Colombo ou Columbo (em cingalês: කොළඹ; romaniz.: Koḷam̆ba, AFI: /ˈkoləmbə/; em tâmil: கொழும்பு; Koḻumpu, AFI: /koɻumbɯ/) é a maior cidade do Sri Lanka e o principal centro financeiro, empresarial, econômico e cultural do país. É uma cidade histórica e portuária, que está localizada na costa oeste da ilha, ao lado de Sri Jaiavardenapura-Cota, atual capital do Sri Lanka. Colombo é também a capital administrativa do distrito homônimo e da Província Ocidental. É muitas vezes referida como a capital, pois Sri Jaiavardenapura-Cota é uma cidade da região metropolitana de Colombo. Colombo é um lugar movimentado, com uma mistura de vida moderna, edifícios coloniais e ruínas. Com uma população de 752 993 habitantes em 2011, e 2 323 826 em sua região metropolitana, foi a capital do Sri Lanka antes de Sri Jaiavardenapura-Cota.
Um importante porto do oceano Índico, Colombo foi uma possessão portuguesa entre 1518 e 1524 e entre 1554 e 1656. Os portugueses estabeleceram um forte na cidade para a defenderem de invasores, conforme havia sido firmado com o rei Parakramabahu VIII. Após os portugueses, passou a ser dominada pelos holandeses, que intensificaram algumas políticas coloniais na cidade. A partir do fim do século XVIII, passou a ser um domínio britânico, que influenciou grandemente na arquitetura da cidade, até o país obter independência deste de forma pacífica, em 1948.
É capital conjunta com a cidade vizinha de Sri Jaiavardenapura-Cota — a sede dos poderes executivo e judiciário são em Colombo, mas o poder legislativo (parlamento) do país tem a sede em Sri Jaiavardenapura-Cota, a segunda maior cidade do país. Está situada na costa sudoeste do país, e, durante seiscentos anos foi uma das capitais. Em 1977 parte das funções de cidade capital foram transferidas para a Sri Jaiavardenapura-Cota, mas Colombo continua a ser o centro económico do estado.
O nome Colombo foi introduzido pelos portugueses em 1505. Parece derivado do termo cingalês clássico kolon thota, que significa "porto sobre o rio Kelani". Outra teoria afirma que deriva da expressão cingalesa kola-amba-thota, que significa "porto com árvores frondosas de manga".
Devido ao porto natural existente em Colombo há séculos, a cidade já era conhecida por comerciantes gregos, persas, romanos, árabes e chineses há mais de 2 000 anos. O viajante e explorador berbere ibne Batuta, que visitou a ilha no século XIV, se referiu à cidade como Calampu. Muçulmanos cujo interesse principal era o comércio, começaram a se estabelecer em Colombo em torno do século VIII, principalmente porque a cidade era rota de passagem à Índia e controlava grande parte do comércio entre os reinos cingaleses e o mundo exterior. Seus descendentes constituem agora a comunidade muçulmana do Sri Lanka.
Exploradores portugueses, liderados por Lourenço de Almeida, chegaram pela primeira vez no Sri Lanka em 1505. Durante a sua primeira visita, eles fizeram um tratado com o rei de Cota, Parakramabahu VIII, que lhes permitiu negociar a safra de canela, que ficava ao longo das áreas costeiras da ilha, inclusive nas ilhas de Colombo. Como parte do tratado, foi dada aos portugueses plena autoridade sobre a costa, em troca da promessa de proteger a costa contra invasores. Eles foram autorizados a estabelecer um posto comercial em Colombo. Passado pouco tempo, os muçulmanos foram expulsos de Colombo e em 1517 começou a ser construído um forte.
Os portugueses perceberam rapidamente que o controle do Sri Lanka era necessário para a proteção de seus estabelecimentos no litoral da Índia e começaram a manipular os governantes do reino de Cota para ganhar o controle da área. Depois de explorar as rivalidades dentro da família real, os portugueses assumiram o controle de uma grande área do reino, e o rei cingalês Madune estabeleceu um novo Reino de Ceitavaca, um domínio no reino Cota. Em pouco tempo ele anexou a maior parte do reino de Cota e forçou os portugueses a recuar para Colombo, que foi repetidamente assediada por Madune e os reis posteriores do Ceitavaca, forçando-os a buscar reforço de sua base principal em Goa, na Índia. Após a queda do reino em 1593, os portugueses conseguiram estabelecer o controle total sobre a zona costeira, tendo Colombo como sua capital. Esta parte de Colombo ainda é conhecido como Fort e abriga o palácio presidencial e a maioria dos hotéis cinco estrelas da cidade. A área fora da região do Fort é conhecida como Pettah e é um centro comercial.
Em 1638, os holandeses assinaram um tratado com o rei Rajá Sinha II, que assegurou a assistência ao rei em sua guerra contra os portugueses, em troca de um monopólio dos principais produtos do comércio da ilha. Os portugueses resistiram aos holandeses e aos candianos, mas foram gradualmente derrotados em seus redutos a partir de 1639. Os holandeses dominaram Colombo a partir de 1656, após um cerco épico, ao final dos quais uns meros 93 sobreviventes portugueses receberam salvo conduto para fora do forte. Embora os holandeses tivessem vencido a guerra contra os portugueses e, inicialmente, restaurado a área capturada, os reis cingaleses se recusaram a entregá-los o controle sobre as ricas terras de canela da ilha, incluindo a região de Colombo, que, em seguida, serviu como a capital das províncias marítimas holandesas e passou para o controle da Companhia Holandesa das Índias Orientais até 1796.
Embora os britânicos tenham ocupado Colombo apenas em 1796, um posto militar já era mantido pela Inglaterra na localidade. Colombo tornou-se a capital da recém-criada colônia do Ceilão britânico. Ao contrário dos portugueses e holandeses, que usavam Colombo principalmente como uma fortaleza militar, os britânicos começaram a construir casas e outras estruturas civis ao redor do forte, dando origem à atual cidade de Colombo.
Inicialmente, eles colocaram a administração da cidade sob um "coletor", e John Macdowell foi o primeiro a ocupar o cargo. Então, em 1833, o agente do Governo da Província Ocidental passou a atuar na administração da cidade. Os séculos de domínio colonial tinham significado um declínio na administração nativa de Colombo, e em 1865, os britânicos conceberam um Conselho Municipal, como forma de representar a população local na autogovernação. O Conselho Legislativo de Ceilão, que passou a ser constituído pelo Conselho Municipal de Colombo, reuniu-se pela primeira vez em 16 de janeiro de 1866, quando a população da região era de cerca de 80 000 habitantes.
Durante o tempo em que os britânicos estiveram no controle do Colombo, foram responsáveis por grande parte do planejamento da atual cidade. Em algumas partes da cidade, faixas elétricas e manifestações artísticas em granito oriundas da época ainda são visíveis até hoje.
Esta era do colonialismo terminou pacificamente em 1948, quando o Ceilão ganhou a independência do Reino Unido. Devido ao tremendo impacto que isso causou nos habitantes da cidade e no país como um todo, as mudanças que resultaram no fim do período colonial eram drásticas. Toda uma nova cultura se enraizou. Mudanças nas leis e costumes, estilos de roupas, religiões e nomes próprios foram um resultado significativo da era colonial. Estas mudanças culturais foram seguidas pelo fortalecimento da economia da ilha. Ainda hoje, a influência dos portugueses, holandeses e britânicos é claramente visível na arquitetura de Colombo, nos nomes, roupas, alimentos, linguagem e atitudes. Prédios de todas as três eras estão como lembranças do passado turbulento da cidade. Colombo e seus habitantes mostram uma interessante mistura de roupas e estilos de vida europeu em conjunto com os costumes locais.
Historicamente, Colombo se refere à área em torno da zona de Forte (local do primeiro forte português) e do Mercado de Pettah, que é famosa pela variedade de produtos disponíveis, bem como a Torre do Relógio Khan, um marco local. No momento, ela se refere aos limites da cidade definidos pelo Conselho Municipal de Colombo. Na maioria das vezes, o nome é usado para a conurbação conhecida como Grande Colombo, que engloba vários conselhos municipais, incluindo Cota e Dehiwela. Embora Colombo tenha perdido seu status como a capital do Sri Lanka na década de 1980, continua a ser o centro comercial e financeiro da ilha. Ainda que Cota seja a atual capital do país, a maioria dos países ainda mantêm as suas missões diplomáticas em Colombo.