Cícero João de Cézare, mais conhecido como Cicinho (Pradópolis, 24 de junho de 1980), é um comentarista e ex-futebolista brasileiro que atuava como lateral-direito. Atualmente é comentarista da Band, no programa Jogo Aberto.
Cicinho foi revelado pelo Botafogo de Ribeirão Preto, em 1999. O lateral chegou ao Atlético Mineiro em 2001, sendo emprestado pelo Galo ao Botafogo, do Rio de Janeiro, onde atuou no ano de 2002, retornando ao Galo, para defender o clube de Belo Horizonte em 2003. Em sua passagem pelo Atlético, Cicinho chegou a ser um dos ídolos da torcida, pois suas boas atuações o credenciaram como substituto à altura de Mancini. Cicinho, porém, saiu do clube após uma série de desentendimentos judiciais sobre causas trabalhistas.
No início de 2004, o jogador assinou contrato com o São Paulo. Em 2005, jogando pelo São Paulo, ganhou no mesmo ano o Campeonato Paulista, Copa Libertadores da América e o Mundial de Clubes da FIFA.
Mesmo atuando por dois anos, se tornou um dos maiores ídolos da história do clube na posição, pelas excelentes partidas e boas atuações em jogos decisivos, como no clássico contra o Palmeiras pela Libertadores de 2005, quando marcou golaços nos jogos de ida e volta e na final do Mundial de Clubes, quando teve de marcar o poderoso ataque do Liverpool com Luís García, Kewell e Fernando Morientes.
Após essas conquistas foi contratado pelo Real Madrid, em dezembro de 2005 e estreando em janeiro de 2006, clube pelo qual conquistou o Campeonato Espanhol, na temporada de 2006–07, apresentando boas exibições. Entretanto, com a chegada do técnico alemão Bernd Schuster no time de Madrid e, também, por conta de uma série de lesões, o jogador acabou não permanecendo nos planos da equipe espanhola para a temporada de 2007–08.
Após sair do Real Madrid, em 22 de agosto de 2007, Cicinho acertou sua ida por 9 milhões de euros para a Roma.
Em 8 de fevereiro de 2010, o atleta acertou seu retorno ao futebol brasileiro, voltando a defender o São Paulo, por empréstimo junto à Roma, até 30 de junho de 2010.
Em 13 de janeiro de 2011, voltou a ser emprestado, desta vez para o Villarreal. Ao final da temporada 2010–11, retornou ao clube italiano para realizar a pré-temporada pela Roma.
Em 21 de junho de 2012 foi anunciado como reforço do Sport Recife para o Campeonato Brasileiro de 2012 com contrato de um ano. Em 02 de dezembro de 2012, depois de atribuir a queda do Sport à Série B a "uma vontade de Deus", Cicinho confirmou que continua no clube para a temporada de 2013. No dia 15 de maio de 2013 foi anunciada a saída de Cicinho do Sport, pois o jogador e o clube não chegaram a um acordo para a renovação de contrato.
A pedido do atual treinador do Sivasspor, Roberto Carlos, Cicinho assinou contrato com o time turco por duas temporadas. Em grande fase na Turquia, Cicinho, em abril de 2014, renovou com o Sivasspor por mais dois anos. Segundo o próprio lateral, o clube está indo muito bem e na briga pelas competições europeias da temporada seguinte, realizando a maior campanha da História do time de Sivas.
Em 6 de março de 2018, anunciou sua aposentadoria em uma coletiva no CT do São Paulo, sendo homenageado logo em seguida. Com a camisa tricolor, somada suas duas passagens, disputou 151 partidas e marcou 21 gols. Em outubro de 2020, Cicinho foi contratado pelo SBT, para ser um dos comentaristas do programa Arena SBT e das transmissões da Copa Conmebol Libertadores pela emissora. Cicinho ficaria na emissora até o dia 4 de março de 2025, quando decidiu não renovar com o SBT e assinou com a Band, passando a assumir a co-apresentação do Jogo Aberto, substituindo Denilson.
Atuando pelo São Paulo, foi convocado por Carlos Alberto Parreira para defender a Seleção Brasileira, onde substituiu Cafu na disputa da Copa das Confederações. Cicinho participou diretamente em todos os gols brasileiros na goleada por 4 a 1 contra a Argentina, na final da competição.
Cicinho disputou com o Brasil a Copa do Mundo de 2006, na Alemanha, onde foi reserva do capitão da seleção, Cafu. Disputou dois jogos: contra o Japão, o último da primeira fase, como titular e, contra a França, nas quartas-de-final, entrando no segundo tempo da partida em que o Brasil acabou sendo eliminado da competição, após derrota por 1 a 0, com gol de Thierry Henry.
Entre 2005 e 2006, atuou em 15 partidas pela Seleção Brasileira, marcando 1 gol.
Copa Libertadores da América: 2005
Mundial de Clubes da FIFA: 2005
Líder em assistências do Campeonato Brasileiro: 2004 (13 assistências)
Bola de Prata: 2005 pela Revista Placar