O Dia de Nossa Senhora do Rocio é um feriado estadual paranaense celebrado em honra à Virgem do Rocio, Padroeira e Rainha do estado do Paraná, no dia 15 de novembro. Suas festividades ocorrem na cidade de Paranaguá (litoral do Paraná), mais especificamente, no Santuário Estadual de Nossa Senhora do Rocio.
A Festa Estadual de Nossa Senhora do Rocio é a maior festa religiosa do Sul do Brasil e a terceira maior do país. O evento começa no dia 6 de novembro e dura até o dia 15, sendo composto por duas partes: a popular com eventos gastronômicos, grandes shows artísticos, pirotécnico e a parte religiosa com novenas, procissões e missas campais. Em 2014 a procissão reuniu 200 mil pessoas, a tornando a segunda maior do Brasil, atrás apenas do Círio de Nazaré.
O culto à Virgem iniciou-se em meados do século XVII, pouco tempo após a elevação da Villa de Paranaguá. A fé parnanguara à virgem aumentou após a década de 1680, quando a pequena vila foi assolada pela Peste da Bicha e assim a Santa foi invocada para que livrasse desta lamúria o vilarejo, o que aconteceu e foi atribuído à virgem este milagre.
Um santuário foi construído com o nome da Santa em frente à baía de Paranaguá e próximo à praia onde a imagem foi encontrada por pescadores. Em 1977 o papa Paulo VI declarou Nossa Senhora do Rocio Rainha e Padroeira do Estado do Paraná.
Ao longo do tempo as celebrações ocorreram em fases distintas, porém, a partir de um determinado momento foi escolhida a data de 15 de novembro para venerar a Santa.
A consolidação da festividade fez do evento o maior evento religioso do Sul do Brasil.
A população de Paranaguá reconhece a festa como parte da identidade local. A procissão solene passou a integrar o calendário oficial do turismo paranaense, movimentando hotéis, restaurantes e o comércio local. Realizada há mais de dois séculos, chega a reunir cerca de 200 mil e 500 mil pessoas ao longo de sua programação.
A festa é reconhecida pelo Vaticano e é considerada patrimônio cultural de natureza imaterial de Paranaguá e do Paraná, evidenciando sua relevância histórica, social e simbólica no contexto em que se insere. Esse reconhecimento contribui para a valorização e preservação das práticas tradicionais associadas à celebração.
Em 2025, o processo de registro da festividade como patrimônio cultural imaterial do Brasil apresentou avanços significativos, desenvolvido em parceria com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) e a Universidade Federal do Paraná (UFPR), instituições responsáveis pela pesquisa, documentação e salvaguarda dos registros.
“O Passarinho”, Curitiba, nº 249, Ano XX, maio de 1999.
VEGA, Nair, História de Nossa Senhora do Rocio, Paranaguá, 1977.
Novena de Nossa Senhora do Rocio, Curitiba, 1983.