Cururupu é um município brasileiro do estado do Maranhão.
O território de Cururupu era inicialmente habitado pelos tupinambás. Os primeiros europeus a explorarem a região de Cururupu foram os franceses, que, por volta de 1614, chegaram à então aldeia Cabelo de Velha, chefiada por um cacique de mesmo nome, também apelidado de Cururu. Os franceses estavam realizando viagens de reconhecimento até Zuarupi (Gurupi), explorando a costa do Maranhão durante a expedição de La Ravardière até o ano de 1614, quando da sua expulsão pelas tropas de Jerônimo de Albuquerque.
Em 1816, foi feito o reconhecimento da região por Pedro Teixeira. Com o domínio português, foram registrados conflitos e massacres contra os povos indígenas, em especial pelas expedições comandadas por Bento Maciel Parente, no começo século XVII, que destruíram a aldeia Cabelo de Velha e mataram o cacique.
Entre 1816 e 1835, os indígenas que ainda viviam na região abandonaram a terra, em razão da impossibilidade de convivência pacífica.
Por volta do século XVI, havia grande número de fazendas de produção de farinha de mandioca e de engenhos de açúcar movidos a vapor na região, de propriedade de portugueses vindos de Guimarães. A economia da região utilizava mão-de-obra escravizada, com o tráfico sendo realizado feito diretamente da Costa do Ouro e Dahomey (Guiné) A cidade de Cururupu teria como embrião a fazenda Cururupu, pertencente ao capitão João Fernandes de Melo.
A freguesia de Cururupu foi criada por meio da Lei Provincial n.º 13, de 8 de maio de 1835. Foi elevada à vila através da Lei Provincial n.º 120, de 3 de outubro de 1841, tendo sido desmembrada do município Guimarães, sendo conhecido anteriormente como 3.º distrito municipal de Guimarães ou 3º distrito municipal de Cabelo de Velha.
Na ocasião da publicação da Lei Áurea, Cururupu (cujo território abrangia o município de Apicum-Açu) tinha 155 fazendas, tendo passado por decadência econômica com o fim da escravidão.
Em 1920, Cururupu foi elevado à cidade, com a Lei Estadual nº 893, de 9 de março de 1920.
“Cururupu” é um termo tupi que significa “o coaxar dos sapos”, através da junção dos termos kururu (“sapo”) e pu (“som que produzem os sapos”/“coaxar”).
A área do município de Cururupu era de 1.255,667 quilômetros quadrados, o que o coloca na posição 78 dentre as 217 cidades do estado do Maranhão.
O relevo do município é o do Litoral Ocidental maranhense, sendo suave e moderadamente ondulado, de baixa altitude, apresentando reentrâncias que exibem importantes manguezais e profundos estuários. suave e moderadamente ondulado, típico das Reentrâncias Maranhenses.
As antigas rias foram transformadas em braços de mar por meio do predomínio de processos de deposição sobre os de erosão, dando origem a extensas superfícies aluviais.
O clima é o tropical úmido, dividido dois períodos: chuvoso de janeiro a junho e estiagem de julho a dezembro. A temperatura média anual é superior a 27 °C, com a umidade relativa do ar anual variando de 76% e 82% e os totais pluviométricos entre 1.600 e 2000 m.
Cururupu está inserido na Microbacia das Bacias Secundárias do Litoral Ocidental Maranhense e seus principais rios são: Cururupu, Liconde, Uru, São Lourenço, Cabelo da Velha. São rios perenes e que não possuem uma grande piscosidade.
Arquipélago Norte ou de Maiaú: Lençóis, Bate-Vento (ou Maiaú), Mirinzal, Porto do Meio, Retiro, Iguará, Beiradão, Urumaru, Aracajá, Mulata, Parida, Jabaroca, Cajualzinho;
Arquipélago Centro-Norte: Guajerutiua, Valha-Me-Deus e Porto Alegre;
Arquipélago Centro-Sul: Caçacueira, São Lucas e Peru;
Arquipélago Sul ou de Mangunça: Mangunça e Taboa;