No século XIX, a doutrina do destino manifesto (em inglês: Manifest Destiny) era uma crença comum entre os habitantes dos Estados Unidos que dizia que os colonizadores americanos deveriam se expandir pela América do Norte. Ela expressa a crença de que o povo americano foi eleito por Deus para civilizar o seu continente. Há três temas comuns no "manifesto":
A virtude especial do povo americano e suas instituições;
A missão dos Estados Unidos era redimir e refazer o oeste a imagem da América agrária;
O destino irresistível para conquistar este dever essencial, com a bênção de Deus;
O historiador Frederick Merk diz que este conceito nasceu do "senso de missão para redimir o Velho Mundo pelo exemplo ... gerado pelos potenciais da nova terra para a construção de um novo céu".
Historiadores enfatizam que o "destino manifesto" era um conceito contestado — Democratas pré-guerra civil aprovavam a ideia, mas muitos americanos proeminentes (como Abraham Lincoln, Ulysses S. Grant e a maioria dos Whigs) a rejeitavam. O acadêmico Daniel Walker Howe escreve que o "imperialismo americano não representa um consenso americano; provocou um amargo ressentimento dentro da política nacional ... Whigs viam a missão moral da América como um exemplo democrático ao invés de conquistar".
O jornalista John O'Sullivan é creditado a criação do termo manifest destiny ("destino manifesto") em 1845 por descrever a essência deste pensamento, que era um tom retórico; o editorial, sem autoria assinada, intitulado "Anexação" onde o termo foi usado pela primeira vez, foi, provavelmente, escrito pelo jornalista e expansionista Jane Cazneau. O termo era usado por Democratas na década de 1840 para justificar a guerra contra o México. Mas o destino manifesto sempre foi mancando ao longo do caminho devido a limitações internas e a questão da escravidão, diz Merk. Segundo ele, de fato, a crença nunca foi prioridade nacional. Em 1843 John Quincy Adams, inicialmente um grande apoiador da ideia, mudou de opinião e deixou de apoiar o expansionismo porque isso significava também expandir a escravidão para o oeste, principalmente no Texas.
Desde o começo, o Destino Manifesto — vasto em programa, no seu senso de colonialismo — teve pouco apoio. Faltava suporte nacional, secional ou partidário, proporcional à sua magnitude. A razão era que não refletia o espírito nacional. A tese de que encarnava o nacionalismo, encontrada em várias escrituras nacionais, é apoiado por pouca evidência de apoio real.
Um dos temas dentro do destino manifesto é a ideia do excepcionalismo americano. Isso pode ser traçado até ao puritanismo americano, particularmente no famoso sermão de John Winthrop intitulado "City upon a Hill" ("Cidade sobre uma Colina") feito em 1630, onde ele conclamou o estabelecimento de uma comunidade virtuosa que iria ser um brilhoso exemplo para o Velho Mundo. No influente panfleto "Common Sense" de 1776, o revolucionário Thomas Paine ecoou esta noção, argumentando que a Revolução Americana dava a chance de se criar uma nova e melhor sociedade:
"Nós temos dentro do nosso poder a chance de começar o mundo novamente. Uma situação, similar a presente, não se apresentou desde os tempos de Noé até agora. O nascimento de um novo mundo está próximo..."
Muitos americanos concordam com Paine e começaram a acreditar que a virtude dos Estados Unidos era o resultado de seu experimento especial com a liberdade e a democracia. Thomas Jefferson, numa carta a James Monroe, escreveu: "é impossível não olhar a frente para tempos distantes onde a nossa rápida multiplicação irá se expandir além destes limites e cobrir todo o norte, se não no sul do continente". Para os americanos nas décadas que se seguiram que perseguiram a liberdade da humanidade, encarnavam a Declaração de Independência, poderia apenas ser descrito como a inauguração de uma "uma nova escala de tempo" porque o mundo olharia para trás e definiria a história quando os eventos que aconteceram antes e depois da declaração de independência dos Estados Unidos. Também se acreditava que os americanos deviam ao mundo a obrigação de expandir e preservar essas crenças.
Havia também a influência da predominância racial, nominalmente a ideia de que a raça anglo-saxã americana (os brancos) era "separada, inatamente superior" e "destinada a trazer um bom governo, prosperidade comercial e o cristianismo aos continentes Americanos". Esta visão também dizia que as "raças inferiores estavam fadadas a subordinação ou a extinção". Isto foi, por exemplo, usado para justificar a escravidão dos negros e a expulsão ou extermínio dos índios nativo-americanos".
O historiador William E. Weeks observou que três temas-chave foram usualmente abordados pelos defensores do destino manifesto:
a virtude do povo americano e suas instituições;
a missão de difundir essas instituições, resgatando e refazendo o mundo à imagem dos Estados Unidos;
o destino dado por Deus para fazerem este trabalho.
A origem do primeiro tema, mais tarde conhecido como excepcionalismo americano, foi muitas vezes atribuída à herança puritana dos Estados Unidos, particularmente ao célebre sermão "Cidade em cima de uma colina" de John Winthrop de 1630, no qual ele pediu o estabelecimento de uma comunidade virtuosa que fossem um exemplo brilhante para o Velho Mundo. Em seu panfleto influente Common Sense de 1776, Thomas Paine ecoou esta noção, argumentando que a Revolução Americana proporcionou uma oportunidade para criar uma nova e melhor sociedade:
Nós temos o poder de começar o mundo de novo. Uma situação, semelhante ao presente, não aconteceu desde os dias de Noé até agora. O aniversário de um novo mundo está próximo;...