Carlos Caetano Bledorn Verri (Ijuí, 31 de outubro de 1963), mais conhecido como Dunga, é um treinador e ex-futebolista brasileiro que atuava como volante. Atualmente está sem clube.
Como jogador, sua maior conquista foi a Copa do Mundo de 1994, disputada nos Estados Unidos, sendo o capitão da Seleção Brasileira. Como treinador, teve sua nomeação para ser o técnico do Brasil em 24 de julho de 2006, conquistando a Copa América de 2007 e a Copa das Confederações de 2009. Retornou ao comando da Seleção no dia 22 de julho de 2014, permanecendo até junho de 2016.
Dunga foi considerado pela revista Época um dos 100 brasileiros mais influentes do ano de 2009. Tem ascendência alemã por parte de mãe e italiana por parte de pai.
O apelido Dunga foi dado por um dos seus tios, em referência a um dos Sete Anões, acreditando que Carlos não teria uma estatura maior.
Formado nas categorias de base do Internacional, foi revelado pelo clube em 1983, sempre chamando a atenção pela liderança em campo. Volante duro na marcação, não hesitava em tentar lançamentos para os companheiros da frente, nem em desferir potentes chutes com a perna direita.
Dunga foi contratado pelo Corinthians em meados de 1984, e ficou até 1985, sendo vice-campeão paulista em 1984. No total, atuou pelo Timão em 61 jogos e anotou cinco gols.
No início de 1987, o Vasco da Gama anunciou a contratação de Dunga para reforçar a equipe para disputar o Campeonato Carioca. Lá ele encontrou Acácio, Paulo Roberto, Donato, Mazinho, Geovani, Tita, Roberto Dinamite e Romário.
Entre jogos do carioca e amistosos, Dunga fez 23 jogos e marcou três gols pelo Vasco, porém deixou o clube antes do fim do campeonato que foi vencido pelo time da Cruz de Malta.
Dunga chegou ao Pisa em 1987, por empréstimo junto a Fiorentina. A torcida lotou os aeroportos em sua chegada, e com pouco tempo o brasileiro conseguiu se tornar ídolo da equipe. Ele teve ótimas atuações pelo clube, conseguindo livrar a equipe italiana, presidida na época por Romeo Anconetani, do rebaixamento, algo que foi muito comemorado por seu torcedor.
O volante teve uma atuação fantástica contra a Internazionale em novembro, quando marcou um golaço e o Pisa venceu por 2–1. Além do gol, conseguiu controlar muito o meio-campo, e com o resultado conseguiu manter o clube na primeira divisão.
Dunga foi contratado pela Fiorentina em 1987, a pedido do então técnico da Viola, Sven-Göran Eriksson. No entanto, devido ao número de estrangeiros, ele foi emprestado ao Vasco e ao Pisa. Assim, só chegou a Fiorentina em 1988.
Na temporada 1989–90, Dunga e Roberto Baggio conduziram o time de Florença à final da Copa da UEFA, mas a equipe acabou perdendo para a Juventus comandada por Dino Zoff. O volante brasileiro deixou a Fiorentina após quatro temporadas, com 122 partidas disputadas e oito gols marcados.
Em 1992, depois de ter sido afastado da Fiorentina pelo vice-presidente Cecchi Gori, Dunga foi vendido ao Pescara. Como a temporada 1992–93 marcou o retorno do clube à Serie A, a diretoria também contratou nomes como John Sivebæk (campeão europeu com a Dinamarca) e Roger Mendy para fortalecer o elenco. Ainda assim, o time era fraco e conseguiu somente seis vitórias no Campeonato Italiano, sendo rebaixado em 18º lugar para a Serie B – eles ficaram simplesmente da 8ª rodada até a 34ª em último lugar.
Ao final da temporada, Dunga encerrou sua experiência no futebol italiano. No total pelo Pescara, atuou em 23 partidas e marcou três gols.
Foi contratado pelo Stuttgart, por 2 milhões de euros na temporada 1993–94. Primeiro brasileiro a atuar na equipe alemã, Dunga teve uma difícil missão com a camisa Suábia: substituir Karl Allgöwer, o maior ídolo da história do clube. Realizou sua estreia pelos Die Roten diante do Borussia Dortmund na Bundesliga, onde inclusive já marcou de cara um gol. O volante brasileiro terminou sua primeira temporada com 28 partidas disputadas, quatro gols marcados e quatro assistências distribuídas.
Já na segunda temporada, o Stuttgart almejava melhores posições e contratou Élber e Fredi Bobič para ajudarem o brasileiro, porém só esses três não foram o suficiente.
Dunga deixou o Stuttgart sem conquistar nenhum título. Pelo clube alemão, o jogador atuou em 53 jogos e marcou oito gols.
Foi contratado pelo Júbilo Iwata em 1995. Ele disputou quatro temporadas na Celeste de Shizuoka, entre 1995 e 1998, enquanto era titular absoluto na Seleção Brasileira. Durante esse período o Júbilo se tornou um dos grandes do futebol japonês. Em 1997 o time conquistou a J-League pela primeira vez e o brasileiro levou o prêmio de melhor jogador do campeonato.