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Dervorguila de Galloway

Nobre escocesa

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Dervorguila de Galloway (Galloway, 1218 – Kempston, 28 de janeiro de 1290) foi uma nobre e herdeira escocesa. Ela foi senhora de Balliol como esposa de João I de Balliol, e mãe do rei João da Escócia. Junto ao marido, fundou Balliol College parte da Universidade de Oxford, na Inglaterra, além de ter fundado a Abadia de Sweetheart (ou "Doce Coração") em Dumfries e Galloway, onde foi enterrada ao lado do marido, junto a uma urna que carregava o coração embalsamado do amado. O seu legado também está presente numa biblioteca pública, numa ponte e numa cratera planetária que levam o seu nome.

O nome Dervorguila é uma versão em latim do nome gaélico Dearbhfhorghaill, também escrito Derborgaill ou Dearbhorghil, que significa "Filha do Juramento."

Uma cratera proeminente no planeta Vênus foi oficialmente chamada de Dervorguilla, após intercessão por parte dos membros de Balliol College, no ano de 1992.

Dervorguila era umas das filhas de Alano, Senhor de Galloway e Condestável da Escócia de 1200 a 1234, e de sua terceira esposa, Margarida de Huntingdon.

Os seus avós paternos eram Rolando, Senhor de Galloway e Helena de Morville. Os seus avós maternos eram David, Conde de Huntingdon e Matilde de Chester. O conde de Huntingdon era o filho mais novo do rei David I da Escócia e de sua esposa, Matilde, Condessa de Huntingdon, e portanto irmão de dois reis da Escócia: Malcolm IV e Guilherme, o Leão.

Através do trisavó paterno, Gospatrício, era descendente de Utred de Bamburgh, e de sua terceira esposa, Elgiva, filha de Etelredo II de Inglaterra. Uma versão fictícia desse Utred aparece na série de televisão, The Last Kingdom. Já através da trisavó materna, Margarida de Wessex, era descendente do Eduardo, o Exilado, neto de Etelredo II, que por sua vez era descendente de Alredo, o Grande. Ainda pela linhagem materna, descendia do rei Henrique I de Inglaterra através de Matilde de Gloucester, filha de um dos filhos ilegítimos do rei que era Roberto, 1.º Conde de Gloucester, que apoiou a meia-irmã, a imperatriz Matilde na luta pelo trono durante a Anarquia.

Sua tia materna, Isabel de Huntingdon, era a avó paterna de Roberto I da Escócia, o primeiro rei da Casa de Bruce. Sua tia paterna, também chamada de Dervorguila, era herdeira de Whissendine, e esposa de Nicolas II de Stuteville, com quem teve uma filha, Joana de Stuteville.

Dervorguila tinha uma irmã integral, Cristiana, esposa de Guilherme de Forz.

Sua meia-irmã mais velha do primeiro casamento de Alano com uma filha de Rogério de Lacy, Condestável do Castelo de Chester era Helena, esposa de Rogério de Quincy, 2.º Conde de Winchester, Condestável da Escócia de 1234 a 1265. Ela tinha outra meia-irmã, cujo nome não foi registrado para a posterioridade, que era filha do primeiro casamento do pai com a nobre da família de Lacy, ou então, de sua segunda esposa, também de nome desconhecido, cujo pai era Reginaldo, Senhor das Ilhas.

Os seus dois irmãos mais velhos talvez fossem seus irmãos integrais ou meio-irmãos, que podiam ser tanto do primeiro quanto do segundo casamento de Alano, ou também de Margarida de Huntingdon, que eram: Valter, que provavelmente morreu antes do pai, e Tomás, cujo nome aparece num documento junto aos das irmãs, como herdeiro do pai, onde é registrado que ele foi sucedido pelas irmãs após sua morte sem descendência. Tomás viveu apenas um pouco mais de tempo do que o pai; é possível também que Tomás e Valter fossem a mesma pessoa, pois as fontes são incertas.

Havia ainda outro Tomás, fruto de um relacionamento extraconjugal de Alano com uma amante desconhecida, e seu nome é registrado por Mateus Paris. A Crônica de Melrose relata que após a morte do pai, ele liderou a rebelião do povo de Galloway e depois fugiu para a Irlanda, após os rebeldes terem sido derrotados pelo rei Alexandre II da Escócia. Ele foi casado com a filha de nome desconhecido de Ragnavaldo Guðrøðarson, rei de Mann e das Ilhas. Como uma forma de não ameaçar o direito à sucessão das irmãs, apesar de sua ilegitimidade, Tomás foi mantido preso por Dervorguila e João de Balliol em Barnard Castle até a velhice, quando foi solto, em 1296, pelo rei Eduardo I de Inglaterra.

Alano foi casado, ao todo, cinco vezes; a sua quarta esposa foi Juliana, que, aparentemente, era uma parente muito próxima do marido, e sua quinta esposa foi Rosa de Lacy, filha de Hugo de Lacy, Conde de Ulster.

Dervorguila nasceu em Galloway, que na época era um sub-reino da Escócia cuja idioma era o gaélico, e portanto, é muito provável que a nobre tenha crescido falando gaélico, escocês, e inglês. Com base nos processos judiciais em que esteve envolvida, sabe-se que ela era instruída, provavelmente tendo recebido uma educação digna de alguém da sua posição social.

Alano de Galloway era um grande proprietário de terras, além de condestável da Escócia, então, é possível que o rei Alexandre II tenha intercedido nas negociações do casamento de Dervorguila com João de Balliol, o futuro 5.º Barão de Balliol, de Barnard Castle, hoje no condado inglês de Durham. Alternativamente, a união pode ter sido apoiada e encorajada pelo camareiro do rei, Henrique de Balliol, tio do noivo, como uma maneira de integrar o sobrinho na política escocesa.

Dervorguila se casou, em 1233, quanto tinha 14 ou 15 anos, com João. Ele era filho de Hugo, Senhor de Balliol e Gainford, um apoiador do rei João de Inglaterra durante a Primeira Guerra dos Barões, e de sua esposa, Cecília de Fontaines. A família dele era de origem anglo-normanda que foi para a Inglaterra durante a Conquista normanda em 1006, e ainda possuía terras ancestrais em Bailleul, no Somme, na França.

Ela aparece ter se apaixonado profundamente pelo marido, que devia ter por volta de 15 anos na época do casamento. Eles tiveram dez ou onze filhos juntos.

Em 1229, João tornou-se o novo barão de Balliol após a morte do pai, e assim, Dervorguila se tornou a baronesa de Balliol.

Após a morte do pai, em 2 de fevereiro de 1234, como não havia um filho legítimo como para herdar a fortuna, havendo apenas Tomás, que era ilegítimo e foi mantido preso pelo senhor e a senhora de Balliol, Dervorguila e suas irmãs mais velhas, Helena e Cristiana, se tornaram as herdeiras de Galloway, segundo as leis feudais anglo-normandas e as tradições gaélicas, e as propriedades foram divididas entre elas. As três se tornaram as mulheres mais ricas do país. Por causa de sua herança, Dervorguila deixou as terras em Galloway para os seus descendentes da Casa de Balliol e do Clã Cumming, também conhecido como Comyn.

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Dervorguila de Galloway | World in Stories