Dorival Guidoni Júnior, mais conhecido como Doriva (Nhandeara, 28 de maio de 1972), é um treinador e ex-futebolista brasileiro que atuava como volante. Atualmente é auxiliar técnico da Seleção Albanesa.
Doriva começou no futebol no São Paulo em 1991, sendo trazido pelo treinador Telê Santana. No ano seguinte esteve emprestado a Anapolina e Goiânia, para, em 1993, voltar ao São Paulo.
Na sua segunda passagem pelo Tricolor Paulista, Doriva teve a oportunidade de trabalhar melhor com Telê Santana, que lhe deu a chance de atuar como volante da equipe campeã da Taça Libertadores da América e do Mundial Interclubes.
Após um ano de muitas conquistas no São Paulo, Doriva transferiu-se para o XV de Piracicaba. O clube foi patrocinado pelo então presidente da TAM, o comandante Rolim Amaro, que trouxe vários jogadores de alto nível para disputa do Campeonato Paulista daquele ano. Apesar de um início arrasador, o XV acabou sendo rebaixado, retornando à elite paulista somente em 2012. Entretanto, o clube conseguiu se recuperar da decepção que foi o Paulista, conquistando o título da 3ª divisão do Campeonato Brasileiro e consequente ascenso à 2ª divisão brasileira.
Enquanto ainda defendia o clube de Piracicaba veio a sua primeira convocação para a Seleção Brasileira. No dia 27 de abril de 1995, Doriva fez a sua estreia com a camisa brasileira.
Após um ano no clube de Piracicaba, o jogador voltou a assinar com um clube da elite brasileira, o Atlético Mineiro em 1995, onde conquistou a Copa Conmebol 1997 e a Copa Centenário de Belo Horizonte.
Em 1997, o jogador teve a oportunidade de jogar por um clube europeu. O Porto de Portugal fez uma proposta que nem Doriva, nem o Atlético Mineiro recusaram. Porém, antes de deixar o Brasil, o jogador foi premiado com a Bola de Prata do Campeonato Brasileiro.
Nos dois anos que esteve no clube português Doriva manteve o ritmo que o levou à Seleção, o que fez com que fosse convocado para a disputa da Copa do Mundo de 1998. Conquistou ainda três títulos nacionais pelo clube, antes de se transferir para a Itália para defender a Sampdoria, no meio da temporada 1998/1999.
Apenas um ano no clube e Doriva mudou-se novamente. Agora o destino foi Vigo na Espanha para defender o Celta de Vigo. A sua passagem durou três anos, porém não houve qualquer conquista de títulos.
Em 2002 ele transferiu-se para a Inglaterra para jogar pelo Middlesbrough.
Voltando a conquistar um título
Desde a derrota na Copa do Mundo de 1998 que Doriva não era mais convocado para a Seleção e apesar de atuar por clubes candidatos a títulos nos últimos anos o jogador não conquistava um campeonato há seis anos. Porém, em 2004 o jogador voltou a levantar uma taça. Pelo Middlesbrough ele conquistou a Taça da Liga Inglesa.
O jogador ainda defendeu as cores do clube de Middlesbrough por mais dois anos. Na temporada de 2006/07 o jogador ainda atuou por dois meses pelo Blackpool, também da Inglaterra, de onde voltou ao Brasil já realizado financeiramente.
Após a curta passagem pelo Blackpool, Doriva decidiu voltar ao Brasil. Aceitou a proposta do América (SP) e disputou o Campeonato Paulista. O desempenho do clube não foi muito bom, terminando na 17ª posição, sendo rebaixado.
O seu contrato com o clube terminou e o jogador ficou quatro meses sem jogar. Nesse período ele treinou o sozinho em São José do Rio Preto para manter a forma e aproveitou para participar num curso da Associação Brasileira de Treinadores de Futebol.
Após esse período ele recebeu uma proposta do Mirassol para um contrato de produtividade e atuou na Copa Federação Paulista e no Campeonato Paulista.
Depois de acertar o contrato com o Mirassol, Doriva revelou que pretendia encerrar a carreira de jogador no fim de 2007, de preferência no São Paulo, porém não depende apenas dele.
Em 2008, durante os exames médicos do Mirassol, os médicos detectaram uma arritmia cardíaca no jogador. Doriva, que estava escalado para a estreia do Mirassol no Paulistão, foi afastado pelos médicos. O jogador foi mais tarde observado por um especialista que confirmou o problema como sendo no tônus do coração. Por já ter histórico na família com o mesmo problema (seu avô e seu pai faleceram de problemas cardíacos), Doriva decidiu encerrar a carreira aos 35 anos.