Duda Salabert Rosa (Belo Horizonte, 2 de maio de 1981) é letróloga, professora de literatura, ambientalista, ativista e política brasileira filiada ao Partido Socialismo e Liberdade (PSOL). Em 2018 se notabilizou ao ter se tornado a primeira pessoa transgênero a candidatar-se ao cargo de Senadora da República. Em 2020, a política já havia sido eleita vereadora, tendo sido a mais bem votada da história de Belo Horizonte, com 11,9% dos votos num leque de 41 candidatos. Em 2022, foi eleita uma das primeiras deputadas federais trans da história, ao lado de Erika Hilton.
Duda Salabert candidatou-se à Senadora da República por Minas Gerais nas eleições de 2018, tornando-se a primeira pessoa transgênero a se candidatar ao cargo. Salabert obteve a maior votação do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) em Minas Gerais, com 351.874 votos (1,99% dos votos válidos), terminando em oitavo lugar entre os quinze candidatos ao senado em seu estado e não conseguindo ser eleita. Em 21 de abril de 2019, Salabert anunciou sua saída do PSOL acusando o partido de "transfobia estrutural", alegando que o partido não investe suficientemente em candidatos transgênero e que apenas usa essa pauta para eleger "figuras e candidaturas já privilegiadas".
No dia 16 de setembro de 2019, participou de um evento com a presença de Ciro Gomes, anunciando sua filiação ao PDT.
Em 2020, Duda foi eleita vereadora por Belo Horizonte, pelo PDT, sendo a mais bem votada da história com 11,9% dos votos entre 41 candidatos, dos quais o segundo mais votado recebeu 9,3% dos votos. Os seus 37.613 votos superam em muito o recorde anterior de Elias Murad, eleito em 2004 com 20.157 votos.
Em 2022, foi eleita deputada federal (PDT) por Minas Gerais com 208.332 votos, a terceira maior votação do estado.
Transicionou em 2014, quando passou a reconhecer-se como mulher. A ativista é casada desde 2011 com Raísa Novaes, que é educadora. O casal está junto desde 2006.
Duda e Raíssa tiveram sua primeira filha, Sol, em junho de 2019. Em consequência da gravidez de Sol, Salabert teve que interromper o tratamento hormonal da transição de gênero. Como forma de evitar a imposição de gênero, Duda e sua esposa escolheram um nome neutro para a criança.
Duda atuou como professora de literatura no Colégio Bernoulli em Belo Horizonte de 2007 a 2021, quando foi demitida, segundo ela, por preconceito, a partir da pressão de pais de alunos que passaram a vê-la durante aulas telepresenciais durante a pandemia de COVID-19. Em nota, a instituição afirmou que a demissão ocorreu em função da incompatibilidade do cargo público da professora com a dedicação que a instituição esperaria dela.
Posteriormente Salabert cursou Gestão Pública pela Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG), mas não concluiu. Também é idealizadora e foi presidenta da ONG Transvest, que oferece cursos educacionais a pessoas transgênero e travestis.
Em novembro de 2025, Salabert anunciou ter sido diagnosticada dentro do transtorno do espectro autista (TEA) e altas habilidades. A deputada relatou que a investigação diagnóstica ocorreu por meio de uma avaliação neuropsicológica, após anos lidando com episódios depressivos. Ao divulgar a informação, ressaltou que o diagnóstico a tem ajudado a se compreender melhor e a melhorar sua qualidade de vida com apoio psicológico e psiquiátrico. Com o anúncio, tornou-se a terceira parlamentar na Câmara dos Deputados a falar abertamente sobre ser autista, depois de Amom Mandel (Cidadania) e Marcos Pollon (PL).
«Sítio oficial da ONG Transvest». Arquivado do original em 29 de julho de 2017