Don Richard DeLillo (Nova Iorque, 20 de novembro de 1936) é um escritor, dramaturgo e ensaísta norte-americano, cujo trabalho traça um retrato detalhado da vida cotidiana no século XX. Os romances de DeLillo abordam temas tão diversos como a televisão, a guerra nuclear, os esportes, as complexidades da linguagem, arte performática, a Guerra Fria, a matemática, o advento da era digital e do terrorismo global. Ele foi finalista do prêmio Pulitzer em 1992 e 1998, pelos romances Mao II e Submundo (Underworld), respectivamente.
DeLillo foi inicialmente um escritor cult, mas a publicação de Ruído Branco em 1985 lhe trouxe reconhecimento mundial. Amplamente premiado, DeLillo descreve sua ficção como preocupada em "viver em tempos perigosos". Em 2005, afirmou: "Os escritores devem se opor aos sistemas. É importante escrever contra o poder, as empresas, o estado e todo o sistema de consumo e de entretenimentos debilitantes [...] eu acho que os escritores, por natureza, devem se opor às coisas, opor-se a qualquer poder que tente nos impor”.
Donald Richard DeLillo nasceu no Bronx em 1936, filho de imigrantes italianos. Nas entrevistas que concedeu, muitas vezes ele retorna à importância que o catolicismo teve para o desenvolvimento de sua sensibilidade intelectual e artística.
DeLillo aproxima os rituais católicos de seu interesse pela religião, descrita por ele como “uma disciplina e um espetáculo, algo que leva as pessoas a comportamentos extremos. Nobre, violento, deprimente, bonito ”.
Foi estudante da Jesuit Fordham University, onde diz "não ter estudado muito". Formou-se em Artes da Comunicação e, por não encontrar emprego no mercado editorial, trabalhou com publicidade. À época, DeLillo já publicava alguns contos sob influência do cinema europeu, em particular de Jean-Luc Godard. Deixou o cargo publicitário em 1964, não para dedicar-se integralmente à escrita, mas simplesmente por querer parar de trabalhar.
Sua vida mudou com a publicação de seu oitavo romance, Ruído Branco, em 1985. Com o sucesso do livro, DeLillo foi alçado ao estrelato. O livro ganhou o prêmio National Book Award for Fiction e passou a ocupar um lugar no cânone dos romancistas pós-modernos contemporâneos.
Mesmo após a fama, DeLillo permaneceu discreto: quando foi convidado para fazer o discurso do prêmio National Book Award for Fiction, ele simplesmente disse: "Lamento não poder estar aqui esta noite, mas agradeço a todos por terem vindo", e retornou ao seu assento.
A influência de DeLillo na literatura da segunda metade do século XX e do século XXI é considerável. Muitos autores, como Bret Easton Ellis, Jonathan Franzen e David Foster Wallace, citaram DeLillo como influência. O crítico literário Harold Bloom o nomeou como um dos maiores romancistas americanos de seu tempo, embora questione a classificação de DeLillo como um "romancista pós-moderno". Questionado se aprova essa designação, DeLillo respondeu: "Não reajo. Mas prefiro não ser rotulado. Sou um romancista, ponto final. Um romancista americano".
Cão em Fuga - no original Running Dog (1978)
Amazons (1980) (com o pseudónimo "Cleo Birdwell")
Os nomes - no original The Names (1982)
Ruído branco - no original White Noise (1985)
Mao II (1991) - Prémio PEN/Faulkner de Ficção (1992)
Submundo - no original Underworld (1997) (Pafko at the Wall é o prólogo de Underworld que foi publicada separadamente na Harper's em Outubro de 1992)
O corpo enquanto arte - no original The Body Artist (2001)
Cosmópolis - no original Cosmopolis (2003)
O homem em queda - no original Falling Man (2007)
Ponto Ômega - no original Point Omega (2010)