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Curiúva

Município brasileiro do estado do Paraná

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Curiúva é um município brasileiro no interior do estado do Paraná, Região Sul do país. Localiza-se nos Campos Gerais do Paraná, no Norte Pioneiro Paranaense, estando situado a cerca de 250 km a noroeste da capital estadual. Ocupa uma área de aproximadamente 580 km², sendo que 3 km² estão em área urbana, e sua população foi estimada em 13 784 habitantes em 2025.

A sede tem uma temperatura média anual de 19,1 °C e na vegetação do município predomina a Floresta Ombrófila Mista. Com 68,77% de seus habitantes vivendo na zona urbana, o município contava, em 2009, com nove estabelecimentos de saúde. O seu Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) é de 0,675, considerando como médio em relação ao estado.

O território onde se localiza o município de Curiúva começou a ser colonizado em torno de 1947. O primeiro nome de Curiúva era Caetê, sendo que seus primeiros moradores eram os caigangues. Fundado por intermédio da Lei Estadual n.º 2 de 10 de outubro de 1947 e implantado em 26 de outubro do mesmo ano, foi emancipado de São Jerônimo da Serra. Atualmente as principais atividades econômicas curiuvenses constituem a agricultura e a prestação de serviço.

Os desbravamentos que se realizaram na metade do século XIX, visando construir caminhos para o interior, na região dos rios Tibagi e Paranapanema, são os mais antigos relatos que a história registra quanto ao fluxo atual do município de Curiúva. Naquela época, a pedido do Barão de Antonina, o sertanista Joaquim Francisco Lopes entrou na floresta tropical, atravessando as Serras do Facão e Caeté. A antiga picada, que conectava os Campos Gerais com a então Colônia Militar de Jataí, se converteu em rodovia, devido às contínuas idas e vindas de inúmeras tropas na direção oposta.

Os primeiros residentes do local eram Fortunato Rodrigues Jardim e Antônio Cunha, os quais possuíam enorme superfície de terras na região. Vários dos viajantes, percorrendo o pequeno povoado que se formou, acabaram gostando do local e permanecendo, começando a formar um novo gênero de vida naquelas paradas de clima quente e solo fértil.

Não havia médicos no povoado e constantemente havia problemas com doenças, muitas delas transmitidas por animais. A cura era feita apenas por curandeirismo e benzimentos, sendo que apenas ocasionalmente o lugar era visitado por médicos que vinham a cavalo ou comerciantes de remédios. Em 1912 criou-se um distrito policial e em 1º de novembro de 1913 o local recebeu pela primeira vez a visita de um padre. Em 1922, João Antônio Desidério de Oliveira foi nomeado como carteiro oficial.

Formação administrativa e etimologia

O primeiro nome de Curiúva foi Caetê, em alusão à serra da mesma denominação, a qual no idioma guarani quer dizer “mata virgem”. Com este nome, o núcleo foi promovido à categoria de Distrito Policial em 1912, por meio do Decreto-Lei Estadual do Paraná n.º 985, pertencendo ao município de São Jerônimo da Serra. Pelo Decreto-Lei Estadual do Paraná n.º 199, de 30 de dezembro de 1943, corrigido pelo Decreto-Lei do Estado n.º 311, de 26 de fevereiro de 1945, o Distrito de Caetê começa a formar os municípios de Araiporanga (São Jerônimo) e Congonhinhas. Desde então o distrito começa a ser denominado de Curiúva.

Em 10 de outubro de 1947, por força da Lei Estadual do Paraná n.º 02, aprovada pelo então governador do Paraná, Moysés Lupion de Tróia, foi fundado o município de Curiúva, que fora definitivamente implantado em 26 do mesmo mês e ano. No mesmo dia assumiu Luíz Lemos como primeiro prefeito indicado. O primeiro prefeito eleito em 1947 foi Joaquim Carneiro, empresário, ceramista e farmacêutico. No entanto, seu mandato teve curta duração até o ano seguinte, pois, desesperado diante de problemas insolúveis na cooperativa fundada por ele, acabou dando fim à vida. Em 1951, foi fundado o Distrito de Sapopema, emancipado em 1960 de Curiúva para ser elevado à categoria de município. Em 1983, Curiúva perdera mais uma porção de seu território para a fundação do município da Figueira. Hoje em dia, Alecrim é o único Distrito Administrativo.

A palavra Curiúva procede da língua guarani e nomeia uma variedade de pinheiro, que havia abundantemente na região na época do povoamento do município, sendo que “curi” quer dizer “pinha, pinhão”, e “uwa” tem o significado de “árvore”. Ou seja, o nome da cidade pode possuir o sentido de “madeira de pinho ou pinácea”.

A área do município, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), é de 576,263 km², sendo que 3,26 km² constituem a zona urbana. Situa-se a 24°01'58" de latitude sul e 50°27'28" de longitude oeste e está a uma distância de 254 quilômetros a noroeste da capital paranaense. Limita-se com: ao norte, Sapopema, Figueira e Ibaiti; a oeste, com Ortigueira; ao sul, com Telêmaco Borba; e a leste, com Ibaiti e Ventania.

De acordo com a divisão regional vigente desde 2017, instituída pelo IBGE, o município pertence à Região Intermediária de Ponta Grossa e à Imediata de Telêmaco Borba. Até então, com a vigência das divisões em micro e mesorregiões, fazia parte da microrregião de Ibaiti, que, por sua vez, estava incluída na mesorregião do Norte Pioneiro Paranaense.

Geologicamente, os terrenos do município são de origem permo-carbonífera, permiana e paleozoico-permiana. Os solos existentes no município são argissolo vermelho-amarelo, latossolo, neossolo litólico, argissolo e cambissolo háplico, tendo predominância de textura arenosa. Na sede municipal registra-se a altitude de 776 metros. O relevo do município é bastante ondulado e quase montanhoso, com altitudes que oscilam entre 500 e 900 metros. Curiúva está localizada no Segundo Planalto Paranaense. A altitude máxima é da ordem de 977 metros na Serra do Caeté e a mínima fica em 510 metros no Rio Tibaji.

Curiúva faz parte das bacias hidrográficas dos rios Tibaji e das Cinzas. Os principais rios que banham o município não são navegáveis, sendo eles: Laranjinha, Lajeado e das Antas, excetuando o Tibaji, que nasce nos Campos Gerais.

O clima curiuvense é caracterizado, segundo o IBGE, como subtropical subquente superúmido (tipo Cfa segundo Köppen), tendo temperatura média anual de 19,1 °C, com temperaturas amenas e chuvas constantes durante todo o ano. O mês mais quente, janeiro, tem temperatura média de 22,5 °C, sendo a máxima de 27,7 °C e a mínima de 17,3 °C. E o mês mais frio, junho, de 15,1 °C, sendo 21,1 °C e 9,1 °C as médias, respectivamente. Outono e primavera são estações de transição.

A precipitação média anual é de 1 442,9 mm, sendo agosto o mês mais seco, quando ocorrem 61,4 mm. Em janeiro, o mês mais chuvoso, a média fica em 209,0 mm. Nos últimos anos, entretanto, dias quentes e secos, durante o inverno, têm sido cada vez mais frequentes, não raro ultrapassando a marca dos 30 °C, especialmente entre julho e setembro. Em 30 de agosto de 1994, por exemplo, os termômetros chegaram perto dos 36 °C, em pleno inverno. Segundo o Instituto Tecnológico SIMEPAR, a maior temperatura registrada foi observada no dia 17 de novembro de 1975, quando algumas áreas chegaram à marca de 41,1 °C. Já se registrou a mínima em 18 de julho de 1975, quando foi vista uma média térmica de −3,7 °C.

Na época do Descobrimento do Brasil, em 1500, o município era coberto por uma única formação vegetal, a floresta ombrófila mista, que é a mata dos pinhais ou das araucárias. Posteriormente, parte da mata nativa passou a ceder lugar à indústria madeireira e à exploração da peroba, do pinheiro e do carvão, que são os principais recursos vegetais e minerais encontrados no município, além de abrir espaço para a agricultura e as pastagens para a expansão da agropecuária.

O carvão-de-pedra é explorado desde 1941, pela Cia. Carbonífera do Cambuí (Figueira), e existem vestígios da existência de urânio, sendo que atualmente a presença de áreas de preservação permanente (APP) limita as que podem ou não ser exploradas, mesmo que elas se encontrem em uma propriedade particular. Organizações não governamentais (ONGs) também ajudam no combate ao desmatamento ilegal, havendo no município projetos que tratam de questões de preservação ambiental aplicando recuperação de mata nativa, adequação da propriedade rural com técnicos, agricultores e trabalhos de educação ambiental nas escolas da cidade.

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