Neste Dia

Diogo Mainardi

Escritor e jornalista brasileiro

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Diogo Briso Mainardi (São Paulo, 22 de setembro de 1962) é um escritor, produtor, roteirista de cinema e colunista brasileiro. Tornou-se um nome conhecido no Brasil principalmente devido à sua coluna semanal na Revista VEJA, onde escrevia críticas à sociedade brasileira e às tendências políticas em geral. É um crítico constante de governos de esquerda, em particular o governo de Luiz Inácio Lula da Silva, sobre quem escreveu o livro Lula É Minha Anta, que reúne uma coletânea de crônicas sobre o escândalo do mensalão publicadas pelo autor na VEJA. É irmão do cineasta Vinícius Mainardi, falecido em abril de 2021.

É também o fundador do portal O Antagonista. Em maio de 2018, Mainardi passava a escrever novamente colunas semanais, dessa vez para a Revista Crusoé. Em 10 de setembro de 2022, o jornalista deixou de escrever e redatar no portal, apenas se tornando sócio do periódico. Foi integrante fixo da bancada do programa Manhattan Connection entre 2003 e 2021, e depois de 2023 a 2024.

Filho do publicitário Enio Mainardi, seus pais moravam num kibutz em Israel e retornaram ao Brasil pouco antes do seu nascimento. Diogo viveu mais de catorze anos em Veneza, na Itália. Depois, mudou-se para o Rio de Janeiro, mas voltou a morar na Itália.

Antes de morar em Veneza, ingressou na London School of Economics, mas só concluiu o primeiro ano. Em 1980, na cidade de Londres, na Inglaterra, conheceu Ivan Lessa, a quem considera, ao lado de Paulo Francis, seu mentor. Segundo o próprio Mainardi, ele abandonou os estudos universitários para poder ler os livros que Ivan Lessa lhe emprestava.

Mudou-se então para a Itália, onde se casou com uma italiana, com quem hoje tem dois filhos. O primeiro, devido a um erro médico no parto, sofre de paralisia cerebral, o que obrigou Mainardi a voltar a morar no Brasil, na cidade de Rio de Janeiro.

Após a apresentação midiática do exoesqueleto na abertura da Copa do Mundo por Miguel Nicolelis, ao custo de R$ 33 milhões de verba pública, Mainardi apontou que o princípio do exoesqueleto já havia sido validado e demonstrado. Um dos principais questionamentos recaíram sobre o que foi prometido por Nicolelis e o que foi efetivamente apresentado, uma vez que o projeto recebeu 33 milhões de reais do Governo Federal sem edital. Nicolelis, em resposta a esta observação de Mainardi, tentou desqualificar o jornalista, acusando-o de 'desinformado'

Ainda em Veneza, ao trabalhar como colunista de Veja, tornou-se um forte crítico do governo do Partido dos Trabalhadores (PT), em especial, do ex-presidente Lula. Em sua coluna na revista, Mainardi tece comentários polêmicos, na maior parte das vezes dirigidos à classe política em geral: "Brasil não tem partido de direita, de esquerda, de nada, tem um bando de salafrários que se reúnem pra roubar juntos."

Diogo Mainardi foi citado em um telegrama diplomático americano vazado pelo WikiLeaks e intitulado "10RIODEJANEIRO32", que menciona um "almoço reservado" no dia 2 de fevereiro de 2010, onde ele teria se encontrado com o cônsul norte-americano do Rio de Janeiro. Segundo o documento, na ocasião Diogo disse que sua coluna propondo Marina Silva como a candidata ideal a vice na chapa de José Serra nas eleições presidenciais daquele ano foi baseada em um almoço entre ele e o então pré-candidato à presidência, que teria dito que Marina era sua "companheira de chapa dos sonhos".

Mainardi afirma ser ateu. Faz críticas frequentes à religião e ao misticismo em geral, apresentando-se sempre como cético.

No início de sua coluna semanal em Veja, em 1999, os temas principais de Mainardi eram Literatura e Arte. Passou três anos escrevendo sobre cultura. Em 2002 abandonou o tema e passou a tratar de política e economia.

O texto simbólico indicativo dessa mudança é "A cultura me deprime", um resumo de suas impressões sobre a cultura: "As páginas de cultura não forneceram um único assunto que valesse dez minutos de conversa despretensiosa, numa mesa de restaurante. O ambiente cultural se acostumou à ideia de que não tem nada de relevante para acrescentar à realidade. Esse papel passou a ser cumprido sobretudo pelos economistas, que cultivam o gosto pela polêmica e pelo paradoxo, gerando as melhores discussões na sociedade. Quanto à cultura, tornou-se um blefe."

Mainardi integra a equipe de apresentadores do programa dominical Manhattan Connection, que foi transmitido pelo canal de TV por assinatura Globo News (anteriormente pelo GNT) até novembro de 2020 e atualmente compõe a grade do BM&C News. Desde sua entrada em 2003, Mainardi apenas ficou fora no ano de 2022 após pedir demissão do programa em 2021. Ele reintegrou o programa quando foi reestreado em novembro de 2023.

Como roteirista, escreveu 16060 (1995) e Mater Dei (2000), filmados por seu irmão, o cineasta Vinícius Mainardi. Segundo Mainardi, seu filme não usou verba pública: Mater Dei foi custeado pelos próprios irmãos Mainardi e pelo empresário brasileiro João Paulo Diniz. Os protagonistas do filme são Carolina Ferraz, Dan Stulbach e Gabriel Braga Nunes.

Malthus (1989), pelo qual ganhou o Prêmio Jabuti em 1990;

Polígono das Secas (1995), onde questiona os mitos sertanejos e a literatura brasileira neles baseada.

Contra o Brasil (1998), que traz como protagonista Pimenta Bueno, um anti-herói que percorre o livro de ponta a ponta repetindo frases de figuras históricas reais que proferiram as mais diversas imprecações contra o Brasil.

A Queda (2012). Nesse livro ele conta a história de seu filho Tito, que sofre de paralisia cerebral devido a um erro médico durante o parto.

Diogo também traduziu Le città invisibili ("As cidades invisíveis"), de Ítalo Calvino, Como Faço o que Faço e Talvez Inclusive o Porquê, de Gore Vidal, e Um Punhado de Pó, de Evelyn Waugh.

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