Corumbiara é um município brasileiro do estado de Rondônia. Localiza-se a uma latitude 12°59'55" sul e a uma longitude 60°56'37" oeste, estando a uma altitude de 340 metros. Sua população estimada em 2019 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) foi de 7 391 habitantes.
Originou do NUAR Nova Esperança, integrante do Projeto de Colonização Paulo de Assis Ribeiro / INCRA. Tornando-se destacado núcleo agropecuário, com expressivo desenvolvimento sócio-econômico, foi elevado a município pela Lei Estadual nº 377, de 13 de fevereiro de 1992, com a denominação de Corumbiara em homenagem a esse importante rio afluente da margem direita do rio Guaporé, sendo desmembrado da área territorial dos municípios de Colorado do Oeste e Vilhena.
Na lei de criação do município ficou definido os limites: partindo da foz do rio Tanaru, no rio Pimenta Bueno, pelo qual sobe até seu primeiro afluente da margem esquerda, logo após a foz do rio Cachoeira Perdida; por este afluente da margem esquerda até suas nascentes na serra dos Parecis; daí segue o divisor de águas Escondido/Corumbiara até o divisor de águas Guaporé/Corumbiara; por este divisor segue até o encontro do meridiano 61º00’00” com o rio Corumbiara; daí desce o rio Corumbiara até o rio Verde; sobe este rio até suas nascentes na Chapada dos Parecis; segue a dita Chapada até as nascentes do rio Tanaru; desce por este até o rio Pimenta Bueno, ponto de partida.
A riqueza natural de Corumbiara atraiu a atenção de pesquisadores da Unir – Universidade Federal de Rondônia, que se propuseram a estudar e levantar a situação sócio-ambiental da área. Resultados preliminares indicam que a má utilização dos recursos naturais pode levar a região a um colapso ambiental. Principalmente no que tange à parte de recursos hídricos.
A pesquisa conta com a atuação de pesquisadores ligados a vários centros de pesquisa, entre eles dois laboratórios da Unir: o Labogeopa (Laboratório de Geografia e Planejamento Ambiental), ligado ao Departamento de Geografia, e o GSM – CDR (Grupo de Simulação e Modelagem – Centro de Desenvolvimento Regional), ligado ao Departamento de Informática. Nas regiões em torno de cada uma das cidades está praticamente tudo desmatado”, disse o professor doutor Sérgio Luis de Medeiros, economista ligado ao Departamento de Informática da Unir.
“Em termos hídricos a situação é caótica e demanda ações emergenciais para fomentar a recuperação das áreas degradadas ao longo dos rios e, principalmente, nos entornos das nascentes”, emenda a professora mestre Eleonice de Fátima Dal Magro, do campus da Unir em Cacoal e cujos estudos hídricos na região da bacia do rio Corumbiara deverão lhe render o título de doutorado. “Trata-se de uma região com enorme potencial hídrico e que exerce grande influência no rio Guaporé. Se ficar como está, as perspectivas são péssimas já no médio prazo. Quanto mais o tempo passa, mais remotas ficam as chances de reversão do quadro”.
As informações populacionais foram baseadas nos censos demográficos realizados pelo IBGE nos anos de 1970, 1980, 1991 e 2000. Além disso, também é possível encontrar as estimativas dos anos de 2001, 2002 e 2003, somente para os municípios. A metodologia utilizada pelo IBGE em relação à população residente total, por sexo e situação de domicílio é referente aos moradores habituais em cada residência. O recenseamento dos moradores habituais do domicílio que estavam ausentes na data de referência é apresentado respeitando a presença inferior a 12 meses na residência em relação à data em que foi feito o recenseamento.
Já o cálculo para a estimativa populacional respeita uma série de equações estatística desenvolvidas pelo IBGE na década de 1990 dispostas abaixo.
Metodologia adotada nas estimativas populacionais municipais:
O modelo adotado para estimar os contingentes populacionais dos municípios brasileiros emprega metodologia desenvolvida pelos demógrafos Madeira e Simões, onde se observa a tendência de crescimento populacional do município, entre 2 Censos Demográficos consecutivos, em relação à mesma tendência de uma área geográfica hierarquicamente superior (área maior).
O método requer a existência de uma projeção populacional, que leve em consideração a evolução das componentes demográficas (fecundidade, mortalidade e migração), para uma área maior que o município, quer dizer, para a Unidade da Federação, Grande Região ou País. Desta forma, o modelo matemático desenvolvido estaria atrelado à dinâmica demográfica da área maior.
Em síntese, o que a metodologia preconiza é que:
Se a tendência de crescimento populacional do município entre os Censos for positiva, a estimativa populacional será maior que a verificada no último levantamento censitário; caso contrário, a estimativa apontará valor inferior ao último Censo, segundo o IBGE.
A população total do município era de 8.802 de habitantes, de acordo com o censo demográfico do IBGE (2010).
Sua área é de 3.060,32 km² representando 1.2881% do Estado, 0.0794% da região e 0.036% de todo o território brasileiro.
Seu IDH é de 0.668 segundo o Atlas de Desenvolvimento Humano/PNUD (2000).
O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) divulga todos os anos o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). A elaboração do IDH tem como objetivo oferecer um contraponto a outro indicador, o Produto Interno Bruto (PIB), e parte do pressuposto que para dimensionar o avanço não se deve considerar apenas a dimensão econômica, mas também outras características sociais, culturais e políticas que influenciam a qualidade da vida humana.
No IDH estão equacionados três sub-índices direcionados às análises educacionais, renda e de longevidade de uma população. O resultado das análises educacionais é medida por uma combinação da taxa de alfabetização de adultos e a taxa combinada nos três níveis de ensino (fundamental, médio e superior). Já o resultado do sub-índice renda é medido pelo poder de compra da população, baseado pelo PIB per capita ajustado ao custo de vida local para torna-lo comparável entre países e regiões, através da metodologia conhecida como paridade do poder de compra (PPC). E por último, o sub-índice longevidade tenta refletir as contribuições da saúde da população medida pela esperança de vida ao nascer.