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Coutinho (futebolista)

Futebolista brasileiro

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Antônio Wilson Vieira Honório, mais conhecido como Coutinho (Piracicaba, 11 de junho de 1943 — Santos, 11 de março de 2019), foi um técnico e futebolista brasileiro que atuou como atacante.

Ao lado de Pelé, Pepe e Dorval, montou o quarteto ofensivo mais artilheiro da história do Santos. É o terceiro maior artilheiro da história do clube, com 368 gols em 457 jogos.

Foi considerado o melhor parceiro que o Rei já teve. Muito habilidoso, fazia grandes jogadas com Pelé. As famosas "tabelinhas", fosse com a bola nos pés ou até mesmo usando a cabeça.

Em sua cidade natal, era chamado de Cotinho, dado pelo avô, e o apelido virou Coutinho quando começou a jogar no Santos.

Considerado um dos maiores centroavantes da história do futebol brasileiro, Coutinho tinha como principais virtudes a frieza e a tranquilidade nas finalizações. Ele tinha duas grandes características: driblava os adversários em poucos espaços e finalizava um lance com uma perfeição raramente vista. Dessa forma, recebeu o apelido de "gênio da pequena área", superando outros centroavantes que também se destacaram no clube, como Toninho Guerreiro e Feitiço. O próprio Pelé declara que "Coutinho, dentro da área, era melhor que eu. Sua frieza era algo sobrenatural".

Foi descoberto pelo Santos em preliminar de um jogo que o time faria contra o XV de Piracicaba. Jogando pelo Palmeirinha de Piracicaba, onde atuava desde os 10 anos, contra o XV de Piracicaba, o garoto franzino e pequeno fez o gol da vitória do time e, nos vestiários, o mesmo que o Santos usava, recebeu o convite santista, pelo técnico Lula. O detalhe é que Coutinho participou da partida por acaso, antes do início do jogo o técnico do Palmeirinha percebeu que faltava um jogador no seu time e "Cotinho" recebeu o uniforme para jogar, segundo seu relato, como quarto-zagueiro.

Chegou ao Santos em 1958, depois de fugir de casa. Estreou pelo time profissional com apenas 14 anos e 11 meses de idade como opção para o outro grande gênio que sofria com as lesões, Pagão. Sua estreia foi em 17 de maio de 1958, em um amistoso em Goiânia, contra o Sírio Libanês Futebol Clube. Coincidentemente, o placar foi o mesmo da estreia de seu lendário parceiro Pelé, que acontecera quase dois anos antes: vitória de 7–1 para o Santos. E, assim como o camisa 10, Coutinho também marcou um dos gols do Peixe em sua primeira partida pelo elenco adulto do clube.

Sua estreia em partidas oficiais, no entanto, foi na decisão do Torneio Rio-São Paulo de 1958, contra o Vasco da Gama, no Pacaembu. O Santos venceu, por 3–0, com dois gols seus.

No ano seguinte, passou a ter destaque no time principal, revezando-se com Pagão na posição de centroavante.

Em um jogo no Estádio Olímpico, jornalistas e pessoas que estavam no estádio relatam ter visto uma das maiores tabelas já realizadas na história do futebol. Pelé recebeu uma bola no meio-de-campo, na cabeça. De primeira, passou para Coutinho que, de cabeça, devolveu para Pelé. E assim foram, até a pequena área adversária, somente com toques de cabeça. No lance final, tendo apenas o goleiro à sua frente, Coutinho poderia ter concluído a gol, mas viu Lima chegar de trás e só ajeitou, mais uma vez de cabeça, para ele concluir. Gol do Santos. E a torcida do Grêmio aplaudiu em pé uma jogada histórica entre dois gênios da bola.

Em meados da década de 1960 e com apenas 25 anos, Coutinho já sofria com sérios problemas no joelho e com sérios problemas para manter o peso ideal para jogar. Aceitou a operação para retirada dos meniscos somente em 1964, quando o problema já tinha se agravado e uma artrose endureceu as articulações.

Coutinho, além de lembrar Pelé no jeito de jogar, também tinha características físicas muito parecidas com o Rei do Futebol. Por isso, surgiu uma lenda de que o jogador passou a usar uma fita branca em um dos braços. Dizia a lenda: "Quando eu fazia uma jogada linda, falavam que era o Pelé, quando eu errava um passe ou chute, era o Coutinho". Em 2007, em uma entrevista no programa de TV "Juca Entrevista" (ESPN), com o jornalista Juca Kfouri, ele revelou o porquê de usar o adereço: "Eu tive uma pequena lesão no pulso e passei a usar por algum tempo uma faixa de esparadrapo. Mas logo que as dores terminaram eu a tirei".

Coutinho detém uma marca de respeito contra um dos principais rivais do Santos, o Corinthians. Em 12 anos de clássicos que disputou, nunca perdeu um jogo sequer. No ano que o tabu foi quebrado, em 1968, Coutinho já não atuava mais pelo Santos.

Após sua primeira passagem, de volta, despediu-se de vez do clube em 21 de novembro de 1970, no Parque Antártica, no empate por 0–0 com o América-RJ pela Torneio Roberto Gomes Pedrosa.

De 1958 a 1970, vestiu a camisa do Santos, conquistando 19 títulos e marcando 387 gols, em 455 partidas.

Mas acabou encerrando a carreira precocemente, devido a sua tendência para engordar.

Longe da Vila Belmiro teve passagem por empréstimo pela Portuguesa e Vitória.

Passou ainda por Atlas (México), Bangu e terminou a carreira precocemente aos 30 anos, jogando pelo extinto Saad, de São Caetano do Sul.

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