Neste Dia

Cristina Branco

Cantora portuguesa

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Cristina Branco é uma cantora portuguesa nascida em Almeirim (Ribatejo), a 28 de dezembro de 1972. A música tradicional portuguesa e o fado são as suas principais raízes estéticas.

Com 19 álbuns editados, quase 30 anos de carreira e inúmeros concertos em todo o mundo, Cristina Branco é uma verdadeira embaixadora da cultura portuguesa. A música tradicional é a sua principal raiz estética mas a influência do jazz, da literatura e dos músicos com quem partilha o palco, imprimem à sua arte um cariz universal e um encanto sublime.

A sua obra é um enorme contributo para a divulgação e defesa da música, da língua e dos autores portugueses. No seus discos, Cristina dá voz a diferentes gerações de autores como António Lobo Antunes, Maria do Rosário Pedreira, José Afonso, Manuela de Freitas, José Mário Branco, Sérgio Godinho, Pedro da Silva Martins, Mário Laginha, Teresinha Landeiro, Jorge Cruz, Francisca Cortesão, entre muitos outros.

Inicia o seu percurso artístico na Holanda com "Cristina Branco in Holland" (1997), álbum que acaba por transformar-se num verdadeiro sucesso naquele país. Nos anos seguintes, o seu nome ressoa por toda a Europa, com datas esgotadas em inúmeras cidades. Os seus trabalhos seguintes, "Murmúrios" (1998) e "Post-Scriptum" (2000) reforçam este bom momento e Cristina é galardoada com dois Prix Choc pela revista Le Monde de La Musique.

Seguem-se "Abril" (2007), um álbum com versões de canções de José Afonso, "Kronos" (2009) e "Fado Tango" (2011), o icónico décimo álbum de estúdio, que apresenta colaborações com vários autores portugueses de renome e que prenuncia o renascimento artístico de Cristina, que chegaria alguns anos mais tarde com "Menina".

Considerado o Melhor Disco do Ano pela Sociedade Portuguesa de Autores (SPA), "Menina" (2016) é o primeiro capítulo de uma trilogia que inclui "Branco" (2018) e "Eva" (2020). Nestas obras, Cristina Branco reúne colaborações invulgares, que cruzam estilos e géneros, resultando em interpretações únicas e inovadoras do fado.

Em 2022 – ao celebrar o seu 25º aniversário de carreira – Cristina Branco contou com mais de 40 concertos por toda a Europa e lançou "Amoras numa Tarde de Outono", álbum em colaboração com o pianista João Paulo Esteves da Silva.

“Mãe” (2023) é uma criação musical única, na qual Cristina Branco empresta a sua voz singular e expressiva a uma variedade de autores, como tem sido sua tradição artística. Em disco e ao vivo “Mãe” oferece ao público um repertório original que nos transporta numa envolvente viagem de redescoberta do fado, explorando as suas profundezas emocionais e as suas nuances. “Senhora do Mar Redondo”, o single de apresentação, é prova disso mesmo.

Em 2024, dá-se o regresso de “Abril” aos palcos nacionais, num espetáculo envolvente com arranjos e direção musical do pianista Ricardo Dias. Póvoa de Varzim, Vila Real, Covilhã, Grândola, Loulé (Festival MED) e Lisboa (São Luiz Teatro Municipal) foram alguns dos palcos que, no âmbito das celebrações dos 50 anos da Revolução dos Cravos, já tiveram o privilégio de acolher esta homenagem ao reportório do cantautor da Liberdade. Em 2025, o espetáculo foi enriquecido com novas versões e arranjos, mantendo a sua essência, mas oferecendo uma experiência renovada graças ao novo álbum “Mulheres de Abril”, do qual fazem parte temas como “Teresa Torga”, “Canção da Paciência”, “De Não Saber O Que Me Espera” e “Endechas de Bárbara Escrava”. A digressão “Mulheres de Abril – Cristina Branco canta José Afonso” terá continuidade ao longo de 2026, depois das apresentações apoteóticas no Auditório Municipal Carlos do Carmo (Lagoa) e na Casa da Música (Porto).

O álbum “Mulheres de Abril”, editado em 2025, é a mais recente e vibrante expressão do tributo de Cristina Branco a José Afonso, iluminando as mulheres que José Afonso cantou, as suas narrativas íntimas e a visão progressista que o compositor revelou sobre o papel feminino numa sociedade em transformação.

“Mulheres de Abril” venceu o Prémio José Afonso 2026.

É autora da “Canção do Querer”, finalista da 60.ª edição do Festival RTP da Canção, na voz de João Ribeiro.

1998 - “Murmúrios”: Prix Choc pela revista Le Monde de La Musique

2000 - “Post-Scriptum”: Prix Choc pela revista Le Monde de La Musique

2006 - Prémio Internacional pelos Prémios Amália Rodrigues

2016 - “Menina”: Melhor Disco do Ano pela Sociedade Portuguesa de Autores (SPA)

2025 - 'Mãe': nomeação para Melhor Álbum Fado nos PLAY: Prémios da Música Portuguesa

2026 - “Mulheres de Abril”: Prémio José Afonso pelo Município da Amadora

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