Cristóvão Borges dos Santos (Salvador, 9 de junho de 1959) é um treinador e ex-futebolista brasileiro que atuava como volante. Atualmente comanda o Tombense.
Formado nas categorias de base do Bahia, Cristóvão Borges também jogou por outras grandes equipes como Fluminense, Corinthians, Grêmio e Atlético Paranaense, onde foi campeão paranaense em 1983 e 1985, entre outros. O volante foi campeão da Copa América de 1989 pela Seleção Brasileira. Passou pelo Corinthians entre 1986 e 1987, deixando o clube paulista após 58 jogos e 13 gols, tendo sido importante na partida de ida da semifinal do Paulistão de 1986, quando, saindo do banco de reservas, fez o gol da vitória alvinegra sobre o rival Palmeiras.
Como jogador do Fluminense, estreou balançando as redes no dia 6 de outubro de 1979. Cristóvão deixou o clube em 1983, após um título do Campeonato Carioca. No total, atuou em 101 jogos (sendo 53 como titular) e marcou 26 gols.
Em 1998, teve sua primeira experiência como auxiliar técnico, quando, ao lado de Alfredo Sampaio foi trabalhar no Campeonato Carioca, pelo Bangu. Em 2004, atuou ao lado do ex-jogador e técnico da Seleção Brasileira, Ricardo Gomes, como auxiliar técnico na Seleção pré-olímpica. Alguns anos depois, após passagens por Guarani, Coritiba e Juventude, Cristóvão voltaria a trabalhar com Ricardo Gomes, dessa vez no Fluminense, em 2004.
Cristóvão Borges chegou ao Vasco da Gama em fevereiro de 2011, onde, inicialmente, foi novamente auxiliar de Ricardo Gomes até o dia 28 de agosto. Neste dia, durante um clássico contra o Flamengo, Gomes sofreu um grave AVC hemorrágico, que o afastou do esporte por quase quatro anos. Cristóvão, então, assumiu o comando técnico do clube e acabou levando a equipe ao segundo lugar do Campeonato Brasileiro e às semifinais da Copa Sul-Americana.
Em 2012, Cristóvão Borges foi efetivado como treinador vascaíno, mas deixou o cargo em setembro, após uma sequência de maus resultados. Mesmo assim, sua equipe quebrou um recorde ao se manter entre os quatro primeiros colocados por 48 rodadas consecutivas.
Anunciado pelo Bahia em maio de 2013, Cristóvão comandou a equipe até dezembro daquele ano.
Em 2 abril de 2014, substituiu Renato Gaúcho como treinador do Fluminense.
Durante aquela temporada, a equipe foi eliminada pelo Goiás na segunda fase da Copa Sul-Americana, e de forma surpreendente pelo América de Natal na terceira fase da Copa do Brasil — o Tricolor foi goleado por 5–2 no Maracanã. Já no Campeonato Brasileiro, o Fluminense terminou na 6ª posição. Em dezembro, Cristóvão teve seu contrato renovado até o fim de 2015.
O Tricolor iniciou a temporada 2015 sem a parceria com a Unimed, além de passar por uma reestruturação no elenco. Após um empate de 1–1 contra o Tigres do Brasil, pela 11ª rodada do Campeonato Carioca, que manteve a equipe fora da zona de classificação para semifinais do certame, o treinador foi demitido.
Cristóvão foi oficializado como novo técnico do Flamengo no dia 27 de maio de 2015, chegando após a demissão de Vanderlei Luxemburgo e assinando contrato até o final do ano.
Após uma derrota diante do Vasco por 1–0, válida pela oitavas de final da Copa do Brasil, o treinador pediu demissão do time rubro-negro. Ao todo, Cristóvão Borges comandou o Flamengo em 18 jogos, com oito vitórias, um empate e nove derrotas — 19 gols a favor e 23 contra.
No dia 4 de outubro de 2015, foi anunciado como novo treinador do Atlético Paranaense. Após maus resultados, Cristóvão Borges foi demitido da equipe no dia 4 de março de 2016.
Em 19 de junho de 2016, foi anunciado como novo treinador do Corinthians, chegando para substituir o técnico Tite, que havia assumido a Seleção Brasileira. Estreou pelo Timão no dia 22 de junho, em uma derrota por 2–1 para o Atlético Mineiro, no Mineirão, pelo Campeonato Brasileiro.
Cristóvão deixou o cargo no dia 17 de setembro, após uma derrota por 2–0 para o rival Palmeiras na Arena Corinthians, válida pela 26ª rodada do Brasileirão.
Em 29 de novembro de 2016, acertou sua volta para comandar o Vasco da Gama na temporada 2017.
O técnico foi demitido em 17 de março de 2017, após a eliminação do clube carioca na Copa do Brasil para o Vitória.
Após quase três anos afastado das atividades como treinador, foi contratado em 19 de janeiro de 2020 para comandar o Atlético Goianiense. Apesar dos bons resultados e dos 66% de aproveitamento, foi demitido no mês seguinte em razão de "a metodologia de trabalho não ir de encontro com a filosofia do clube".