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Cuca (treinador de futebol)

Treinador e ex-futebolista brasileiro

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Alexi Stival, mais conhecido como Cuca (Curitiba, 7 de junho de 1963), é um treinador e ex-futebolista brasileiro que atuava como meio-campista. Comanda o Santos.

Ao lado de Felipão e Abel Ferreira, é um dos três técnicos a ter conquistado a tríplice coroa clássica (principal copa continental, campeonato e copa nacional) por um mesmo clube brasileiro, feito que obteve dirigindo o Atlético Mineiro; Cuca comandou a equipe nos títulos da Libertadores de 2013, do Campeonato Brasileiro de 2021 e da Copa do Brasil de 2021.

Apesar de ter nascido no Paraná, iniciou sua carreira no futebol gaúcho em 1984, no Santa Cruz-RS. Nos três anos seguintes passou pelo Juventude, até chegar ao Grêmio em 1987.

De origem italiana, Cuca destacou-se como um jogador de gols decisivos, como o da final da Copa do Brasil de 1989, que deu o título ao Tricolor. Sua primeira passagem pelo Grêmio durou até 1990, quando deixou o clube rumo ao Valladolid. Sem sucesso no futebol espanhol, retornou ao Brasil em 1991, sendo contratado pelo Internacional.

Em 1991, atuou num amistoso da Seleção Brasileira contra a Seleção Paraguaia. Nesse único jogo que disputou pela Seleção, Cuca não marcou gols e o Brasil empatou em 1–1.

Após deixar o Grêmio pela segunda vez, em 1992, teve passagens menos marcantes por outros clubes, como Palmeiras, Santos, Portuguesa, Remo, Juventude e Chapecoense.

Dois anos depois de se aposentar dos gramados, formou-se em educação física e em ciências do esporte, para logo em seguida iniciar sua carreira de técnico à frente do Uberlândia. A notoriedade como treinador somente veio durante o Campeonato Brasileiro de 2003, quando Cuca aceitou o convite para treinar o Goiás, que havia terminado o 1º turno na última posição. O técnico comandou o Esmeraldino em uma recuperação impressionante, terminando a competição na nona colocação, classificando-se assim para a Copa Sul-Americana do ano seguinte.

Após o excelente trabalho no Goiás, a grande chance de Cuca surgiu com o interesse do São Paulo em tê-lo como treinador para a temporada seguinte. Apresentado no dia 12 de janeiro de 2004, Cuca guiou o tricolor paulista até as semifinais da Copa Libertadores da América, feito que o time não alcançava desde 1994, quando terminou vice-campeão, mas foi eliminado pelo modesto Once Caldas, da Colômbia. Desgastado com a diretoria do São Paulo, o treinador deixou o clube em agosto. Contudo, foi responsável por solicitar a contratação de jogadores como Fabão, Grafite e Danilo, que levariam o Tricolor à conquista da Libertadores e do Mundial de Clubes do ano seguinte.

O treinador seguiu sua carreira no Grêmio, de setembro a dezembro de 2004, mas não obteve sucesso. O time acabou sendo rebaixado para a Série B do Campeonato Brasileiro.

Contratado pelo Flamengo em 2005, estreou pela equipe no dia 16 de fevereiro, num empate de 1–1 contra o River-PI, válido pela Copa do Brasil. Cuca não teve uma boa passagem pelo clube carioca e foi demitido dois meses depois, no dia 16 de abril.

Chegou ao Coritiba em 5 de maio de 2005, para a disputa do Campeonato Brasileiro. Após três derrotas consecutivas, foi demitido no dia 12 de outubro.

Foi anunciado pelo São Caetano no dia 9 de novembro de 2005. No entanto, sem conseguir repetir os bons trabalhos que o haviam credenciado como um bom treinador, teve uma passagem curtíssima pelo Azulão e foi demitido no dia 12 de dezembro.

Foi neste contexto que, em 2006, Cuca iniciou seu trabalho no Botafogo, um trabalho de dois anos que o recolocou no patamar dos melhores treinadores do Brasil. Responsável pela montagem de um time que contava com Dodô, Zé Roberto, Lúcio Flávio e Jorge Henrique, Cuca resgatou o Glorioso para a disputa de títulos nacionais.

Em 2007, o Botafogo era tido como o time de futebol mais vistoso no Brasil, e não foi à toa que aquela equipe liderou o Campeonato Brasileiro da 6ª até a 18ª rodada. No final, porém, o título acabou nas mãos do São Paulo, enquanto o Botafogo acabava a competição na nona posição. Paralelamente ao declínio no Brasileiro, o Botafogo viveu o drama da eliminação na Copa Sul-Americana, quando foi derrotado nas oitavas de final para o River Plate. Vencendo a partida por 2–1 e com o adversário com dois jogadores a menos, o Botafogo acabou permitindo a virada do time argentino, o que acabou desencadeando o pedido de demissão de Cuca.

Curiosamente, três jogos depois de pedir demissão, nove dias no total, Cuca aceitou retornar ao comando do Botafogo. Mantendo o bom trabalho, o treinador conseguiu levar o Botafogo às finais do Campeonato Carioca de 2008, contra o Flamengo, repetindo a decisão do ano anterior. Porém, o Botafogo perdeu o título para o Flamengo.

A falta de títulos, apesar de seu reconhecido bom trabalho à frente do Botafogo, acabou por resultar em seu desligamento com o clube alvinegro depois da eliminação na Copa do Brasil. Daí por diante, ainda em 2008, Cuca teve fracas passagens por clubes como Santos e Fluminense.

Em 2009, Cuca acertou sua ida para o Flamengo, quando enfim conseguiu conquistar seu primeiro título expressivo na carreira, o Campeonato Carioca. Após uma queda de rendimento do time no segundo semestre, com resultados ruins no Campeonato Brasileiro, o treinador foi demitido no dia 22 de julho. No total, comandou a equipe rubro-negra em 39 partidas, com 19 vitórias, 13 empates e sete derrotas.

Em 1 de setembro de 2009, Cuca foi anunciado novamente como novo treinador do Fluminense. Quando chegou ao clube, o Flu era dado como rebaixado para Série B, com matemáticos apontando 98% de chance de rebaixamento. Foi nesse contexto que Cuca liderou o clube, que nesse ano tornou-se conhecido como time de guerreiros, e depois de ter trocado de técnico quatro vezes no mesmo ano, conseguiu a façanha: a fuga do rebaixamento em 2009. No mesmo ano, Cuca ainda conseguiu o vice-campeonato da Copa Sul-Americana.

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