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Deep Impact (sonda espacial)

Deep Impact foi a designação uma missão não tripulada norte-americana da NASA, e do Laboratório de Jato-propulsão - JPL,

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Deep Impact foi a designação uma missão não tripulada norte-americana da NASA, e do Laboratório de Jato-propulsão - JPL, criada para lançar um impactador contra o cometa 9P/Tempel 1 que circula entre as órbitas de Marte e Júpiter, observar a explosão e dela analisar os componentes químicos e físicos internos do cometa.

A sonda espacial foi lançada em Janeiro pelo foguete Delta II modelo 2925, da Cabo Canaveral, Estados Unidos. O módulo de impacto da sonda atingiu o cometa em 4 de Julho de 2005.

O cometa escolhido pertence a uma classe de cometas que são comuns do sistema solar. O impacto não deverá causar uma significativa mudança na trajetória do cometa.

A missão Deep Impact foi planejada para ajudar a responder algumas perguntas fundamentais sobre os cometas, que incluiam: qual a composição do núcleo dos cometas; o quão funda vai ser a cratera gerada pelo impacto, e onde foi que o cometa foi inicialmente constituído. Analisando a composição do cometa, os astrônomos esperam determinar como os cometas são formados baseados na diferença de composição entre o interior e o exterior do cometa. Observações do impacto e suas consequências vão permitir aos astronomos tentar determinar as respostas para todas essas questões.

Um foguete Boeing, modelo Delta II 7925, lançou em 12 janeiro de 2005, no cabo Canaveral, estado da Flórida, a sonda Deep Impact ou Impacto Profundo.

É o mesmo foguete utilizado para lançar os veículos exploradores geológicos de Marte Spirit e Opportunity.

O Delta 7925 consiste em um foguete cujo primeiro estágio utiliza combustível líquido e funciona por 4,4 minutos acompanhados de nove foguetes laterais de combustível sólido, sendo que seis foguetes são acionados no lançamento e três restantes após a exaustão dos seis primeiros.

O segundo estágio contém um motor reiniciável. Ele entra em funcionamento 5 segundos após a separação do primeiro estágio, colocando a nave espacial em órbita da Terra e depois desliga. É nesta fase que o protetor térmico-mecânico dianteiro é descartado, expondo a nave espacial Deep Impact ao espaço.

Aproximadamente 17 minutos após o lançamento, o segundo motor entra novamente em ignição por dois minutos e tira a nave espacial da órbita da Terra e a coloca em direção ao cometa Tempel 1. Ele também coloca a nave espacial em rotação, fazendo-a girar 60 rotações por minuto.

Ocorre a separação do segundo estágio e o motor do terceiro estágio, o Star 48 que utiliza combustível sólido, queima por 87 s. Depois de 4,5 minutos do fim da queima do terceiro estágio, este reduz as rotações do conjunto para quase zero e então liberta a nave espacial Deep Impact.

Um minuto após esta separação os painéis solares do Deep Impact são abertos e eles apontam para o Sol.

A sonda viajará por seis meses, 431 milhões de quilômetros até o cometa Tempel 1, colidindo em 4 de julho de 2005, com uma velocidade de 37 000 km/h.

Após o lançamento no prazo de 30 dias os sistemas da nave são checados e calibrados e sua trajetória foi corrigida pela primeira vez. Durante esta fase os instrumentos científicos usaram a Lua como teste de calibração para as câmeras fotográficas e espectrômetro. Para testar o sistema de navegação autônomo foram visados a Lua e Júpiter.

A fase de cruzeiro se processa entre os 30 dias após o lançamento e 60 dias antes do encontro com o cometa. Onde uma segunda correção de trajetória foi efetuada e foram iniciadas as primeiras tentativas de se fotografar o cometa Tempel 1. Novas calibrações são efetuadas para ajustar os telescópios e o espectrômetro. Foram utilizadas as estrelas Vega (da constelação Lira), a 5ª estrela mais brilhante do céu, Achernar (de Eridano), a 9ª mais brilhante e Canopus (de Carina), a segunda mais brilhante estrela do céu depois da Sirius.

Com 60 dias antes do encontro, intensas observações foram feitas ao cometa utilizando-se a câmera de alta definição, para determinar com precisão a sua trajetória, Também foram feitas observações científicas da rotação do cometa e da poeira que o envolve.

Essa nave espacial é na realidade composta de duas partes: o impactador, com o corpo central de cobre, pesando 372 kg, que atingiu o cometa e a sonda propriamente dita, pesando 601 kg, que passou pelo cometa a uma distância segura e fez imagens do Tempel 1 enquanto passava por ele.

Todo o conjunto da nave espacial ou sonda mede 3,3m de comprimento, 1,7 m de largura e 2,3 m de altura. Impactor: 372 kg (820 lb) Pesa no total 601 kgm no lançamento, sendo que 515 kgm são da sonda propriamente dita e 86 kg são de propelente.

Possui dois painéis solares, de 2,8m por 2,8m, perfazendo uma área de 7,5 metros quadrados que fornecem 92 watts, dependendo de sua distância em relação ao Sol. Dispõem de uma pequena bateria recarregável de níquel-hidrogênio, de 16 ampéres hora.

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