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Douglas DC-3

Avião bimotor que revolucionou o transporte de passageiros nas décadas de 1930 e 1940.

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O Douglas DC-3 é um avião bimotor a pistão, de asas baixas e propulsão à hélices, desenvolvido e fabricado nos Estados Unidos pela Douglas Aircraft Company, de 1936 a 1950.

Foi muito utilizado na aviação comercial e pelas forças aliadas na Segunda Guerra Mundial.

O Douglas DC-3 foi desenvolvido a pedido da American Airlines, que desejava uma aeronave para transportar mais passageiros a médias distâncias, dentro do território norte-americano.

A Douglas Aircraft utilizou a plataforma de dois modelos que já estavam em produção, o DC-1 e o DC-2, para fazer um avião maior e configurado para voos diurnos, com 21 assentos, e voos noturnos, com 14 a 16 camas.

Foi equipado com motores Pratt & Whitney Twin Wasp, que produziam 1 200 hp, que permitiram uma velocidade de 207 km/h, veloz para um avião de seu tamanho para a época.

Em 26 de junho de 1936 foi lançado pela American Airlines, mas pelas suas capacidades, foi rapidamente encomendado por companhias aéreas de todo o mundo.

Foi pioneiro em muitas rotas, pois atravessava grandes extensões com maior conforto, segurança e confiabilidade e o primeiro avião capaz de transportar com lucro exclusivamente passageiros.

Opera em pistas curtas e tem alcance de 1 500 milhas, sendo na época utilizado para voos transcontinentais nos EUA e na Europa.

Quando a Segunda Guerra Mundial eclodiu, o DC-3 estava em uso em todo o mundo. Com a entrada dos Estados Unidos no conflito, toda a produção foi voltada para versões militares,sendo denominado C-47 Skytrain, para uso geral, e C-53 Skytrooper, para o transporte de tropas. Foram produzidas mais de dez mil unidades, das quais cerca de duas mil foram utilizadas pela Royal Air Force (RAF - Força Aérea do Reino Unido), designandoa-as como Dakota.

Após o fim da guerra, o DC-3 serviu na Guerra da Coreia e Guerra do Vietnã, onde alguns exemplares ganharam metralhadoras.

O C-47 Skytrain permaneceu em serviço com os militares dos EUA até 2008, quando o 6º Esquadrão das operações especiais aposentou sua última aeronave.

Após a Segunda Guerra o mercado foi inundado com aviões de transporte militar excedentes, mas os altos custos impediram que a fabricante atualizasse o DC-3, tornando-se obsoleto nas rotas principais e substituídos por tipos mais avançados, como o Douglas DC-6 e o Lockheed Constellation, mas o design se mostrou adaptável e útil.

A produção civil do DC-3 terminou em 1942, com 607 unidades. As versões militares, incluindo o Douglas C-47 Skytrain (Dakota na RAF) e as versões soviética e japonesa, elevaram a produção total para dezesseis mil exemplares. Muitos continuam a prestar serviço em uma variedade de funções. Estimava-se que dois mil DC-3 e seus derivados militares ainda estavam voando em 2013.

Abaixo estão descritas as versões civis e militares do DC-3. Entre parênteses, estão as denominações utilizadas pela Royal Air Force (Dakota).

C-47 (Dakota I): Versão militar inicial do DC-3;

C-47A (Dakota III): Sistema elétrico e 24 V substituindo o original de 12 V;

C-47B (Dakota IV): Motores R-1830-90 e capacidade extra de combustível, permitindo voo de rotas China-Burma-Índia

C-48 a C-52: Inúmeras variações militares do DC-3 que entraram em serviço;

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