DVD sigla de "Digital Versatile Disc", (em português, Disco Digital Versátil) e seu formato digital "Digital Video Disc" para arquivar ou guardar dados, som e voz, tendo uma maior capacidade de armazenamento que o CD, devido a uma tecnologia óptica superior, além de padrões melhorados de compressão de dados, sendo criado no ano de 1995.
Até meados de 2008, o VHS ainda era comum e ainda era considerado um formato de distribuição, de gravação, mesmo que já estivesse em declínio. No final de 2008, o DVD conseguiu substituir completamente o VHS como formato de distribuição. Em junho de 2011, o analista do The NPD Group, Russ Crupnick disse que "o mercado de vídeo em disco físico foi um pouco decepcionante". Em 2014, a Sony divulgou que parte do prejuízo financeiro da época foi devido a obsolescência rápida do mercado de mídia física (DVDs e Blu-rays) e o crescimento de serviços de streaming e download digital. Em 2016 os DVDs e Blu-rays deixaram de ser o meio mais lucrativo para distribuição de vídeo nos Estados Unidos e 2017 no Reino Unido.
No início de 1990, dois tipos de discos-ópticos de alta capacidade estavam em desenvolvimento: um era o MultiMedia Compact Disc (MMCD), liderado pela Philips e Sony, e o outro era o Super Density Disc (SD), patrocinado pela Toshiba, Time-Warner, Matsushita Electric (Panasonic), Hitachi, Mitsubishi, Pioneer, Thomson e JVC. O presidente da IBM, Lou Gerstner, tinha a proposta de unir os dois sistemas, evitando a repetição dos problemas da década de 1980, com os videocassetes dos formatos VHS e Betamax.
Philips e Sony abandonaram o formato MMCD e concordaram com o formato da Toshiba com duas modificações relacionadas com a tecnologia implicada. A primeira foi a geometria que permitisse a passagem das faixas (assim como no CD, podem ser feitos saltos de uma música para outra, enquanto numa fita videocassete não há como fazer isso rapidamente), que era uma tecnologia conjunta da Philips e Sony. A segunda era a adoção do sistema Philips EFMPlus. O EFMPlus foi criado por Kees A. Schouhamer Immink, que também criou o EFM: é 6% menos eficiente que o sistema SD da Toshiba, o que resultou numa capacidade de 4,7 GB ao invés dos originais 5 GB do SD. A grande vantagem do EFMPlus é sua grande resiliência e resistência a intempéries tais como arranhões e impressões digitais. O resultado foi o DVD 1.5, anunciado ao público em 1995 e terminado em setembro de 1996. Em maio de 1997, o Consórcio DVD mudou para Fórum DVD, que é aberto a todas as companhias (não somente a Philips, Sony e Toshiba).
Os primeiros DVD Players (leitores de DVD) e discos estavam disponíveis em novembro de 1996 no Japão, março de 1997 nos Estados Unidos, 1998 na Europa e 1999 na Austrália. No Brasil a tecnologia começou a ganhar força em 1998 e 2000. O primeiro filme em DVD lançado nos Estados Unidos foi o Twister em 1996. O filme foi um teste para o Surround Sound 2.1. No Brasil, o primeiro DVD de filme foi Era uma vez na América, da FlashStar, lançado em 1998. Em 1999, o preço dos DVD Players baixou para 300 dólares. A rede de supermercados Wal-Mart começou a vender DVD Players mesmo tendo pouca procura em comparação com os vídeos VHS, mas logo outras lojas seguiram o Wal-Mart e o DVD rapidamente se tornou popular nos Estados Unidos. Devido à desvalorização da moeda brasileira em relação aos dólares e à demora na decisão sobre a região a ser adotada no Brasil, bem como outros fatores, o DVD só começou a se popularizar no Brasil em 2003, mas em poucos anos substituiu o antigo formato VHS. Em 2006, o aluguel de DVD superou o de fitas VHS nas locadoras paulistanas pela primeira vez.
Como padrão, os DVDs possuem a capacidade de armazenar 4,7 GB de dados (capacidade nominal), enquanto que um CD armazena, em média, 700 MB (cerca de 14,6% da capacidade de um DVD). Os chamados DVDs dual-layer (de dupla camada) podem armazenar até 8,5 GB. Apesar desta capacidade nominal do DVD gravável, é possível gravar, aproximadamente, 4,38 GB de informações (com arquivos que se dividem em um tamanho máximo de 1 GB cada). O tamanho máximo de arquivo varia conforme o tipo de gravação: UDF, ISO normal, DVD-video etc. Por exemplo, para gravar um arquivo com cerca de 2 GB, é necessário escolher a opção UDF mode. Apresenta resolução de 500 linhas (horizontais). A qualidade de imagem e som do DVD é bem superior à das fitas de vídeo VHS.
Observando as extensões dos arquivos num sistema operacional, podemos observar:
Arquivos *.IFO (de informação) são scripts sobre "como" rodar o DVD;
Arquivos *.BUP são backups dos *.IFO;
Arquivos *.PUO são de operações proibidas ao utilizador e, geralmente, são removidos quando o DVD é ripado (nomenclatura usada quando convertemos um DVD para arquivo de computador);
Arquivos *.VOB (de objeto visual) contêm todo o filme, menu, extras, idiomas e legendas, através de uma multiplexação.
Nota: GB aqui significa gigabyte e é igual a 109 (ou 1 000 000 000 bytes). Muitos computadores irão mostrar gibibyte (GiB) igual a 230 (ou 1 073 741 824 bytes). Exemplo: um disco com capacidade de 8,5 GB irá fornecer (8,5 x 1 000 000 000) / 1 073 741 824 ≈ 7,916 GiB.
Dado a data de lançamento de um filme variar de país para país, para evitar que o público compre um filme antes que ele seja exibido no cinema do seu país e como medida de proteção desse mercado, os editores de DVD dividiram o mundo em seis zonas. Deste modo, por exemplo, um DVD editado na zona 1 não pode ser lido por um leitor de DVD da zona 2. Existe, no entanto, uma grande variedade de leitores multizona que permitem ler o DVD, independentemente da região a que pertencer. Além disso, apesar de DVDs contarem com recursos anticópia e o código de região, simples programas que podem ser adquiridos pela internet conseguem "quebrar" essas duas proteções para a criação de um novo disco ou armazenamento no computador.
São definidos basicamente pela forma em que é feita a gravação. Os DVDs duplicados industrialmente têm as informações gravadas em uma matriz cuja replicação é feita através de um sistema de prensagem gerando cópias que podem ser assistidas em qualquer tipo de reprodutor (mas não podem ser regravadas). Já os DVDs graváveis, isto é, aqueles que tem uma camada sensível especial que é gravada pelo laser de um gravador de DVD, se dividem nos tipos "Não Regraváveis" e "Regraváveis". Como o nome já diz, o primeiro tipo permite gravações até que se atinja a capacidade máxima de armazenamento do disco, ou se finalize o mesmo. Já os regraváveis possuem uma camada que pode ter as informações "apagadas" permitindo sua reutilização.
DVD-R: somente permite uma gravação e pode ser lido pela maioria de leitores de DVD;
DVD+R: somente permite uma gravação, pode ser lido pela maioria de leitores de DVD e é lido mais rapidamente para backup;
DVD+R DL (dual-layer): semelhante ao DVD+R, mas que permite a gravação em dupla camada, aumentando a sua capacidade de armazenamento.
DVD-RW: permite gravar e apagar cerca de mil vezes;