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Dino Baggio

Futebolista italiano

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Dino Baggio (Camposampiero, 24 de julho de 1971) é um ex-futebolista italiano que participou das Copa do Mundo FIFA de 1994 e 1998.

Considerado um dos melhores volantes do mundo em boa parte da década de 1990, brilhou em especial na fase áurea do Parma, clube do qual é considerado entre os três maiores ídolos. Também teve bons momentos na Juventus, superando inclusive desconfianças por ter curiosamente defendido antes precisamente os dois principais rivais deste clube - que o havia adquirido junto ao vizinho Torino (contra quem trava o Derby della Mole) e emprestara-o à Internazionale, contra quem faz o Derby d'Italia.

Apesar de Dino e de Roberto Baggio portarem um sobrenome pouco comum no país, e de serem ambos nativos da mesma região (a do Vêneto), eles não têm parentesco conhecido. Ainda assim, a parceria de ambos na Seleção e na Juventus rendeu na mídia a alcunha de Baggio Boys, ao mesmo tempo em que a coincidência de sobrenomes representava um peso a Dino; ao longo da carreira, embora inevitavelmente comparado ao xará e frequentemente referido somente como "o outro Baggio" ou "Baggio 2", pôde demonstrar méritos próprios e sobressair-se mais de uma vez em relação ao colega.

Natural da região do Vêneto, Dino Baggio foi pinçado ainda aos 12 anos de idade pelo Torino, formando-se ao longo de seis anos nas categorias de base deste clube. Foi profissionalizado pelo Granata em 1989 e integrou a campanha vencedora da Serie B de 1989-90, ainda como coadjuvante. Foi na temporada seguinte que firmou-se na titularidade no Toro, demonstrando férrea noção de marcação e boa chegada ao ataque em um tridente meio-campista com Luca Fusi e Rafael Martín Vázquez. Visto como capaz de guarnecer sozinho a retaguarda dos grenás, contribuiu para título na Copa Mitropa e uma 5ª colocação na Serie A, desempenho que classificou a equipe à Liga Europa de 1991–92.

O desempenho chamou atenção do outro clube de Turim: embora a contragosto do jogador, que se sentia identificado com o Torino, a Juventus contratou-o rapidamente; a despeito da rivalidade, a discrepância patrimonial das duas equipes desde a tragédia de Superga tornava negociações mútuas comuns, e Dino foi negociado por cerca de 10 bilhões de velhas liras italianas. Ele não tornou-se bianconero de imediato, com o novo clube optando-o por inicialmente emprestá-lo por uma temporada à Internazionale. A despeito da rivalidade que também envolve Juve e Inter, ambas as diretorias também desenvolveram costume de permutar ativos; Dino serviu como abatimento da multa rescisória por Giovanni Trapattoni devida pelos alvinegros à equipe de Milão.

Apesar da dupla dele com Lothar Matthäus no meio-campo, a temporada nerazzurra não foi coletivamente brilhante. Ainda assim, Dino sobressaiu-se individualmente como interista, logo sendo integrado em definitivo à Juventus.

Ainda que sofresse inicial resistência da torcida da Juventus diante do passado nos dois principais rivais da Vecchia Signora, Dino firmou-se rapidamente como juventino, fazendo parceria de sucesso com o xará Roberto Baggio: embora jogasse habitualmente recuado em relação a Roberto, em dupla de volantes com Antonio Conte, Dino foi um dos protagonistas do título da Liga Europa de 1992–93, marcando três gols nas finais contra o Borussia Dortmund; um na partida de ida, na Alemanha, e dois no duelo da volta.

Ao longo daquela campanha, contribuiu em especial em triunfo de 3-0 sobre o Benfica, marcando o segundo gol de triunfo que reverteu derrota de 2-1 em Lisboa para o time português. Já nas decisões contra o Dortmund, Dino, além dos seus gols, sobressaiu-se também pelo penúltimo passe na jogada que culminou em gol do xará Roberto no primeiro jogo.

A temporada 1993–94 de Dino Baggio foi permeada por lesões. Mas terminou sendo, novamente contra portugueses, o herói da classificação pouco tranquila da Itália à Copa do Mundo FIFA de 1994, marcando o único gol do duelo direto contra Portugal. O lance, ainda reclamado pelos lusitanos como sob impedimento, ocorreu a menos de dez minutos do fim da partida em Milão, pela rodada final das eliminatórias. A Azzurra possuía a vantagem do empate e o gol desconcertou de vez os adversários, que só se classificariam em caso de vitória. Embora mesclassem a geração oitentista de Paulo Futre, Rui Barros, Veloso e João Pinto com os sucessores Figo, Rui Costa, Paulo Sousa, Vítor Baía, Jorge Costa, Fernando Couto e João Vieira Pinto, os visitantes não puderam contornar o placar e chegaram a partir para agressões físicas.

Contando com confiança e apreço do treinador Arrigo Sacchi, Dino foi convocado à Copa do Mundo FIFA de 1994 - e disputou as sete partidas. Em dado momento, voltou a ser mais decisivo do que Roberto, cujo sobrenome em comum mais prejudicava do que ajudava Dino em reconhecimento público: fez o gol da vitória sobre a Noruega, evitando uma precoce eliminação da Azzurra na fase de grupos. Nas quartas-de-final, os chamados Baggio Boys brilharam juntos: Dino abriu o placar, de fora da área, e Roberto marcou no final do confronto (então empatado) o gol da vitória.

Após o Mundial, Dino foi negociado com o ascendente Parma por 14 bilhões de liras para receber um dos maiores salários da época. Curiosamente, se tornou carrasco da própria Juventus, ao fim da temporada pós-Copa, ao marcar gols nas duas finais da Liga Europa de 1994–95: no jogo de ida, marcou logo aos 5 minutos de partida o único gol do duelo, aproveitando grande lançamento de Gianfranco Zola para efetuar toque sutil diante da investida do goleiro adversário; na revanche, fez, em mergulho para cabecear cruzamento de Roberto Mussi, o gol do empate que valeu o título continental aos crociati. Ao longo da campanha, ele já havia se destacado com gols sobre Athletic Bilbao (dois em vitória de 4-2 que reverteu derrota de 1-0 no País Basco), Bayer Leverkusen (o primeiro em 2-1 dentro da Alemanha). A final, por sua vez, rendeu o curioso "duelo dos Baggios", prevalecendo o "Baggio 2".

Seguiu no clube por seis temporadas, mantendo titularidade mesmo com frequentes trocas de treinadores, bem como seguindo membro da Seleção - na Eurocopa 1996, na qual foi ele e não Roberto o único Baggio do elenco convocado, e na Copa do Mundo de 1998. No álbum oficial da Panini para o Mundial de 1998, ele similarmente foi o único Baggio com figurinha, com o xará vindo a reconquistar de última hora prestígio na seleção após declínio que este vivera entre 1995 e 1997.

Em 1999, Dino obteve com o Parma uma nova Liga Europa e também a Copa da Itália; e, por fim, a Supercopa da Itália. Ele, Antonio Benarrivo, Luigi Apolloni e Néstor Sensini foram os seleto quatro presentes nos dois títulos parmesões na Liga Europa, mas somente Dino foi titular absoluto em ambos os elencos campeões europeus; no primeiro deles, formou parceria de meio-campo com o próprio Sensini, ao passo que no segundo jogou habitualmente lado a lado de Alain Boghossian e de Juan Sebastián Verón. Em meio à vitoriosa década de 1990, o Parma, porém, nunca pôde vencer o título do campeonato italiano, algo que Dino atribuía "a outras coisas envolvidas".

Apesar dos troféus de 1999, Dino Baggio não foi chamado à Eurocopa 2000, ano em que se despediu do Parma: seu clube iniciava séria crise financeira decorrente da decadência da patrocinadora Parmalat e negociou-o com a Lazio, que vinha de lograr na temporada anterior os dois títulos nacionais (campeonato e copa). Com dificuldades para destronar os campeões Diego Simeone, Juan Sebastián Verón ou Dejan Stanković no elenco laziale, Dino preferiu ser emprestado - porém, sem obter destaque nem pelo Blackburn Rovers e nem pelo Ancona.

Ele parou de jogar inicialmente na Triestina em 2006, atuando por três partidas na Serie B. Após dois anos, voltou a campo para mais uma partida, somente para defender o clube de sua terra natal - o Tombolo, da nona divisão e então treinado por um amigo de infância de Dino. Desde então, à exceção de uma passagem como assistente técnico no Padova em 2011, preferiu distanciar-se do futebol e enveredar por uma carreira no teatro.

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Dino Baggio | World in Stories