Claudette Colbert Soares (Rio de Janeiro, 31 de outubro de 1937) é uma cantora brasileira.
Começou sua carreira muito cedo: foi revelada no programa A raia miúda, de Renato Murce, na Rádio Nacional. Apresentou-se no programa da Rádio Mauá chamado Clube do Guri, de Silveira Lima. Depois também se apresentou no programa Papel Carbono, de Renato Murce. Na Rádio Tupi participou do programa Salve o Baião!, conhecendo Luiz Gonzaga, o Rei do Baião. Ele a apelidou de Princesinha do baião. Ainda na década de 1950, na Rádio Tamoio, ela apresentou ao lado de Ademilde Fonseca o programa No mundo do baião (programa de Zé Gonzaga, irmão do Luís).
Silvinha Telles chamou-a para substituí-la como cantora na boate do Plaza, no final da década de 1950. Dividiu o palco com Luiz Eça, João Donato, Baden Powell e Milton Banana e outros músicos. Participou do programa de TV - Brasil 60, da apresentadora de TV e atriz Bibi Ferreira, pela TV Excelsior - canal 9, de São Paulo. Divulgou as canções da Bossa Nova em São Paulo, nas casas noturnas Baiúca, Cambridge e João Sebastião Bar. Inaugurou a boate Ela, Cravo e Canela, junto com o pianista Pedrinho Mattar, apresentando o espetáculo Um show de show. Em 1967, compareceu ao programa de TV Jovem Guarda, da TV Record, (Rede Record), canal 7 de São Paulo, ocasião em que interpretou Como é grande o meu amor por você (Roberto Carlos). Casou-se com o músico Júlio César Figueiredo, em 1972. Seu grande sucesso, De tanto amor, foi um presente de casamento dado por Roberto Carlos, que foi seu padrinho. Veio a se divorciar na década de 1990. Tinha um projeto junto com Dick Farney de gravar uma série de músicas brasileiras, mas, com a morte do amigo, isso não foi possível. Claudette retomou à sua carreira artística, depois do seu divórcio. Fez turnês por Paris e Lisboa.
1966 - Troféu Euterpe de "melhor cantora do ano";
1990 - Recebeu o título de Cidadã paulistana;
2010 - Agraciada com a Ordem do Ipiranga, no grau de Grande Oficial.
1966 - I Festival Internacional da Canção - fase nacional - cantando Chorar e cantar (Vera Brasil/Sivan Castelo Neto)
1970 - V Festival Internacional da Canção (Fic) - fase nacional - interpretando a música Mundo novo, vida nova, de Gonzaguinha
1960 - "A noite do amor, do sorriso e da flor" - Faculdade de Arquitetura do Rio de Janeiro;
1966 - "Primeiro tempo 5x0" - junto com o cantor e compositor Taiguara e o Jongo Trio - direção: Miele/Bôscoli - realizado na casa noturna Rui Bar Bossa, e depois no Teatro Princesa Isabel;
1971 - "Fica combinado assim" - com Agildo Ribeiro e Pedrinho Mattar, no Teatro Princesa Isabel;
1991 - "Nova leitura" - Teatro Rival, no Rio de Janeiro;
1992 - "Não há mulheres iguais" - de Chiquinha Gonzaga à Rita Lee. Uma homenagem´`as maiores compositoras brasileiras;
1993 - "Claudette Soares interpreta Vinicius" - Homenagem à Vinicius de Moraes;
1996 - "Claudette en-canta Taiguara: Geração 70" - com acompanhamento da orquestra de cordas Cellos em Sampa - Memorial da América Latina, em São Paulo;
2000 - "Claudete Soares ao vivo" - gravado na casa noturna carioca Mistura Fina. Em comemoração aos seus 50 anos de carreira. Convidados: Roberto Menescal, Claudia Telles, Velha guarda da Mangueira, Lucinha Lins, Paulinho da Viola, Jorge Benjor, Fábio Júnior, Fafá de Belém, e outros mais;
2002 - "Claudette Soares & Leandro Braga, na casa noturna Mistura Fina, em Copacabana, no Rio de Janeiro;
2003 - "Pano de fundo" - com o pianista Marco Tommaso e do saxofonista Chico Costa, no Vinicius Piano Bar;