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Dida (futebolista)

Futebolista brasileiro

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Nelson de Jesus da Silva, mais conhecido simplesmente como Dida (Irará, 7 de outubro de 1973), é um ex-futebolista brasileiro que atuava como goleiro. Atualmente é treinador de goleiros do Milan sub-17.

Dida foi descoberto por Newton Mota no começo de 1992 e levado para as divisões da base do Vitória.

Era um especialista em defesas de pênaltis, sendo chamado por muitos de "Rei dos Pênaltis". Depois de iniciar sua carreira no início dos anos 1990 com o Vitória, Dida tornou-se um especialista em defesas de pênalti com o Cruzeiro e com o Corinthians. Ele é talvez mais lembrado por seu sucesso e por sua passagem de dez anos no Milan de 2000 a 2010, onde se estabeleceu como um dos melhores goleiros do mundo, devido à sua habilidade e comando de jogo. Dida ganhou vários troféus e prêmios individuais com o clube. Venceu um Campeonato Italiano e duas vezes a Liga dos Campeões com o Milan, onde a primeira dessas vitórias chegou depois que ele pegou três penalidades na final de 2003 contra a rival Juventus.

Um dos quatro goleiros rubro-negros com mais de 300 aparições no total de carreira, Dida foi introduzido no Hall da Fama do Milan em 2014, e juntou-se a outros ex-jogadores do clube para vários eventos off-pitch e partidas de exibição após a sua saída em 2010. Depois de uma ausência de dois anos sem jogar, ele retornou ao Brasil em 2012, atuando por três equipes: Portuguesa, Grêmio e Internacional.

Em âmbito internacional, Dida disputou 91 partidas em onze anos pela Seleção Brasileira, vencendo uma Copa América, duas Copas das Confederações, uma Copa do Mundo e ganhando uma medalha olímpica de bronze.

É o primeiro goleiro brasileiro a ser nomeado para o Prêmio FIFA Ballon d'Or e o primeiro bicampeão do Mundial de Clubes da FIFA, indicado sete vezes ao prêmio de Melhor Goleiro do mundo da IFFHS e é um de apenas doze jogadores que ganharam tanto a Liga dos Campeões quanto a Copa Libertadores da América.

Somente três jogadores da história do futebol conquistaram a Copa do Mundo, Copa América, Copa Libertadores, Champions League e Mundial de Clubes, outros dois foram Julián Álvarez e Cafu.

Foi eleito o melhor goleiro da América Latina do século XXI pela IFFHS, e é amplamente classificado entre os melhores goleiros brasileiros de todos os tempos ao lado de goleiros como Marcos, Rogério Ceni, Taffarel e Emerson Leão.

Nélson de Jesus Silva nasceu em 7 de outubro de 1973 na cidade de Irará, no estado da Bahia, e é um dos oito filhos, juntamente com cinco irmãs e dois irmãos. Ele foi criado em Lagoa da Canoa, no estado de Alagoas, para onde sua família se mudou quando ele tinha apenas três meses de idade. Iniciou no esporte através do vôlei, que ele jogou com seus irmãos, até que migrou para o futsal. Sua posição preferida sempre foi a de goleiro.

Torcedor do Flamengo, aos 13 anos ele fundou com seus amigos o Flamenguinho, um time modesto com os amigos do bairro onde morava. Seu apelido surgiu graças a Dida, ex-atacante flamenguista, enquanto seus ídolos do futebol eram o goleiro Rinat Dasayev e o futuro companheiro de Seleção Taffarel, que teve boas atuações na Itália e na Turquia e foi um dos pioneiros para o sucesso dos goleiros brasileiros em clubes europeus.

Em 1990, aos 17 anos, Dida chegou nas divisões de base do Cruzeiro de Arapiraca. Dois anos depois, ele foi para as categorias de base do Vitória, sendo titular na grande campanha do time na Copa São Paulo de Futebol Júnior de 1993. O goleiro mesmo jogando pela base, também era reserva do elenco profissional, que contava apenas com os arqueiros Borges e Ronaldo Passos. No mesmo ano da sua chegada ao clube, conquistou o Campeonato Baiano de 1992.

Em 1993, depois de ser campeão da Copa do Mundo Sub-20 pela Seleção Brasileira, Dida alcançou a titularidade no Vitória, chegando ao vice-campeonato inédito do Campeonato Brasileiro. Aos 20 anos, se tornou o mais jovem ganhador do Prêmio Bola de Prata da Revista Placar e foi eleito o melhor goleiro do Brasileirão.

Foi então adquirido pelo Cruzeiro em 1994 e, em cinco temporadas, conquistou quatro títulos estaduais, a Copa do Brasil de 1996 e a Copa Libertadores de 1997, além de mais dois prêmios Bola de Prata. No entanto, em janeiro de 1999 ele declarou publicamente seu desejo de migrar para o futebol europeu e ser convocado para a Seleção Brasileira. Isso fez com que ele acionasse a justiça para cancelar o restante de seu contrato com o clube mineiro e assinar com o Milan, da Itália, o único time europeu que lhe fez uma proposta. A disputa judicial que se seguiu entre o jogador e o Cruzeiro durou cinco meses, e uma decisão da FIFA permitiu que Dida fosse emprestado ao suíço Lugano, onde ele se manteve em forma e atuou em duas partidas. Sua transferência para Milão foi finalizada em maio de 1999, com uma taxa de transferência de 2 bilhões de liras italianas (5 milhões de reais) pagos ao Cruzeiro, o que encerrou o processo.

Chegou ao Milan e foi designado pelo técnico Alberto Zaccheroni como terceiro goleiro, atrás de Christian Abbiati e do veterano Sebastiano Rossi.

Na temporada 1999–00 do Campeonato Italiano, foi emprestado ao Corinthians para adquirir ritmo de jogo. Durante esse período, sua reputação como pegador de pênaltis ganhou fama nacional depois de ter defendido duas cobranças - ambas batidas por Raí - na vitória do Corinthians por 3 a 2 sobre o rival São Paulo na semifinal do Campeonato Brasileiro de 1999. Dida recebeu sua primeira indicação para o prêmio de melhor goleiro do mundo da IFFHS naquela temporada, terminando em oitavo lugar na votação. Em 2000, disputou o Mundial de Clubes da FIFA e não sofreu gol em três de quatro partidas. No dia 14 de janeiro, na final disputada contra o Vasco da Gama que terminou sem gols após a prorrogação, ele defendeu um pênalti de Gilberto e o Corinthians foi campeão por 4 a 3 após o vascaíno Edmundo desperdiçar sua cobrança. O meia Ricardinho, do Corinthians, revelou à imprensa que a equipe estava tentando levar o jogo para os pênaltis, pois sabiam que Dida defenderia pelo menos uma cobrança.

No início da temporada 2000–01, Dida se apresentou ao Milan, mas ficou marcado após um erro em uma partida da Liga dos Campeões de 2000–01 contra o Leeds United.

Novo empréstimo ao Corinthians

Dida retornou ao Corinthians novamente em 2001, conquistando mais dois títulos: a Copa do Brasil de 2002, com destaque para outro pênalti defendido novamente contra o São Paulo na semifinal, e o Torneio Rio-São Paulo. Posteriormente, na Copa do Mundo de 2002, sagrou-se pentacampeão mundial com a Seleção Brasileira, sendo reserva de Marcos.

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