Daniel Constantine "Dan" Marino, Jr. (Pittsburgh, 15 de setembro de 1961) é um ex-jogador de futebol americano estadunidense, agora no hall da fama do esporte, que atuava na posição de quarterback pelo Miami Dolphins na National Football League. Último quarterback selecionado na primeira rodada do Draft da NFL em 1983, Marino se tornou um dos melhores QBs na história da liga, com vários recordes em várias estatísticas na liga. Apesar de nunca ter ganho um Super Bowl, ele é reconhecido por unanimidade como um dos maiores quarterbacks na história do futebol americano, muito lembrado pelo seu quick release eficiente e por ter um braço poderoso. Marino levou os Dolphins aos playoffs 10 vezes. Em 2019, apareceu no NFL 100 All-Time Team.
Marino nasceu em Pittsburgh, Pensilvânia, sendo descendente de italianos e poloneses. Ele estudou na St. Regis Catholic Elementary School antes de ir para a Central Catholic High School em Pittsburgh, onde jogou muito beisebol e levou as honras de All-American no futebol americano. Como jogador de beisebol no colegial, Marino quebrou o recorde da escola com uma rebatida de 152,9 km. Ele chegou a ser draftado pelo Kansas City Royals em 1979 no draft para amadores, mas decidiu seguir a carreira de jogador de futebol americano na faculdade.
Marino começou sua carreira no futebol americano jogando pela Universidade de Pittsburgh de 1979 a 1982. Como calouro em 1979, liderou o Pittsburgh Panthers football em uma vitória sobre West Virginia por 24 a 17. Marino lançou para 256 jardas e também correu para 40 jardas. Dan também liderou os Panthers em uma vitória de último minuto contra o Georgia Bulldogs no Sugar Bowl de 1982 quando ele lançou um touchdown para o tight end John Brown com menos de um minuto faltando, em uma das jogadas mais espetaculares na história dos esportes em Pittsburgh. A temporada seguinte foi muito decepcionante apesar de todo o assédio da imprensa e até das conversas sobre um possível Heisman Trophy. Seu time perdeu o Cotton Bowl de 1983 por 7 a 3 para a Southern Methodist e seu "Pequeno Trem expresso" que tinha Eric Dickerson e Craig James.
Marino foi selecionado na primeira rodada do Draft da NFL de 1983 pelo Miami Dolphins, como a 27ª escolha depois de uma última temporada bem ruim em Pittsburgh, além noticias de que uma contusão no joelho prejudicava sua mobilidade. Cinco outros quarterbacks, incluindo os Hall of Famers Jim Kelly e John Elway, e os menos bem sucedidos Ken O'Brien, Tony Eason e Todd Blackledge, foram draftados antes dele.
Em 4 de janeiro de 1983, o Los Angeles Express selecionou Marino no draft da United States Football League mas ele nunca assinou um contrato com esse time.
O time de sua cidade natal, o Pittsburgh Steelers, considerou contratar Dan para substituir o veterano Terry Bradshaw como quarterback, mas os Steelers decidiram selecionar o defensive tackle Gabriel Rivera de Texas Tech, pois eles consideravam que Cliff Stoudt e Mark Malone, que já estavam no rosters, poderiam um dia substituir Bradshaw.
Então os atuais campeões da American Football Conference, o Miami Dolphins, selecionou Marino como 27ª escolha no Draft da NFL de 1983. Depois de começar a primeira temporada como reserva do QB David Woodley e de ver ação apenas duas vezes para substituir o ineficiente Woodley, Marino começou seu primeiro jogo como titular na NFL na Semana 6 contra o Buffalo Bills no Orange Bowl. Marino e Miami perderam aquele jogo por 38 a 35 na prorrogação. Ele teve um rating de 96.0- um recorde para um rookie até Ben Roethlisberger fazer 98.1. Dan acabou sendo selecionado para o Pro Bowl em seu primeiro ano e se tornou o primeiro QB rookie a começar um jogo de Pro Bowl. Contudo, a primeira temporada de Marino na NFL foi bem decepcionante, quando os Dolphins foram derrotados pelo Seattle Seahawks por 27 a 20 em um jogo cheio de turnovers de Miami. Marino parecia instável naquele jogo, talvez devido a uma contusão no joelho que ele sofreu três semanas antes de um jogo contra o Houston Oilers, uma contusão que o deixou de fora de dois jogos. Sendo que este foi a última contusão que o deixou fora de jogos de temporada regular até 1993 quando ele machucou o seu tendão de Aquiles. Marino então fez uma seqüência de 145 jogos como titular na NFL, a maior seqüência de um quarterback dos Dolphins.
No ano seguinte, Marino teve uma das melhores temporadas de um quarterback na história da NFL. Ele quebrou seis recordes diferentes na NFL passando a bola, incluindo o recorde de mais passes para touchdown numa temporada com 48 e de maior número de jardas aéreas com 5 084 naquela temporada. Marino também foi eleito como Jogador Mais Valioso da NFL. Apenas contando com seu ataque aéreo, o Miami Dolphins terminou aquela temporada com 14 vitórias e 2 derrotas, o que lhes garantiu mando de campo nos primeiros jogos de playoff. Na primeira rodada da pós-temporada, os Dolphins venceram o Seattle Seahawks por 31 a 10, e depois derrotaram o Pittsburgh Steelers na AFC Championship Game por 45 a 28. Com isso os Dolphins garantiram seu lugar no Super Bowl como favoritos.
No Super Bowl XIX, Marino e os Dolphins enfrentaram o San Francisco 49ers do grande quarterback Joe Montana em Palo Alto, Califórnia. Muitos viram esse jogo como o grande combate entre dois quarterback nativos do oeste do estado americano da Pensilvânia. A região é conhecida como o "Cradle of Quarterbacks" ("Berço de Quarterbacks"), já que excelentes QBs que fizeram sucesso na NFL são nativos desse estado. O Dolphins então, que correra com a bola 74 vezes nas últimas duas semanas, correu com a bola apenas 8 vezes neste jogo, o que colocou o peso todo no braço de Marino. Ele terminou este Super Bowl com 29 passes completados de 50 tentados, com um total de 318 jardas e apenas um touchdown, sofrendo também duas interceptações. A boa performance de Dan não foi o suficiente já que o ataque e a defesa do 49ers estavam muito bem naquele dia. A derrota de 38 a 16 marcou a última aparição de Marino em um Super Bowl até o fim de sua carreira.
Na temporada seguinte, Marino e os Dolphins fizeram uma campanha de 12 vitórias e 4 derrotas. Em 2 de dezembro de 1985, Dan completou 14 de 27 passes para 270 jardas e lançou para 3 touchdown na vitória de 38 a 24 sobre o Chicago Bears que estavam invictos até então com 12 vitórias em 12 jogos (fazendo com que o Miami Dolphins de 1972 permanecesse como único time a terminar uma temporada invicto) no Monday Night Football que teve a maior audiência da TV americana. Ele também levou os Dolphins de volta ao AFC Championship game no ano seguinte, mas perdeu em Miami para New England em um jogo mais uma vez cheio de turnovers dos Dolphins. New England interceptou Marino duas vezes e recuperaram quatro fumbles na vitória de 31 a 14 sobre os Dolphins, sendo esta sua primeira vitória no Miami Orange Bowl desde 1966.
Com Marino no comando, o Dolphins eram considerados como competidores sérios nos playoffs ao título, chegando a pós-temporada em 10 das 17 temporadas com Marino como QB titular. Em 1992 ele fez sua última participação na AFC Championship Game, perdendo para o arquirrival Jim Kelly e o Buffalo Bills por 29 a 10. Kelly e os Bills eliminaram Marino dos playoffs três vezes entre 1990 e 1995.
No ano seguinte, 1993, Miami eram favoritos para voltar para a AFC Championship Game e até mesmo para o Super Bowl. Contudo, a sorte não estava com Marino e os Dolphins em Cleveland. Depois de lançar um passe em movimento, Marino, que não foi tocado na jogada, se jogou ao chão em dor com uma contusão em seu tendão de Aquiles o que o fez ficar de fora do resto da temporada. Marino mais tarde disse: "Eu senti como se tivesse levado um tiro". Na ausência de Marino, o backup quarterback Scott Mitchell estava fazendo um bom trabalho até que sofreu uma contusão também. Como resultado, pela primeira vez numa década, Miami teve uma controvérsia com quarterbacks com a mídia e com os fãs: manter o jovem Mitchell (que se tornou um free agent depois da temporada) ou manter o veterano Marino, que havia possibilidades de ele não se recuperar de sua contusão e ser forçado a se aposentar.