Conor James Daly (Noblesville, 15 de dezembro de 1991) é um automobilista estadunidense que recentemente competiu na IndyCar Series pela equipe Juncos Hollinger Racing. Estreou na categoria em 2013, ao correr a edição das 500 Milhas de Indianápolis daquele ano pela A. J. Foyt, e teve passagens pelas equipes Dale Coyne, Schmidt Peterson, Harding, Andretti, Carlin, Ed Carpenter, Meyer Shank, Rahal Letterman Lanigan e Dreyer & Reinbold Juncos Hollinger Racing. Além disso, também disputa provas esporádicas da NASCAR. É filho do irlandês Derek Daly, ex-piloto de Fórmula 1 e CART nos anos 80.
Conor James Daly nasceu em Noblesville, cidade situada ao norte de Indianápolis, a capital de Indiana, e é filho de Derek Daly, que competiu na Fórmula 1 e na CART por mais de uma década. Sua mãe, Beth Boles, ganhou um título mundial de jet ski para novatos em 1990, e seu padrasto, J. Douglas Boles, é o presidente do Indianapolis Motor Speedway. A prima de Conor, Nicola Daly, jogou na seleção irlandesa feminina de hóquei e foi membro do time que ganhou a medalha de prata na Copa do Mundo de Hóquei Feminino de 2018. Ela também trabalha como engenheira de dados para a Juncos Racing.
Conor foi diagnosticado com Diabetes Tipo 1 aos 14 anos, e até o momento, é o único piloto diabético a competir no automobilismo americano. Fora das pistas, Daly apareceu na 30ª temporada de “The Amazing Race” com o colega competidor da Indy Alexander Rossi e competiu no “American Ninja Warrior”.
Iniciou sua carreira, como grande parte dos pilotos, no kart. Profissionalizou-se em 2009, aos 17 anos, competindo na Star Mazda até 2010, ano em que conquistou seu primeiro título.
Em 2011, Daly disputou a Indy Lights pela Sam Schmidt Motorsports, onde conquistou dois pódios (um segundo lugar em St. Petersburg e uma vitória em Long Beach), encerrando a temporada em décimo terceiro lugar, com 145 pontos marcados. Em 2013, Daly retornou à Indy Lights com uma aparição única na corrida de Houston pela Team Moore Racing, terminando em terceiro.
Daly competiu na GP3 Series em 2011, representando a equipe Carlin e tendo o brasileiro Leonardo Cordeiro como seu companheiro em tempo integral. O norte-americano marcou dez pontos e ficou na décima sétima colocação.
Para 2012, o estadunidense se transferiu para a Lotus GP, equipe que venceu o campeonato de construtores no ano anterior. Daly foi companheiro de Daniel Abt e de Aaro Vainio. O hoosier melhorou bastante seu desempenho ao vencer na Catalunha, fazer mais quatro pódios, marcar 106 pontos e terminar o campeonato em sexto. Mas Daly foi o pior piloto da Lotus no ano, já que Vainio foi o quarto colocado e fez dezessete pontos a mais, e Abt foi vice-campeão, somando 43,5 pontos a mais que o estadunidense.
Após uma rápida participação na GP2, Daly retornou à GP3 em 2013, correndo com a equipe ART Grand Prix, que sucedeu a Lotus GP na categoria. Daly conquistou uma vitória na corrida principal em Valência e ficou em terceiro lugar no campeonato, com 126 pontos, doze a menos que o vice-campeão Facu Regalia e 42 a menos que o campeão Daniil Kvyat.
Na GP2 Series de 2013, assinou com a Hilmer Motorsport para disputar a rodada dupla da Malásia, onde marcou dois pontos ao chegar em sétimo lugar - largou em segundo na sprint race, beneficiado pela regra do grid invertido, mas desta vez Daly acabou em décimo terceiro. Não terminou a temporada, sendo substituído por Robin Frijns.
Retornou à categoria em 2014 pela Venezuela GP Lazarus, ao lado do francês Nathanaël Berthon. Competindo em dezoito das vinte e duas etapas, o melhor resultado acabou sendo o sétimo lugar na corrida sprint em Hungaroring, naquela que foi a sua única estadia na zona de pontuação. Daly somou apenas dois pontos, sendo o 26º e estando seis posições abaixo de Berthon, que fez quase nove vezes mais pontos.
Daly foi inscrito para as 500 Milhas de Indianápolis de 2013. Ele pilotou o carro #41 da equipe A.J. Foyt Enterprises, sendo companheiro de equipe do japonês Takuma Sato. Ele terminou a corrida na 22ª posição.
Em 2015, Daly substituiu Rocky Moran Jr. no GP de Long Beach pela Dale Coyne Racing. Ele então retornou para a corrida especial Smithfield Foods "Fueled by Bacon" da Schmidt Peterson Motorsports, mas foi forçado a se retirar antes da bandeira verde devido a uma falha mecânica que fez seu carro pegar fogo. Ele substituiu James Hinchcliffe por 3 rodadas após a lesão de Hinchcliffe em um acidente de treino antes da Indy 500. Seu melhor resultado do ano foi o sexto na segunda corrida em Detroit, que marcou a sua primeira vez no Top-10.
2016–2017: Em tempo integral com Dale Coyne e Foyt
Em 2016, Daly fez a sua primeira temporada completa da IndyCar pela Dale Coyne Racing, algo que ele classificou como um sonho de infância. Ele liderou 56 voltas em 5 corridas diferentes e terminou em 2º na primeira corrida em Detroit para seu primeiro pódio na carreira na IndyCar, o que ele agradeceu ao chefe Dale Coyne por conta da estratégia na corrida. Fez mais um Top-5 em Watkins Glen e totalizou cinco idas ao Top-10, fechando o ano como o décimo oitavo.
Na temporada de 2017, Daly correu com o carro número 4 da A. J. Foyt Enterprises, sendo companheiro de Carlos Muñoz. Seu melhor resultado foi um quinto lugar em Gateway, e além dessa, Daly teve mais três aparições no Top-10 no Texas, em Mid-Ohio e em Sonoma, finalizando o ano mais uma vez em 18º, mas com oito pontos a menos. Ao final do ano, Daly foi substituído pelo brasileiro Matheus Leist.
2018–2019: Retorno ao meio período
Daly perdeu sua vaga com Foyt em 2018, mas foi contratado pela Coyne para as 500 Milhas de Indianápolis de 2018. Seu carro nº 17, escalado em conjunto com a Thom Burns Racing, foi patrocinado pela Força Aérea dos Estados Unidos. O patrocínio seguiu para 2019, quando a Andretti Autosport contratou Daly para entrar nas 500 Milhas de Indianápolis, onde terminou em décimo.
Em 4 de junho de 2019, ele substituiu Max Chilton na Carlin para a corrida do Texas Motor Speedway, terminando em 11º. Daly substituiria Chilton nas corridas ovais restantes da temporada, com um melhor resultado sendo o 6º lugar em Gateway. Em 29 de agosto de 2019, Daly foi anunciado como substituto de Marcus Ericsson para a rodada em Portland, já que Ericsson havia sido convocado pela Alfa Romeo para ser piloto reserva na corrida de F1 em Spa. Daly também retornaria à Andretti Autosport para a corrida final da temporada, que ele ficou em vigésimo segundo.