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Cristóvão I de Baden

Cristóvão I de Baden (em alemão: Christoph I. von Baden; Baden-Baden, 13 de Novembro de 1453 – Baden-Baden, 19 de abril

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Cristóvão I de Baden (em alemão: Christoph I. von Baden; Baden-Baden, 13 de Novembro de 1453 – Baden-Baden, 19 de abril de 1527) foi um nobre alemão, pertencente à Casa de Zähringen, e que foi Margrave de Baden.

Cristóvão era o filho mais velho de Carlos I, Margrave de Baden, e de Catarina da Áustria, uma irmã do imperador Frederico III.

Reconquistou os territórios que o seu pai perdera para o Palatinado e seus aliados. Cristóvão manobrou para manter estes territórios unidos sob o seu filho e sucessor Filipe I, mas muitos dos seus esforços foram frustrados por Luís XII de França. Em 1479, a sede do Margraviato de Baden foi transferida do Castelo de Hohenbaden para o Neues Schloss, em Baden-Baden que ele mandara construir.

Em 1489 Cristóvão tornou-se membro da Liga da Suábia. Isto fazia parte dos seus esforços para uma coexistência pacífica com os estados vizinhos, em particular com o Ducado de Vurtemberga e com as cidades de Weil, a leste, e Estrasburgo, a oeste. Cristóvão aproveitou o período de pacificação no sudoeste alemão, para implementar o desenvolvimento interno dos seus domínios.

A lei de de produção vinícola do Margrave Cristóvão, de 1495, foi um importante passo para melhorar a qualidade dos vinhos produzidos em Baden. A consorte de Cristóvão, Otília, pertencia a uma conhecida família de produtores vinícolas em Kraichgau, os Condes de Katzenelnbogen.

As diferentes linhas da Casa de Baden mantinham contactos para a reunificação de todo o património familiar, e Cristovão deu continuidade às negociações com Filipe de Hachberg-Sausenberg, da antiga linha de Baden-Hashberg. Finalmente, a 31 de Agosto de 1490, foi estabelecido um tratado de herança recíproca, conhecido como "Acordo de Rötteln". O objetivo era o casamento do filho de Cristóvão I, Filipe I, com a herdeira de Filipe de Hachberg-Sausenberg, Joana de Hochberg, casamento que não se veio a realizar dadas as pressões políticas do rei de França..

Contudo, em 1503, Cristóvão acabou por conseguir unir todos os territórios de Baden quando Filipe de Hachberg-Sausenberg, morreu sem herdeiro masculino, o que permitiu a reunificação de todo o Baden.

Cristóvão pretendia evitar que, quando morresse, os seus estados fossem novamente repartidos entre os filhos varões, um hábito na Alemanha medieval e renascentista. Ele achava que o seu filho Filipe, embora não sendo o mais velho, era o mais apto devendo, por isso, suceder-lhe. Mas a forte oposição dos seus outros dois varões, Bernardo e Ernesto, inviabilizaram a ideia. Assim, em 1515, antes da sua morte, Cristóvão entregou o Margraviato aos seus três filhos, que o governaram conjuntamente até à morte do pai.

Filipe morreu sem geração e o seu domínio passou para os seus irmãos Bernardo e Ernesto que formalizaram a divisão do país. Assim:

Bernardo fundou a linha Bernardina, católica, que reinou em Baden-Baden e se extinguiu em 1771; e

Ernesto fundou a linha Ernestina, luterana, que reinou em Baden-Durlach e perdurou até hoje.

Cristóvão casou a 30 de janeiro de 1469 com Otília de Katzenelnbogen (ca. 1451 – 15 de agosto de 1517), uma neta de Filipe I, Conde de Katzenelnbogen. Desse casamento nasceram quinze filhos:

Otília (Ottilie) (1470-1490), Abadessa em Pforzheim;

Jaime (Jakob) (1471-1511), Arcebispo-Eleitor de Tréveris;

Maria (Maria) (1473-1519), Abadessa em Lichtenthal;

Bernardo III (Bernhard) (1474-1536), Margrave de Baden-Baden;

Carlos (Karl) (1476-1510), cónego em Estrasburgo e Tréveris;

Cristóvão (Christoph) (1477-1508), cónego em Estrasburgo e Tréveris;

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