Cláudio Hummes, O.F.M. • GOMM (Montenegro, 8 de agosto de 1934 – São Paulo, 4 de julho de 2022) foi um frade franciscano, sacerdote católico brasileiro. Foi o décimo oitavo bispo de São Paulo, sendo seu sexto arcebispo e quarto cardeal. Na Cúria Romana foi prefeito da Congregação para o Clero.
Nasceu em Salvador do Sul, então território do município de Montenegro, no Rio Grande do Sul, com os prenomes "Auri Afonso", filho de Pedro Adão Hummes e Maria Frank Hummes, teuto-brasileiros. Ingressou na Ordem dos Frades Menores em 1 de fevereiro de 1952, emitindo os primeiros votos no dia 2 de fevereiro de 1953. Professou solenemente no dia 2 de fevereiro de 1956, quando então mudou seu nome para "Cláudio".
Ensino fundamental e básico no Seminário Seráfico São Francisco de Assis, Taquari (1944–1949) e na Escola Paroquial Santo André (1941–1943)
Ensino médio no Seminário Seráfico São Francisco de Assis, Taquari (1950–1951)
Graduação em filosofia (Garibaldi (1953–1954)
Graduação em teologia (Divinópolis (1955–1958)
Especialização em ecumenismo, no Instituto Ecumênico de Bossey (Genebra, Suíça, 1968)
Doutorado em filosofia (Pontifícia Universidade Antonianum, Roma, 1959–1962), com a tese “Renovação das Provas Tradicionais da Existência de Deus por Maurice Blondel em L'Action (1893)”
Foi ordenado presbítero no dia 3 de agosto de 1958, em Divinópolis, por Dom João Resende Costa, então arcebispo coadjutor de Belo Horizonte.
Atividades antes do episcopado
Professor de filosofia no seminário de Garibaldi, 1963–1968.
Assessor para ecumenismo da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, 1965–1968.
Professor e reitor da Faculdade de Filosofia de Viamão, 1969–1972.
Professor da Faculdade de Filosofia da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS), 1969–1972.
Formador de seminaristas franciscanos (filosofia)
Ministro Provincial da Província Franciscana do Rio Grande do Sul, 1972–1975.
Em 22 de março de 1975, foi eleito bispo-titular de Carcábia e bispo-coadjutor de Santo André, com direito à sucessão. Em 25 de maio de 1975, aos quarenta anos de idade, recebeu a ordenação episcopal na Catedral Metropolitana de Porto Alegre, sendo sagrante principal Dom Frei Aloísio Leo Arlindo Cardeal Lorscheider, então arcebispo de Fortaleza, e consagrantes Dom Mauro Morelli, então bispo-auxiliar de São Paulo, e Dom Urbano José Allgayer, então bispo-auxiliar de Porto Alegre. Tomou posse em 29 de junho de 1975, e em 29 de dezembro do mesmo ano assumiu como bispo diocesano de Santo André, sucedendo a Dom Jorge Marcos de Oliveira. Foi em Santo André que começou a ter contato com o movimento sindical da região, que se organizava contra a Ditadura Militar. Tornou-se amigo do futuro presidente Lula e aproximou-se da Teologia da Libertação. Com a redemocratização, passou a criticar os abusos do capitalismo e da globalização. No entanto, manteve-se próximo da doutrina tradicional da Igreja em temas sexuais, como o aborto e o uso de anticoncepcionais.
Em 29 de maio de 1996, foi nomeado arcebispo de Fortaleza. Quando pastoreou a Arquidiocese de Fortaleza, Dom Cláudio criou duas paróquias e, no campo social, apoiou a demarcação das terras indígenas dos índios Tapebas, bem como interveio em favor dos sem-terra em conflito com o governo local. Em 15 de abril de 1998 foi transferido para a Sé de São Paulo, tomando posse em 23 de maio.