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Christian Fittipaldi

Christian Fittipaldi (São Paulo, 18 de janeiro de 1971) é um ex-piloto de automóveis brasileiro. Filho de Wilson Fittipa

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Christian Fittipaldi (São Paulo, 18 de janeiro de 1971) é um ex-piloto de automóveis brasileiro. Filho de Wilson Fittipaldi Júnior e sobrinho de Emerson Fittipaldi, Christian é o único piloto brasileiro já disputou provas da Formula 1, Champ Car e NASCAR Winston Cup, três das principais categorias do automobilismo mundial.

Christian foi diversas vezes campeão de Kart, vencedor de campeonatos como a Fórmula 3 Sul-americana e Fórmula 3000 Internacional.

Ele participou em 43 Grandes Prêmios de Fórmula 1 e correu pelas equipes Minardi e Arrows, pontuando 5 vezes. Em seguida foi quinto lugar na CART (br:Fórmula Mundial) em 1996 e 2002, conseguindo duas vitórias (Road America e California Speedway), bem como um segundo lugar nas 500 milhas de Indianápolis em 1995. Neste ano, Fittipaldi correu algumas provas da NASCAR Winston Cup, chegando a largar da sétima posição na etapa de Michigan.

Destacou-se também nas categorias de corridas de resistência (protótipos), venceu a Rolex 24 at Daytona (24 Horas de Daytona) em 2004, 2014 e 2018, as 12 Horas de Sebring de 2015, 6 horas de Watkins Glen. Ele ganhou o título de pilotos da United SportsCar Championship em 2014 e 2015 e sétimo no campeonato da Rolex Sports Car Series de 2013.

Atualmente é comentarista de automobilismo do Grupo Globo nos canais SporTV ao lado de Felipe Giaffone.

Após o início no kart, aonde conquistou vitórias e títulos, Christian Fittipaldi ingressou na Fórmula Ford brasileira, aonde conseguiu terminar em segundo lugar na temporada de 1988. Posteriormente, terminou a temporada de 1989 em terceiro lugar na Fórmula 3 Sul-americana, vindo conquistar o título da categoria em 1990, e um quarto lugar na Fórmula 3 Britânica.

Em 1991, o brasileiro estabeleceu-se na Europa para correr na categoria de monopostos da Fórmula 3000, onde obteve duas vitórias e sete pódios em dez corridas para o campeonato disputando contra Alessandro Zanardi. Mais tarde, foi terceiro no Grande Prêmio de Macau de Fórmula 3.

Após ser campeão de Fórmula 3000 em 1991, Christian foi convidado pela Minardi para fazer testes, deixando os membros da equipe impressionados e marcou seu primeiro ponto com um sexto lugar no penúltimo GP da temporada, no Japão. Em 1993 conquistou o quarto lugar no primeiro GP do ano, na África do Sul, mas apesar dos avanços, desentendeu-se com a direção da equipe e foi dispensado quando faltavam dois GPs para o fim da temporada. Em 1994 Christian teve uma nova chance correndo pela Arrows, conquistou dois quartos lugares mas desistiu da Fórmula 1 e mudou-se para os Estados Unidos.

Nos Estados Unidos, Christian disputou corridas da CART (no Brasil: Fórmula Mundial) fazendo sua estreia nos monopostos americanos em 1995, com a equipe Walker. Naquele ano, ele obteve o segundo lugar nas 500 milhas de Indianápolis, chegando atrás de Jacques Villeneuve, recebeu posteriormente o título de melhor estreante do ano (Rookie of the Year). Em 1996 passou a correr pela equipeNewman/Haas, ficando em quinto lugar no campeonato alcançando três pódios. Quando sua carreira parecia decolar, Christian quebrou as pernas na 2ª etapa da temporada de 1997 (no Grande Prêmio de Surfers Paradise, na Austrália) durante a corrida, vindo posteriormente a sofrer um novo acidente sério durante um treino em circuito oval, que lhe rendeu um coágulo sério no cérebro, do qual ele se recuperou mais tarde.

Mesmo com este revés, a primeira vitória de Christian Fittipaldi viria na corrida de Road America de 1999. Apesar de não ter vencido até aquele momento, foi considerado candidato ao título do campeonato, devido a regularidade de seus resultados. Com um total de cinco pódios, terminou o ano em sétimo na tabela geral.

Em 2000 ele venceu pela segunda vez, desta vez em Fontana, conseguindo também dois terceiros lugares na temporada.

Em 2001 apareceu no filme Driven, produzido por Renny Harlin e escrito por Neal Tabashcnick e Sylvester Stallone.

O ciclo de Fittipaldi na Newman-Haas terminaria em 2002. Neste ano, após alcançar três segundos e dois terceiros lugares, embora não tenha conquistado nenhuma vitória, foi o quinto no campeonato. Após deixar de competir na CART acumulou um saldo de duas vitórias, 20 pódios e uma pole position.

Com o fim de sua carreira na CART, Fittipaldi voltou-se para a NASCAR. Durante 2001 e 2002, ele teve três participações em etapas da NASCAR Busch Series. Apesar de não atingir grandes resultados, ele conseguiu chamar a atenção de Richard Petty para correr pela equipe, estreando no Phoenix International Raceway.

Em 2003, participou pela primeira vez nas 500 milhas de Daytona, em uma corrida de teste com a equipe de Andy Petree, Disputando então 14 corridas com a Petty.

Seu primeiro registro em participações de provas de longa duração aconteceu nas 24 Horas de Spa de 1993, onde obteve a vitória da prova pela classificação geral . Fittipaldi é até hoje o único brasileiro e também o único lusófono a obter uma vitória geral nessa prova.

Após sua fase na NASCAR pela equipe Petty Enterprises, Fittipaldi co-pilotou o carro vencedor das 24 Horas de Daytona em 2004 e correu pela Stock Car Brasil em 2005. Fittipaldi também co-dirigiu o carro vencedor durante as 24 Horas de Daytona e reapareceu na Grand-Am após vencer uma corrida em Phoenix, anunciando ter assinado contrato com a nova equipe de Eddie Cheever para 2006.

Ele co-dirigiu um Saleen S7R (com Terry Borcheller e Johnny Mowlem) nas 24 Horas de Le Mans 2006 e terminou em sexto na classe e em décimo-primeiro no geral.

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