Neste Dia

Danilo Gentili

Comediante e apresentador brasileiro

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Danilo Gentili Júnior ComMJK (Santo André, 27 de setembro de 1979) é um comediante, apresentador, escritor, cartunista, repórter, publicitário e empresário brasileiro. Gentili é reconhecido como um dos precursores e idealizadores do movimento do stand-up comedy no Brasil. Nos palcos, foi membro do Clube da Comédia Stand-Up e criou o Comédia ao Vivo. Na televisão, ganhou projeção nacional como repórter do programa humorístico CQC, exibido na Band. No mesmo canal, criou e apresentou o Agora É Tarde entre 2011 e 2014. Em 2016 apresentou o reality Entubados, no Sony Channel, e A História Bêbada (versão brasileira de Drunk History), no Comedy Central.

Ao longo de sua carreira publicou quatro livros. O primeiro, Como se Tornar o Pior Aluno da Escola, foi lançado em 2009 e ganhou uma adaptação para o cinema lançada em outubro de 2017. O segundo livro, Politicamente Incorreto, foi inspirado no show de stand-up homônimo e acabou virando uma série de TV. O seu terceiro livro, A Vida e Outros Detalhes Insignificantes, é uma coletânea de piadas de seus shows de stand-up, e por fim, Droodles, seu último lançamento, no qual inclui os desenhos (droodles) que faz parte de um quadro de seu programa no SBT.

Em 2014 Danilo mudou-se com a equipe do Agora É Tarde para o SBT, onde passou a apresentar o The Noite com Danilo Gentili, exibido de segunda a sexta-feira. O late-night aumentou significativamente os índices de audiência da emissora, despertando o interesse das redes Record e SBT. Danilo já atuou como cartunista e colunista da edição brasileira na Revista Mad, além de ter mantido uma coluna no Metro Jornal do Grupo Bandeirantes de Comunicação. Teve uma rápida passagem como colunista do Jornal da Manhã, noticiário matinal da rádio Jovem Pan.

No cinema atuou em filmes como Mato sem Cachorro e Superpai, e como dublador nas animações As Aventuras de Paddington e BugiGangue no Espaço. O comediante também atuou no filme baseado no seu livro Como se Tornar o Pior Aluno da Escola, no qual também participou da sua produção e roteirização. Seu último projeto no cinema foi a criação e produção de Os Exterminadores do Além Contra a Loira do Banheiro, filme aclamado internacionalmente na crítica de horror.

Danilo Gentili Junior é filho caçula de Guiomar Pereira do Nascimento, assistente social aposentada, nascida na cidade mineira de Bueno Brandão, e de Danilo Gentili, técnico de máquina de escrever nascido em Botucatu, no interior paulista. Ulderico Gentili, avô paterno de Danilo Júnior, era italiano, um pintor de arte sacra que imigrou para o Brasil durante a Segunda Guerra Mundial, estabelecendo-se no interior de São Paulo.

Danilo Júnior cresceu em um cortiço no Parque das Nações, bairro de classe média baixa de Santo André, na Região Metropolitana de São Paulo, local em que viveu até se mudar para a capital paulista, quando já estava no meio artístico, envolvido com o gênero comédia. Na época de escola, sofreu 64 advertências, seis suspensões e uma expulsão. Aos quatorze anos se converteu ao protestantismo. Aos dezoito perdeu o pai, que teve um ataque cardíaco. Seis meses depois, Karina Gentili, sua irmã mais velha, faleceu em um acidente de carro. Em 2023, revelou ter sido diagnosticado tardiamente com transtorno do espectro autista.

Danilo Gentili formou-se em 2003, no curso de Comunicação Social - Publicidade e Propaganda da UniABC. Em 2006, passou a integrar o espetáculo de stand-up comedy, o Clube da Comédia Stand-Up, local que lhe deu a oportunidade de ingressar na comédia. Ainda em 2006, fundou o Comédia ao Vivo, local que abre espaço para comediantes. Marcio Ribeiro, Dani Calabresa, Luiz França e Fábio Rabin faziam parte do elenco. Danilo também transitou por grandes festivais e eventos como o Comédia em Pé, no Rio de Janeiro, o Risadaria e o Risorama, mostra oficial de humor do Festival de Teatro de Curitiba, o maior acontecimento público da comédia nacional.

Danilo é também cartunista e chargista. Manteve uma coluna às segundas-feiras em um dos jornais de maior tiragem do país, o Metro Jornal. Em 2008, foi premiado como o "Paulistano do Ano" pela revista Veja e foi colaborador de uma das revistas de maior circulação nacional, a Mad, publicada pela Panini Comics sob licença da DC Comics.

2008–2010: CQC, show Politicamente Incorreto e Comedians

Após algumas incursões na televisão, principalmente em entrevistas e em vinhetas da MTV, foi selecionado em 2008, para participar do programa de humor Custe o Que Custar (CQC), da Band. No teste para ingressar no programa, deixou o cantor Agnaldo Timóteo escandalizado com suas colocações despropositadas, o que lhe valeu o cargo. No programa, tornou-se rapidamente destaque graças ao quadro Repórter Inexperiente, em que se passava por um novato que só fazia perguntas confusas. O quadro, que era temporário, acabou fazendo grande sucesso e fez com que a emissora efetivasse o comediante no elenco do programa. Com o término do quadro Repórter Inexperiente, o humorista destacou-se no CQC em matérias nas ruas e principalmente na área política. A primeira vez que o programa visitou o Congresso Nacional foi com Danilo Gentili, que foi expulso por fazer perguntas diretas e sarcásticas, o que lhe rendeu o título de "terror dos políticos". Eles tentavam evitar serem ridicularizados ao se deparar com perguntas do repórter em que eram confrontados com verdades que os espectadores gostariam de lhes falar pessoalmente.

Chegou a ser expulso do Senado após questionar o senador Renan Calheiros: "Você no Conselho de Ética é o mesmo que Fernandinho Beira-Mar no ministério antidrogas?". Foi repórter no quadro Proteste Já, chegando a ser agredido por guardas em São Bernardo do Campo e por funcionárias na cidade de Analândia. Protagonizou casos antológicos, como a denúncia do esquema de desvio de doações na prefeitura de Barueri, com o caso do GPS num televisor. Em dezembro de 2009, é lançado pela editora Panda Books seu primeiro livro, Como se Tornar o Pior Aluno da Escola. No livro é ensinado, passo a passo, como uma pessoa se tornar o pior aluno em uma escola. O livro recebeu um selo de "recomendado para maiores de dezoito anos". A medida foi tomada pela Panda Books depois que pais de adolescentes que compraram o livro fizeram uma reclamação anônima ao Ministério Público, dizendo que o conteúdo da publicação poderia ser maléfico aos estudantes. A editora foi chamada para prestar esclarecimentos e acatou a recomendação de colocar o selo indicativo nos livros. Mesmo com este selo de aviso, Danilo revelou no programa Roberto Justus + que esta medida só havia deixado o livro com um atrativo a mais para os jovens, e ironizou dizendo "foi aí que a molecada quis comprar!!!".

Também em 2009, Danilo Gentili, junto com o chefe de roteiro do CQC, Alex Baldin, cria um projeto de um programa do gênero late-night talk show e o apresenta para a direção da Band. Como condição para que o seu contrato fosse renovado com a emissora, o comediante colocou como exigência a gravação do piloto do talk show no contrato. Os primeiros pilotos do novo programa foram gravados em 2010 e a Eyeworks, empresa que produz o CQC, foi contratada para fazer o mesmo com o talk show de Danilo.

Em agosto de 2010, ao lado de seu colega de comédia, Rafinha Bastos, e do produtor Ítalo Gusso, tornou-se empresário ao fundar o Comedians Comedy Club na Rua Augusta, localizada na Região Central de São Paulo. Foi um dos primeiros lugares lançados no Brasil com atrações de stand-up comedy, recebendo comediantes já consagrados e revelações do gênero, tendo como molde as tradicionais casas americanas do gênero. O clube funcionava durante todas as noites da semana, mas encerrou suas atividades devido à pandemia. No dia 1 de outubro de 2010, véspera da eleição presidencial, foi proibido de fazer piadas sobre candidatos na tevê, e o humorista transmitiu pela web o Politicamente Incorreto, primeiro solo de stand-up político do país com transmissão ao vivo e gratuita. Mais de 1,2 milhão de pessoas assistiram ao show transmitido pelo portal UOL. O show foi lançado em DVD e em audiolivro. No mesmo ano, Danilo lançou o seu segundo livro, também chamado de Politicamente Incorreto. Assim como no show Politicamente Incorreto, no livro, Danilo Gentili critica e faz piadas ácidas sobre todos os partidos, a situação política no Brasil e do descaso com a população. Partindo da premissa que o brasileiro tem memória curta, o comediante não poupa Fernando Collor, José Sarney, PC Farias, Dilma Rousseff, José Serra entre tantos outros políticos no seu livro.

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