália no início da primavera de 477 a.C. e seu segundo ataque a Atenas, após o retorno de Cleômbroto a Esparta. Note-se que as datas convencionais modernas são diferentes por um ou dois anos e que esses dois registros de eclipses têm sido ignorados até agora.

A fundação de Roma teve lugar 437 anos após a captura de Troia - ocorrida em 1 182 a.C. - de acordo com Veleio Patérculo (VIII, 5). Teve lugar pouco antes de um eclipse do Sol que foi observado em Roma em 25 de junho de 745 a.C., com magnitude de 50,3%. Seu início ocorreu às 16h38min, seu auge foi às 17h28min e seu término às 18h16min. Varro pode ter usado a lista consular com seus erros, denominando o ano dos primeiros cônsules "245 a.u.c. (ab urbe condita)". Um novo estudo diz que a data varoniana foi superada. Sua correção não foi provada cientificamente, ainda que seu uso continue mundialmente.

De acordo como Lúcio Tarúcio Firmano, Rômulo foi concebido no 23.º dia do mês egípcio de Choiac, no momento de um eclipse total do sol. Este eclipse ocorreu em 15 de junho de 763 a.C., com magnitude de 62,5% em Roma. Seu início foi às 6h49min, seu auge às 7h47min e seu término às 8h51min. Ele nasceu no 21.º dia do mês de Thoth. O primeiro dia de Thoth caiu em 2 de março daquele ano (Prof. E. J. Bickerman, 1980: 115). Isto implica que a gravidez de Reia Sílvia durou 281 dias. Roma foi fundada no nono dia do mês de Pharmuthi, 21 de abril, como universalmente aceito. Os romanos consideravam que no tempo em que Rômulo começou a construir a cidade, um eclipse do Sol foi observado por Antímaco, o poeta de Teos, na Ásia Menor, no 30.º dia do mês lunar, onde o referido eclipse teve magnitude de 54,6%, começando às 17h49min e ainda ocorrendo durante o crepúsculo, às 19h20min. Rômulo sumiu no 54.º ano de sua vida, no Nones de Quintil (Julho), em um dia em que o Sol foi obscurecido. O dia tornou-se noite, no qual se deu um eclipse total do Sol. Isto ocorreu em 17 de julho de 709 a.C., com magnitude de 93,7%, iniciando-se às 5h04min e terminando às 6h57min. Todos estes dados foram calculados por Aurél Ponori-Thewrewk, diretor aposentado do Planetário de Budapeste. Plutarco situou-o no 37.º ano da fundação de Roma, no quinto dia do mês de julho, então denominado Quintilis, no "Caprotine Nones". Lívio (I, 21) também declara que Rômulo governou por 37 anos. Ele foi assassinado a mando do Senado ou desapareceu no 38.º ano de seu reino. Muitas destas informações foram registradas por Plutarco (Vidas de Rômulo, Numa Pompílio e Camilo), Floro (Livro I, I), Cícero (A República VI, 22: O sonho de Cipião), Dio Cassius e Dionísio de Halicarnasso (L. 2). Dio em sua História Romana (Livro I) confirma estes dados dizendo que Rômulo tinha 18 anos quando fundou Roma. Assim, três registros de eclipses confirmam que Rômulo reinou por volta de 746 a 709 a.C..

Há quatro tipos de eclipses solares:

O eclipse solar parcial: somente uma parte do Sol é ocultada pelo disco lunar;

O eclipse solar total: toda a luminosidade do Sol é escondida pela Lua;

O eclipse anular, eclipse anelar ou eclipse em anel: um anel da luminosidade solar pode ser visto ao redor da Lua, o que é provocado pelo fato do vértice do cone de sombra da Lua não estar atingindo a superfície da Terra, o que pode acontecer se a Lua estiver próxima de seu apogeu. Isso é similar à ocorrência do eclipse penumbral da lua;

O eclipse híbrido, quando a curvatura da Terra faz com que o eclipse seja observado como anular em alguns locais e total em outros. O eclipse total é visto nos pontos da superfície terrestre que estão ao longo do caminho do eclipse e estão fisicamente mais próximos à Lua, e podem, assim, serem atingidos pela umbra; outros locais, menos próximos da Lua devido à curvatura da Terra, caem na penumbra da lua, e enxergam um eclipse anular.

Eclipses solares podem ocorrer apenas durante a fase de Lua nova, por ser o período em que a Lua está posicionada entre a Terra e o Sol.

Desde o instante do primeiro contacto da Lua com o disco solar até o princípio da totalidade (chamado "o segundo contacto") serão necessários cerca de noventa minutos. Durante as fases parciais, na sombra de uma árvore, pode-se observar uma multitude de imagens do crescente do Sol no chão: as folhas entrecruzadas comportam-se como minúsculos buracos que deixam passar a luz de tal modo que as imagens do Sol se formam sobre o solo, como numa "câmara escura". A temperatura começa a baixar e a luminosidade também.

Nos dois minutos seguintes o espectáculo intensifica-se: Se o sítio de observação for elevado, pode ver-se uma coluna de sombra que se desloca rapidamente vinda de oeste, como se fosse uma trovoada a chegar: é a chegada da mancha de sombra a uma velocidade de 2 800 km/h.

A temperatura ambiente diminui em até 10 graus Celsius, podem aparecer ventos súbitos e os animais ficam perturbados.

No momento em que o último bocado do disco solar se prepara para desaparecer e a coroa vai começar a se ver, a luz ambiente desce bruscamente. Nesse instante, podem-se ver no chão as sombras voadoras - a luz projecta a turbulência da alta atmosfera e toda a paisagem se cobre de ondeados fugitivos como os que vemos no fundo das piscinas.

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