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Conrado II do Sacro Império Romano-Germânico

Conrado II (Speyer, 990 – Utrecht, 4 de junho de 1039), também conhecido como Conrado, o Velho ou Conrado, o Sálico, foi

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Conrado II (Speyer, 990 – Utrecht, 4 de junho de 1039), também conhecido como Conrado, o Velho ou Conrado, o Sálico, foi o Imperador Romano-Germânico de 1027 até sua morte em 1039. Fundador da dinastia Saliana de imperadores foi também Rei da Borgonha desde 1033, Rei da Itália desde 1026 e Rei da Germânia desde 1024. Era filho de Henrique, Conde de Speyer, e sua esposa Adelaide da Alsácia.

Seu pai era um nobre germânico mediano, com Conrado tendo herdado os títulos de Conde de Speyer e Worms ainda criança depois da morte de Henrique. Ele conseguiu estender seu poder para além de suas terras, recebendo o favor de príncipes do Reino da Germânia. A saxônica dinastia otoniana terminou quando o imperador Henrique II do Sacro Império Romano-Germânico morreu sem deixar filhos, com Conrado sendo eleito para sucedê-lo em 1024. Ele acabou fundando sua própria dinastia, conhecida como Saliana, que reinou o Sacro Império Romano-Germânico por mais de um século.

Conrado continuou as políticas e realizações de Henrique II em relação à Igreja Católica e os assuntos italianos. Ele continuou a colocar a igreja como um centro do poder imperial, preferindo nomear bispos sobre senhores seculares em cargos importantes pelo império, assim como foi seu primo Bruno de Würzburg, um chanceler imperial da Itália de 1027 até 1034, e de 1034 até sua morte, príncipe-bispo de Würzburg. Como seu predecessor, Conrado continuou a política de negligenciamento benigno sobre o Reino Itálico, especialmente para a cidade de Roma. Seu reinado marcou um ponto alto do domínio imperial medieval e um período de relativa paz. Após a morte do rei Rodolfo III da Borgonha em 1032, Conrado reivindicou domínio sobre o Reino de Arles e o incorporou ao império. Os três reinos (Germânia, Itália e Borgonha) formam a base do Império como "Tríade Real" (Regna tria).

A dinastia Saliana teve origem no Conde Werner V de Worms, um nobre Franco do ducado germano da Francónia, a leste do rio Reno. O seu filho, Conrado, o Vermelho, sucedeu-lhe como Conde em 941 e o Rei Otão I da Germânia (futuro Imperador do Sacro Império Romano-Germânico) nomeou-o Duque da Lorena em 944. Subsequentemente, casou-se com Lutgarda, uma filha de Otão, em 947 tornando-se um dos aliados mais próximos do rei. A relação tornou-se tensa, contudo, quando Otão recusou honrar o tratado de paz que Conrado, como representante de Otão, havia conduzido com Berengário II de Itália. Conrado também se ressentiu da crescente influência do irmão de Otão, Henrique I da Baviera, a quem ele viu como ameaça a seu próprio poder. Em 953, Conrado juntou-se ao filho do rei, Liudulfo, numa rebelião contra Otão, esta rebelião foi derrotada e Conrado foi despojado de seu ducado. Conrado e Otão reconciliaram-se rapidamente, com Conrado a lutar por Otão na grande Batalha de Lechfeld em 955. Embora os germânicos tenham tido sucesso em deter as invasões húngaras da Europa, Conrado perdeu a vida na batalha. Conrado foi sucedido como Conde de Worms em 956 por seu filho Otão de Worms, neto de Otão I. Algures entre 965 e 970, o filho mais velho de Otão de Worms, Henrique de Speyer, nasceu. De vida curta, ele morreu com 20 anos entre 985 e 990. O pai de Conrado II foi Henrique de Speyer, e a sua mãe foi Adelaide da Alsácia, um território da Baixa-Lorena. Após a morte de Henrique, Adelaide casou com um nobre Franco. Após seu casamento, Adelaide não demonstrou uma relação próxima com seu filho.

Em 978, o Imperador Otão II nomeia o seu sobrinho Otão de Worms como duque da Caríntia após depor o rebelde Duque Henrique I da Caríntia durante a Guerra dos Três Henriques. Ao receber o título ducal, contudo, Otão perde Worms, que foi dado ao Bispo Hildebaldo, chanceler imperial de Otão II. Quando Otão II morre em 983, é sucedido por seu filho Otão III, com sua mãe Teofânia como regente. Teofânia procurou reconciliar a casa imperial com Henrique I, restaurando-o como duque da Caríntia em 985, com Otão de Worms renegando a sua posição ancestral como Conde de Worms. Contudo, Otão foi autorizado a denominar-se "Duque de Worms" e seu território original foi expandido para não diminuir sua posição. Otão de Worms manteve-se leal ao novo Imperador, recebendo o governo da Marca de Verona em 955, tendo o atual Ducado da Caríntia passado para Henrique IV da Baviera. Em 966, Otão III nomeia o filho de Otão de Worms, Bruno como Papa Gregório V. Quando o Imperador Otão III morreu em 1002, tanto Otão de Worms, avô de Conrado, como Henrique IV foram candidatos à eleição como Rei da Germânia. Como compromisso, Otão retirou-se e recebe o Ducado da Caríntia do recente eleito Henrique IV, que reinará como Henrique II da Germânia. Como resultado, Otão de Worms renuncia às suas propriedades em Worms, a favor do Bispo Bucardo de Worms, um rival político de longa data. Bucardo assume o cuidado de Conrado, dando-lhe educação ate 1000.

Após a morte de seu tio, o Duque Conrado I da Caríntia, o filho mais velho de Conrado, Conrado, o Jovem, é nomeado Conde de Worms pelo Imperador Henrique II, enquanto o Ducado da Caríntia passa para Adalberto de Eppenstein devido à juventude de Conrado, o Jovem. Conrado, o Jovem foi colocado aos cuidados de Conrado.

Conrado casou com Gisela da Suábia, duquesa duas vezes viúva, em 1016. Gisela era filha do Duque Hermano II da Suábia que, em 1002, desafortunadamente reivindicou o trono Germânico após a morte do Imperador Otão III, perdendo a eleição para o Imperador Henrique II. Gisela foi primeiro casada com o Conde Bruno I de Brunswick no mesmo ano. Após a morte de Bruno por volta de 1010, Gisela casou com Ernesto I da Casa de Babemberga. Por casamento, Ernesto I herdou o Ducado da Suábia devido à morte do irmão de Gisela, o Duque Hermano III da Suábia em 1012. Este casamento produziu dois filhos: Ernesto II e Hermano. Após a morte de Ernesto I em 1015, o Imperador Henrique II nomeou Ernesto II como Duque da Suábia. Como novo marido de Gisela, Conrado esperava servir como regente de seu enteados na administração do ducado, vendo-o como uma oportunidade de aumentar o seu próprio poder e subsequentemente reclamar seu próprio ducado. O Imperador Henrique II travou esta tentativa colocando a guarda de Ernesto II, e a regência da Suábia, nas mãos do Arcebispo Popão de Tréveris em 1016. Essa ação prejudicou ainda mais o relacionamento já rude entre a Casa imperial de Otto e a família Saliana.

As esperanças de Conrado II obter o seu próprio ducado falharam, mas o seu casamento com Gisela trouxe-lhe riqueza. A sua mãe, Gerberga da Borgonha, era filha do Rei Borgonhês reinante Conrado da Borgonha e neta do último Rei Franco Luís IV. Gisela podia reivindicar descendência de Carlos Magno através de sua mãe e seu pai. Este casamento foi problemático por causa da relação familiar partilhada entre Gisela e Conrado: ambos eram descendentes do Rei Otoniano Henrique I, Conrado da 5ª geração e Gisela da 4ª. De acordo com a lei canónica, o casamento não era permitido entre parentes da quinta à sétima geração. Apesar no casamento de Conrado ser um pouco diferente da prática normal da altura, canonista rigorosos contestaram o casamento e o imperador Henrique II usou essa violação da lei canônica para forçar Conrado ao exílio temporário. Durante o seu exilio, Gisela pariu um filho de Conrado, Henrique III, a 28 de Outubro de 1017. Conrado e o Imperador Henrique II reconciliaram-se, permitindo-lhe voltar à Germânia.

O Imperador Henrique II morreu em 1024. Sem filhos, a morte de Henrique trouxe a Dinastia Otoniana, que reinava a Germânia desde 919, ao seu fim. Sem um sucessor claro como Rei da Alemanha, a viúva de Henrique, Cunegunda do Luxemburgo serviu como regente até os duques alemães garantirem a eleição de um novo rei. Cunegunda foi assistida por seus irmãos, o Bispo Dietrich I de Metz e o Duque Henrique V da Baviera. O Arcebispo Aribo de Mogúncia, o Primaz da Alemanha, também assistiu Cunegunda.

A 4 de setembro de 1024, os príncipes Alemães reuniram-se em Kamba, um nome histórico para uma área nas margens leste do rio Reno, em frente à cidade alemã de Oppenheim. (Atualmente a posição de Kamba é assinalada por um pequeno monumento, que exibe Conrado num cavalo.) O Arcebispo Aribo serviu como presidente da assembleia. Conrado apresentou-se antes da assembleia como candidato para a eleição, assim como seu jovem primo Conrado, o Jovem. Ambos eram descendentes do Imperador Otão I, através de seu avô comum Otão de Worms, filho de Lutegarda, uma das filhas de Otão. Embora existissem outros membros da dinastia Otoniana, nenhum foi seriamente considerado para a eleição. O Ducado da Saxónia adotou uma estratégia neutral, enquanto o Ducado da Lorena favoreceu o jovem Conrado. A maioria dos príncipes da assembleia favoreceram Conrado, o Velho, cujo filho de sete anos assegurava uma estável dinastia para o reino. Como presidente da assembleia, o Arcebispo Aribo lança o primeiro voto e apoia Conrado, o Velho. Outros clérigos apoiaram Conrado, o Velho, assim como os duques seculares. Apenas o arcebispo Peregrino de Colónia, o duque Gotelão I da Baixa Lorena e o duque Frederico II da Alta Lorena se recusaram a apoiá-lo.

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