Criciúma é um município brasileiro situado no estado de Santa Catarina, Região Sul do país, na mesorregião do Sul Catarinense, microrregião de Criciúma. Segundo as estatísticas do IBGE de 2025, conta com 227 438 habitantes, sendo a principal cidade da Região Metropolitana Carbonífera, que possui cerca de 700 mil habitantes, além de ser a cidade mais populosa do Sul Catarinense e a oitava maior população do estado de Santa Catarina. Pelo Sistema Único de Saúde, o SUS, Criciúma abriga mais de 252 mil cadastrados. Está entre os 100 municípios do Brasil com o melhor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), calculado como de 0.788 em 2010, sendo o 76º município mais bem avaliado do país e o 14° mais bem avaliado de Santa Catarina naquele ano.
A cidade é polo industrial em diversos setores, entre eles: confecção, embalagens, cerâmico, plástico e descartáveis, metalmecânico, extração do carvão mineral, construção civil e material gráfico.
Com a sede em Criciúma, a Rede Angeloni é a maior rede de supermercados de Santa Catarina e a 14ª maior do país, segundo ranking da ABRAS possui 30 lojas espalhadas por Santa Catarina e Paraná, o maior hipermercado da rede está localizado em Florianópolis. Além de possuir três shopping centers, no setor de serviços - saúde e educação - destaca-se com três hospitais, duas unidades de atendimento 24 horas, a Universidade do Extremo Sul Catarinense, Instituto Federal de Santa Catarina e outras sete faculdades.
Conhecida por ser a capital brasileira do carvão e do revestimento cerâmico, no seu subsolo abriga uma das maiores reservas minerais do país. A Mina de Visitação Octávio Fontana permite uma visão da evolução histórica da riqueza extrativa da cidade. Colonizada por italianos, a cidade recebeu também poloneses, alemães, portugueses e árabes em diversas fases do seu desenvolvimento.
Entre tantas festas populares que acontecem no Sul, uma delas é em Criciúma. Realizada há mais de 23 anos, a Festa das Etnias, que nas primeiras edições recebeu o nome de Quermesse por ser realizada na Praça Nereu Ramos, ao lado da Catedral São José, reúne todas as tradições étnicas da região e tem como principais objetivos promover as manifestações culturais e integrar os colonizadores de Criciúma, repassando assim sua história cultural.
O município recebeu esta denominação por existir muito capim Cresciuma na região onde a cidade está assentada. Criciuma é o nome dado a um grande número de gramíneas dos gêneros Arundinaria e Chusquea, que pode ser encontrado na praça Nereu Ramos (centro da cidade). O nome da planta, por sua vez, vem da língua geral, um desenvolvimento do tupi antigo. A Criciuma asymmetrica é aparentada com a Chusquea ramosissima, um bambu de pequeno porte.
Domingos de Brito Peixoto, bandeirante paulista, era o fundador da povoação de Santo Antônio dos Anjos da Laguna, em 1676. A cidade atualmente denominada Laguna era a "guarda de avanço" portuguesa na parte mais meridional do imenso Brasil Colônia. Dentre os demais objetivos, o mais importante era a vigilância dos movimentos hispânicos na Colônia de Sacramento e como que um suporte para povoar o Rio Grande do Sul, também sob disputa da Espanha.
Como o movimento de Laguna em direção ao Sul se intensificava, há provas de que, já nos primeiros tempos do século XVIII, o território criciumense tenha sido atravessado, seguidas vezes, pela civilização humana. Mas, por muito tempo, o homem não indígena não se estabeleceu em suas terras.
Criciúma somente foi colonizada em 6 de janeiro de 1880 por imigrantes que vieram do norte da Itália, majoritariamente da Lombardia, mas também de Trentino e Vêneto. A despeito das dificuldades iniciais, a colônia progrediu rapidamente.
Em 1890, chegam na região imigrantes alemães e polacos (poloneses), que junto aos italianos, e também aos descendentes de portugueses oriundos da região de Laguna, contribuem de forma decisiva no desenvolvimento do município.
Expansão econômica, formação administrativa e história recente
Em 1892, eleva-se à categoria de distrito de Araranguá. Em 1914, em coincidência com a Primeira Guerra Mundial, e, em parte por causa desta, mais um fator contribuiu para o seu desenvolvimento: a exploração do carvão de pedra, de tamanha importância na atualidade, fato que deu ao município o apelido de Capital Brasileira do Carvão.
Também as obras de implantação da Estrada de Ferro Donna Thereza Christina, nos últimos anos do século XIX, contribuíram grandemente para o seu progresso. Criou-se o município por meio da Lei nº 1516, de 4 de novembro de 1925, com território que se desmembrou de Araranguá, sendo instalado em 1 de janeiro do ano seguinte.
A partir de 1947, a indústria cerâmica passa a desenvolver-se no município, assumindo papel de fundamental importância no contexto econômico da região, elevando Criciúma a um dos grandes polos produtores mundiais, sendo a cerâmica criciumense reconhecida pela sua qualidade.
Suas principais atividades econômicas, além da exploração de carvão, são a indústria, a agricultura e a pecuária. Por esse motivo, Criciúma é um dos municípios com maior produto interno bruto, PIB per capita e índice de desenvolvimento humano de Santa Catarina.
Sua área é de 235,6 km², pertencente à Mesorregião do Sul Catarinense. Tem um dos clubes de maior modernização de Santa Catarina: o Criciúma Clube, fundado em 5 de agosto de 1960, e visitado obrigatoriamente por pessoas de outros lugares.
Em 7 de dezembro de 2000, resgatando suas origens, Criciúma tornou-se cidade-irmã de Vittorio Veneto, cidade italiana berço de muitos imigrantes que contribuíram para a fundação do município.[carece de fontes?]
Localiza-se a uma latitude 28º40'39" Sul e a uma longitude 49º22'11" Oeste, estando a uma altitude média de 46 metros.