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Clara Zetkin

Política alemã

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Clara Josephine Zetkin (em alemão: pronúncia em alemão: [ˈtsɛtkiːn]; nascida Clara Josephine Eißner transl. em alemão: Clara Josephine Eissner em Wiederau, Reino da Saxônia, em 5 de julho de 1857 — falecida em Arkhangelskoye, Arcangel, República Socialista Federativa Soviética da Rússia, União Soviética, em 20 de junho de 1933) foi uma professora, jornalista e política marxista alemã. É uma figura histórica do feminismo. Foi uma das fundadores e dirigentes do Socorro Vermelho Internacional.

Apesar das leis anticomunistas vigentes na Alemanha, Clara Zetkin (que adotou o nome de seu companheiro, Ossip, embora eles jamais tivessem se casado), participa clandestinamente da difusão do jornal do SPD, Der Sozialdemokrat. Ossip é preso juntamente com August Bebel e Wilhelm Liebknecht, e, como era russo, é expulso da Alemanha em 1880. A própria Clara também seria expulsa da Saxônia pouco depois, refugiando-se em Zurique. O casal se reencontraria em Paris, 1882, passando a residir na capital francesa.

Quando Ossip Zetkin (1850–1889) se torna secretário do primeiro movimento de trabalhadores imigrados de Paris, majoritariamente composto de russos e romenos, Clara se torna correspondente de Der Sozialdemokrat. Nessa época, o casal Zetkin encontra-se com Louise Michel, Jules Guesde, Laura Marx e seu marido Paul Lafargue. Em 1886, Clara contrai tuberculose e retorna a Leipzig por quatro meses, para se tratar.

Em 1889, violentas greves ocorrem em toda a Alemanha e, em 1890, as leis antissocialistas são abolidas. Em 1891, pouco depois da morte do marido, Clara Zetkin volta à Alemanha e cria, em 1892, o jornal Die Gleichheit (A Igualdade), do qual ela será redatora-chefe. O jornal será publicado até 1917. Die Gleichheit será um instrumento de educação popular das mulheres trabalhadoras e de informação sobre suas condições de trabalho, estruturando um importante movimento social-democrata feminino.

Criação do Dia Internacional da Mulher

Em 26 de agosto de 1910, durante a Segunda Conferência Internacional das Mulheres Socialistas, realizada na Casa do Povo (Folket Hus), em Copenhage, Clara Zetkin propôs, com Alexandra Kollontai, a criação do Dia Internacional da Mulher, como uma jornada anual de manifestação pelo direito de voto para as mulheres, pela igualdade dos sexos e pelo socialismo. O primeiro Dia Internacional da Mulher foi comemorado em 19 de março de 1911. Posteriormente, a comemoração passaria a ocorrer no dia 8 de março.

Depois de ter sido membro da ala esquerda do Partido Social-Democrata da Alemanha (SPD) até 1917, juntou-se ao Partido Social-Democrata Independente da Alemanha (USPD) (pacifistas) filiando-se à corrente revolucionária representada pela Liga Spartacus, de cuja criação, em 1915, Clara Zetkin participou, com Rosa Luxemburgo e Karl Liebknecht.

A Liga Spartacus daria origem, durante a Revolução Alemã de 1918-1919, ao Partido Comunista da Alemanha (KPD), pelo qual Clara Zetkin seria eleita deputada no Reichstag, durante a República de Weimar (1919 – 1933).

Como membro da Liga, Zetkin participou de numerosas ações pacifistas, o que lhe rendeu várias detenções e, finalmente, a prisão. Dentre essas ações, destaca-se a organização de uma conferência da Internacional Socialista de Mulheres, realizada em Berna, 1915, quando mulheres de todos os países envolvidos na Primeira Guerra Mundial declararam "guerra à guerra", conforme os princípios originais da Internacional Socialista.

Clara Zetkin foi agraciada com Ordem de Lênin (1932) e a ordem do Estandarte Vermelho (1927).

Obrigada a fugir da Alemanha após a ascensão do nazismo e a interdição do KPD, faleceu algumas semanas mais tarde, no exílio, em Moscou, aos 75 anos. O túmulo de Clara Zetkin se encontra junto à muralha do Kremlin, na Praça Vermelha, em Moscou, local em que eram enterradas conhecidas e influentes personalidades ligadas ao regime soviético.

(em inglês) Spartacus Educational. Dados biográficos.

(em português) URAP - União de Resistentes Antifascistas Portugueses, 26 de maio de 2007. Clara Zetkin na abertura do parlamento alemão, após a vitória do partido nazi.[ligação inativa]

(em português) Lenin e o Movimento Feminino, por Clara Zetkin, 1920.

Fighting Fascism: How to Struggle and How to Win, Mike Taber and John Riddell, ed., Chicago: Haymarket Books, 2017.

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