Christopher Lynn "Chris" Hedges (St. Johnsbury, Condado de Caledonia, Vermont, 18 de setembro de 1956) é um jornalista vencedor do Prêmio Pulitzer, ministro presbiteriano, escritor e apresentador de televisão estadunidense. Descreve-se como um socialista e admirador de Dorothy Day.
Por quase duas décadas foi correspondente na América Central, Oriente Médio (razão pela qual se tornou fluente em árabe), África e Bálcãs. Fez reportagens em mais de cinquenta países e trabalhou para The Christian Science Monitor, National Public Radio eThe Dallas Morning News, além de ter sido correspondente estrangeiro do jornal The New York Times, por quinze anos (1990-2005), servindo como o Chefe do Escritório do Oriente Médio e Chefe do Escritório dos Balcãs do jornal, durante a guerra na ex-Iugoslávia.
Em 2002, recebeu o Prêmio Pulitzer de Reportagem Explicativa, pela cobertura sobre terrorismo, e o Prêmio Global da Anistia Internacional para Jornalismo de Direitos Humanos.
Lecionou nas universidades de Columbia, Nova York, Toronto e Princeton.
Também participou de programas para levar a educação superior a detentos.
Em 2011, durante os protestos do Occupy Wall Street foi preso, em frente à sede da Goldman Sachs.
Em 2017, foi indicado entre os finalistas do Annual Daytime Emmy Awards, na categoria Outstanding Information Talk Show Host, por seu trabalho como apresentador de um programa de entrevistas semanais na Russia Today.
Nasceu em St. Johnsbury (Vermont), filho de um reverendo presbiteriano. Cresceu na zona rural do Condado de Schoharie (Nova Iorque).
Seu pai lutou na Segunda Guerra Mundial, mas se opôs à participação norte-americana na Guerra do Vietnã, tendo inclusive levado a família para participar de manifestações contra o conflito. Seus pais também apoiaram o movimento pelos direitos civis e pelos direitos dos homossexuais.
Em 1975, se formou na Loomis Chaffee School, um internato particular em Windsor (Connecticut). Nessa instituição, fundou um jornal clandestino que foi proibido pela administração da escola.
Em 1979, se graduou em língua inglesa pela "Colgate University" em Hamilton (Nova Iorque).
Em 1983, recebeu o grau de "Master of Divinity" pela Harvard Divinity School em Cambridge (Massachusetts).
Quando era estudante, morou, por dois anos e meio, no bairro de Roxbury, o mais perigoso daquela cidade. Na época, fez parte da equipe de boxe da Associação Cristã de Moços em Boston.
Após concluir o segundo ano de estudos, foi para a Bolívia para aprender espanhol, nesse período residiu junto com padres católicos da Congregação Maryknoll. Depois foi para a Argentina, onde participou da cobertura da Guerra das Malvinas para a Rádio Pública Nacional de Buenos Aires.
Após se formar na Harvard Divinity School, atuou na cobertura jornalística de diversos conflitos armados pelo mundo:
Nos primeiros cinco anos de sua carreira, cobriu a Guerra Civil de El Salvador;
Esteve na Nicarágua, na época do conflito entre os sandinistas e os contras;
Esteve em Jerusalém, durante a Primeira Intifada;